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Sobre nossas leis

sobre nossas leis

O texto, de Khalil Gibran em O profeta é inegavelmente oportuno, principalmente no momento atual do planeta e mais especificamente aqui no Brasil onde aqueles que fazem as leis e os que tem o dever constitucional de cumpri-las, usam  as mesmas apenas para os outros, reservando para si o direito de descumpri-las sem admitir qualquer censura.

 

“Então um homem de leis disse: E as nossas Leis, Mestre?
 
E ele respondeu:
Deleitais-vos a fazer as leis, no entanto, mais vos deleitais em desrespeitá-las.
 
Como crianças brincando junto ao oceano, a construir castelos de areia com persistência para logo os destruírem alegremente.
 
Mas enquanto construís os vossos castelos de areia o oceano traz mais areia para a costa, e, quando vós os destruís, o oceano ri-se convosco.
 
Na verdade o oceano ri-se sempre com os inocentes.
 
Mas que dizer daqueles para quem a vida não é um oceano, e as leis feitas pelo homem não são castelos de areia, mas para quem a vida é uma rocha, e a lei um cinzel que serve para a moldarem à sua semelhança?
 
Que dizer do aleijado que detesta dançarinos?
 
Que dizer do boi que gosta do jugo e condena o cisne e o gamo da floresta por serem seres errantes e vagabundos?
 
Que dizer da velha serpente que não consegue despir-se da sua pele e acusa os outros de estarem nus e não terem pudor?
 
E daquele que aparece cedo na festa do casamento, e que, depois de bem alimentado e já cansado, se vai embora dizendo que todas as comemorações são violação e os participantes violadores de leis?
 
Que poderei dizer desses a não ser que também eles estão expostos à luz, mas de costas viradas para o sol?
 
Só conseguem ver as suas sombras, e as suas sombras são as suas leis.
 
E que é o sol para eles senão um conjunto de sombras?
 
E o que significa reconhecer as leis senão curvar-se e traçar as suas sombras na terra?
 
Mas vós, que caminhais enfrentando o sol, que imagens da terra podereis reter?
 
Vós, que viajais com o vento, que catavento poderá orientar o vosso rumo?
 
Que lei do homem vos prenderá se quebrais o vosso jugo longe da porta da prisão?
 
Que leis receareis se dançardes mas tropeçardes em grilhetas inexistentes?
 
E quem vos poderá julgar se despedaçardes as vossas roupas sem todavia as deixardes no caminho de nenhum homem?
 
Povo de Orphalese, podereis abafar o tambor e alargar as cordas da lira, mas quem poderá impedir a cotovia de cantar?”

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Publicado por em 17/03/2019 em Reflexão

 

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Conectados na rede, desconectados da vida

conectados na rede desconectados da vida

Falo muito sobre isto aqui e não gostaria de me tornar repetitiva, mas o ano da graça de 2019 me faz retornar ao tema.

O avanço intelectual e tecnológico da humanidade nos proporcionou o advento da rede mundial de computadores que conectou de forma irreversível os seres humanos.

Porém como todo o progresso, depende do uso que os próprios seres humanos fazem dele.

Os barões da mídia tradicional, temendo a perda de espaço, poder e dinheiro apostam no caos, noticiando com ênfase o mal praticado em todo o mundo ocultando o tanto de bem que se faz no planeta inteiro. Apostam no discurso de ódio para manter os povos amedrontados e manipuláveis.

E  todos juntos estamos perdendo o controle.

Somos nós que operamos as máquinas, são nossas as ideias digitadas nas telas dos computadores e celulares e são essas ideias que se conectam com as outras pessoas.

Quando desistimos da família, e não estou aqui falando da “família tradicional” tão cinicamente decantada por cidadãos interessados apenas em ocultar seus crimes, seus atos reprováveis, seus hábitos nada saudáveis. Falo da família verdadeira, aquela construída com base no amor seja ele de que forma for, independentemente dos laços sanguíneos.

Quando desistimos desta família de verdade, estamos nos desconectando da vida para nos conectar a ilusão de estarmos vivendo como “cidadãos do mundo”, participando de tudo, dando opinião sobre tudo e não vivendo nada.

Saímos pra trabalhar, postamos, vamos ao cinema, postamos. Vamos lanchar ou jantar; postamos desde como estamos vestidos até a foto da comida. Queremos mostrar que vivemos um conto de fadas e despertar a inveja alheia, simulando uma felicidade fantasiosa e forçada.

Voltamos para casa e cada um no seu celular, vamos checar a popularidade. Repreendemos o filho que deseja atenção, por atrapalhar nossas curtidas, compartilhamentos e comentários.

Muito educados (às vezes nem tanto, o importante é aparecer, é dar opinião) e atenciosos  para responder, conversar com “os amigos de infância” da web  e profundamente grosseiros e indiferentes com aqueles que nos acompanham na vida real.

