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Fora da curva

08 Out

O ano ainda nem terminou, mas a sensação é de que já se passaram muito mais do que 365 dias, tamanha confusão mental, moral e emocional dos seres humanos, de norte a sul, de leste a oeste do Planeta.

Não pense o amigo leitor que constatando este fato, me coloco fora deste turbilhão.

Longe, muito longe de mim, achar que estou imune à confusão e me considerar superior aos demais habitantes desta Terra.

Aqui no Brasil, a mais recente polêmica e, motivo de cabo de guerra na sociedade, se dá devido às recentes exposições de arte em Porto Alegre e São Paulo.

Acredito que o conceito de arte é muito subjetivo e não emito opinião sobre os eventos, pois não tenho condições de assistir pessoalmente às exposições, mas creio também que, embora subjetivo, este conceito tenha um parâmetro e este depende da percepção individual de cada pessoa.

Aqui de longe, procurando o máximo de informação possível, entendo, e posso estar equivocada, que houve uma grande falha dos expositores e promotores dos eventos em não alertar para a conveniência ou não de se levar crianças, dando oportunidade aos responsáveis  por elas para decidir sobre.

Infelizmente, a discussão não se dá, na grande mídia e nas redes sociais, com bom senso e argumentos racionais, mas está sendo incentivada por representantes de setores fundamentalistas da nossa sociedade.

Diga-se aí, representantes de algumas religiões e entidades ditas apolíticas e éticas que se arvoram no direito de decidir o que é bom ou ruim, para os outros, porque eles próprios não seguem as “normas” que tentam impor a fim de dominar as massas.

Estamos vendo a toda hora, estes “defensores” da “moral e dos bons costumes”, tendo sua hipocrisia exposta em rede nacional, com a divulgação de seus atos ilícitos, contradizendo tudo o que falam em discursos inflamados, que bem longe de levar a paz e a fraternidade que suas religiões e entidades pregam, leva confusão a quem os segue, incitando e direcionando o ódio de um número considerável de pessoas, contra a parcela da população que não concorda com seus interesses.

Como acredito também que, de tudo podemos tirar grandes aprendizados, entendo que este momento fora da curva que vivemos atualmente, deve servir para que façamos uma reflexão diante de tudo o que estamos assistindo e transportando para nossa vida particular, com humildade, identificarmos em que estamos repetindo os equívocos daquelas figuras públicas que tanto criticamos ao não buscar mais conhecimento dos fatos, ao abdicarmos da faculdade de pensar para poder fazer as nossas escolhas e emitirmos nossa opinião livres de condicionamentos externos.

É uma longa estrada até atingirmos esta sabedoria, mas se não exercitarmos não poderemos seguir em frente. Seremos apenas marionetes, eternamente nas mãos daqueles que fazem da exploração de seus semelhantes a razão de suas vidas, repetindo pensamentos e opiniões embalados em pacotes muito bonitos, mas que irão simplesmente refletir o vazio que habita nossa alma.

Sílvia Gomes

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2 Comentários

Publicado por em 08/10/2017 em Reflexão

 

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2 responses to “Fora da curva

  1. Claudio Viana Silveira

    08/10/2017 at 22:58

    http://www.blogdovelhinho.com.br/queerismo/ Quanto ao MAN, as imagens são escassas; já as do Santander são fartas; e inequívocas! Embora não tenhamos visitado tais eventos, as imagens , por si só, falam! Então nós tomamos um partido: não podemos ficar em cima do muro… No meu caso, é contrário, não só à lei, mas a tudo o que, mais que prego, defendo. Se perguntarmos como o Mestre agiria, a resposta está no Evangelho: “Seria preferível que ao seu pescoço se lhe amarrasse uma mó de moinho…” (a Sua defesa contra a pedofilia, também!). Um abraço, minha amiga!

     
    • Silvia Gomes

      09/10/2017 at 11:04

      Bom dia querido amigo Claudio! Não questiono de maneira nenhuma o seu, o meu ou o direito de qualquer pessoa quanto ao entendimento do que seja arte, nem de se posicionar contra ou a favor a qualquer assunto. Muito menos de defender suas ideias e princípios. Sou radicalmente contra a imposição de um pensamento único. Também sou contra as práticas citadas nas imagens e se a intenção da exposição for fazer apologia a elas também não acho adequado que se exponham ao público. Apenas questiono a legitimidade de certas entidades para usar a seletividade da indignação popular para fins de manipulação e imposição de intervenções estatais, as quais sou contra e neste particular não fico em cima do muro mesmo. Falo seletividade, pois ao mesmo tempo em que se incita a animosidade entre os que são contrários e a favor das exposições, nem se quer de menciona o fato de um menino ter passado a noite numa cela de uma cadeia onde se encontravam presos justamente pedófilos. Ou não se faz polêmica com relação as milhões de crianças em situação de miséria absoluta no país. Não vemos estas mesmas entidades que em tese defendem a família, defendendo aí sim uma intervenção do Estado para diminuir as desigualdades que atingem estas crianças que também têm família, ou será que a família delas não importa? De verdade meu amigo, me indigno com a passividade das pessoas com relação as questões cruciais para a maioria da população, a falta de empatia com quem realmente sofre com a insensibilidade dos nossos governantes e a ferocidade com que se posicionam com relação a algumas questões que dizem respeito ao livre arbítrio de cada um. Obrigado por não se furtar a participar da discussão e emitir sua opinião que sem sombra de dúvida merece o meu mais profundo repeito. Abraço fraterno! Uma ótima semana!

       

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