É preciso parar, porque é esse nosso comportamento na utilização do que a inteligência  humana nos oferece, que proporciona tragédias, como as que aconteceram recentemente.

Não é inteligente procurar outros motivos antes de corrigirmos os nossos próprios rumos. Antes de reconhecermos que estamos doentes.

Ainda acredito que haverá um momento em que sairemos deste devaneio sinistro e então acordaremos para a verdadeira vida.

 

 
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Publicado por em 15/03/2019 em Reflexão

 

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Sobre bestas humanas, Arthur e Lula

lula-com-o-neto-arthur

Cheguei a uma idade em que não me permito mais ficar com sentimentos engasgados. Compartilho este texto do Professor Jonas Duarte, pois penso da mesma forma. Respeito quem pensa diferente, porém não poderia deixar de me expressar sobre este caos que estamos vivendo. 

Falhamos feio enquanto sociedade e precisamos urgentemente trilhar novos caminhos como seres humanos que todos somos. 

Peço à Deus sinceramente que ilumine as mentes e os corações daqueles que tiveram a insensatez, pra dizer o mínimo, de comemorar a morte de uma criança de 7 anos.

“Como não durmo, escrevo.

Li inúmeras mensagens de nazifascistas comemorando a morte de Arthur, neto de Lula.

Essa é a moral forjada nessa sociedade podre, que vivemos.

Esses monstros, indiferentes ao sofrimento alheio, aos que morrem nas filas dos hospitais; indiferentes aos que morrem barbaramente assassinados nas periferias. Essas bestas humanas que são absolutamente insensíveis as milhões de crianças a quem se nega afeto, carinho, escola, lazer, saúde, comemoram a morte do neto de Lula. Sabe por que?
Porque Lula é a expressão mais elaborada desse povo, desse povo pobre fadado a morrer ainda criança ou jovem sem assistência médica, sem escola, sem respeito social.

Lula é o filho desse povo que virou Presidente, recebeu 51 títulos de doutor Honoris Causa e fez o mundo admirar o Brasil.

Demorei a compreender isso.

Sempre olhava Lula com análise política, econômica, crítica…

Desde que topei com um imbecil no aeroporto que disse preferir ser governado por uma quadrilha de corruptos milicianos do que por um ” *Cabeça Chata, Nove Dedos* ” que passei a compreender que Lula não é só uma figura política. Não é da liderança política Lula, que eles têm ódio. Afinal Lula nunca foi um radical, nunca destituiu essa corja da elite… não. Lula sempre foi o conciliador que fez questão de sempre fazer concessões a esse pessoal.

O problema é que Lula é povo. É o “Cabeça Chata”. O Nordestino – retirado do seu chão por uma estrutura social mantida sob o latifúndio e a servidão para ser escravo da lógica do Capital no Centro Sul.

E lá ser o operário do chão de fábrica, o porteiro, o zelador, a doméstica, invisíveis para uma burguesia de nariz empinado, formada no privilégio, na “mamata”… Lula é o “Nove Dedos” que liderou multidões com uma sabedoria ímpar. É o “debaixo” ensinando a uma nação fazer política, crescer…

Impossível, essa Corja aceitar Lula hoje.

Observem. Foi possível e até necessário à eles, o Lula de 2002. Achavam que Lula sempre iria precisar e se curvar a eles. Até setores da própria esquerda, intelectualizados, olharam sempre para Lula de cima, com a arrogância normal de sua formação…

Lula foi o economista e o cientista político que nossa elite nunca produziu. E sabemos hoje, é incapaz de produzir.

A morte do neto de Lula escancarou a crise moral desse país.

Um país que produziu Vinícius de Moraes, que escreveu Rosa de Hiroshima. Um país que produziu Augusto Boal, Paulo Freire, Josué de Castro, Paulo Pontes…

No filme documentário de Marcus Vilar sobre Ariano Suassuna, “Senhor do Castelo”, há um momento que Ariano vai contar a história de um colega de colégio e não consegue. Ele descobrira que o colega passava fome, por isso se isolava.

Aquilo, contado anos depois, ainda tocava tanto Ariano que o fazia chorar de dor…

O país que produziu pessoas sensíveis como Ariano Suassuna também produziu monstros como esses que são capazes de festejar a morte de um neto pela dor do seu avô. Porque esse avô é o povo que essa gente quer ver escravo.

Estamos em um país doente. Gravemente doente…

Não dormi, sentindo a dor de Lula.

Os netos são bálsamos que aliviam a aspereza da vida.

Queria abraçar Lula hoje. Com o carinho que nós “cabeças chatas” sabemos transmitir. Ter uma forma de aliviar sua dor. De dizer que estamos solidários a ele e aos pais de Arthur.

E que Arthur foi e continuará sendo esse bálsamo em sua vida.

Força Lula. 
Apesar de tudo,
Venceremos.”

Jonas Duarte (Professor da UFPB)

 
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Publicado por em 05/03/2019 em injustiças, Reflexão

 

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Quem é quem

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Publicado por em 27/02/2019 em Reflexão

 

Bem vindo ao século XXI

bem vindos ao seculo XXI

Aqui o sexo é livre e o amor se tornou um bolso cheio de notas.
Onde perder o celular é pior do que perder os teus valores. Onde a moda é fumar e beber, e se não fizer isso, você está obsoleto.
Onde o banheiro se tornou estúdio para fotos e a igreja, o lugar perfeito para check in.
Século XXI, onde homens e mulheres temem uma gravidez muito mais que HIV.
Onde o serviço de entrega de pizza chega mais rápido do que a ambulância.
Onde as pessoas morrem de medo de terroristas e criminosos muito mais do que temem a Deus.
Onde as roupas decidem o valor de uma pessoa e ter dinheiro é mais importante do que ter amigos ou até mesmo família.
Século XXI, onde as crianças são capazes de desistir dos seus pais pelo seu amor virtual.
Onde os pais esquecem de reunir a família à mesa para um jantar harmonioso, conversando sobre o dia a dia pois estão entretidos no seu trabalho ou celular.
Onde homens e mulheres muitas vezes, só querem relacionamentos sem obrigações e seu único “compromisso” se torna posar para fotos e postar nas redes sociais jurando amor eterno.
Onde o amor se tornou público ou uma peça de teatro.
Onde o mais popular ou o mais seguido com mais curtidas em fotos é aquele que aparenta esbanjar felicidade; aquele que posta fotos em lugares legais e badalados rodeados por “amizades vazias” com “amores incertos” e “famílias desunidas”. Onde as pessoas se esqueceram de cuidar do espírito, da alma vazia e resolveram cuidar e cultuar os seus corpos.
Onde vale mais uma lipoaspiração para ter o corpo desejado do “mundo artístico” do que um diploma universitário.
Onde uma foto na academia tem muito mais curtidas do que uma foto estudando ou praticando boas ações.
Século XXI, aqui você só sobrevive se jogar com a “razão”, e você é destruído se agir com o teu coração!

MS
Retirado do Facebook (radiovozes.caster.fm)

 
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Publicado por em 24/02/2019 em Reflexão

 

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Busco um amigo

busco um amigo

Que me diga sempre a verdade,
Que não camufle meus defeitos,
Que não despreze minhas lágrimas!
Um amigo…
Cuja presença traga alegria,
Cujo silêncio transmita a paz
Cuja escuta inspire confiança,
Cuja lembrança infunda coragem.
Um amigo…
Ao qual eu possa dizer: desculpa!
Uma, duas, três vezes…
Um amigo…
Que não seja nem mestre, nem discípulo, mas  um companheiro, 
com o qual eu possa caminhar rumo ao infinito em qualquer momento.
Um amigo…
Que conserve a sua intimidade sem esconder o seu pranto.
Um amigo…
Que ao amanhecer não me diga “bom dia”, mas me abra o seu coração   com um amável sorriso!     Um amigo…
Que creia na amizade e a viva como uma audaz conquista de liberdade…
Cuja amizade seja óleo doce, suave e perfumado, extraído do fruto amargo de uma árvore espinhosa.
Um amigo…
Que não se preocupe em dar ou receber,
mas que seja capaz de compartilhar.
Um amigo…
Simples, sincero, natural… capaz de chorar, mas sobretudo de sorrir…
Um amigo…
Que seja um reflexo da bondade de Deus.”

(Reinilson Câmara – Professor,poeta,cronista e compositor de Mpb. )

 

 
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Publicado por em 22/02/2019 em Reflexão

 

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Crescer é compartilhar

dias coloridos

“Suas manhãs chegam, uma a uma…
E você prossegue…
Sua vida, sua conduta, suas confusões…
Suas alegrias, suas tristezas, estados passageiros…
Se olhar para traz verá quantas coisas já foram vividas. Quanto já chorou, quanto já sorriu, quanto já amou, quanto já se enfureceu…
Quanto já ganhou, quanto já pareceu perder… Quanto cresceu!
E, aos poucos, em seu curso, verá que os milagres estão presentes no dia a dia.
Um pouco de amor àquele que precisa, e saberá ter o amor em seu coração.
Um pouco de compreensão àquele que necessita, e poderá compreender melhor a si próprio.
Dar é receber.
Este ciclo é o ciclo da vida, onde se aprende que crescer é compartilhar, que viver com amor é dar amor, que viver em paz é dar paz.
Desfrute dessa condição, ela foi feita para que você perceba a importância do compartilhar.
Seja como as manhãs que acolhem a sua presença, compartilhando as suas cores, os seus ares, a sua leveza, para que o seus dias sejam realmente lindos!”

 
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Publicado por em 22/02/2019 em Reflexão

 

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