RSS

Aquivos por Autor: Silvia Gomes

Sobre Silvia Gomes

Não me defino, porque definições traçam limites. Sou um espirito em constante evolução, parte integrante do universo, procurando aprender com os próprios erros, resgatando o passado e tentando construir um futuro melhor através do amor.

A Lei

Alan Kardec ao estudar a vida espiritual de maneira científica, trouxe esclarecimentos sobre a Lei de causa e efeito. Lei da Ciência Divina nos diz que não há efeito sem causa nem causa sem efeito, portanto dela nada pode escapar.

Aqueles que deram e ainda estão dando causa por ativismo ou omissão à barbárie que é o atual governo brasileiro e vários outros pelo mundo, com seus Ministros, militares e civis, adeptos da teoria da terra plana, que negam os avanços da ciência e avessos às causas ambientais e sociais, trazendo o obscurantismo e a crueldade da Idade Média para o século XXI, não idealizem a existência de juízes e procuradores amigos que passarão a mão por cima de suas ações nefastas.

Existe apenas um juiz e Ele é Justo!

Certamente lhes concederá o perdão, mas mediante a reparação incondicional dos efeitos desastrosos de sua ação ou omissão. Pois esta Lei sim é para TUDO e TODOS.

Anúncios
 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 16/08/2019 em Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , , , , , ,

“Pessoas de Bem”

Pessoas de Bem1

“A gente já percebeu que não adiantou o vazamento dos diálogos entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Como não adiantou nada quando pegaram o Dallagnol comprando apartamentos do “Minha Casa Minha vida” para especulação imobiliária.

A turma dos Bolsomitos entrou defendendo o Promotor e o defendeu mesmo quando ele, ruborizado, decidiu devolver os apartamentos. 

Não adiantou nem mesmo os números do IBGE: *O desemprego aumentou no Governo Bolsonaro e chegamos à marca, recorde, de 43 milhões de pessoas sem renda.* No mesmo dia em que o IBGE publicou este alarmante dado, o que eu mais vi foi gente dizendo “Bolsonaro está arrumando o país e o IBGE está cheio de comunistas“.

*E por que não adiantou?*

Estamos lidando com uma mutação social, construída entre a Biologia e a Sociologia, que mistura o mais baixo grau de inteligência com um nível desmedido de mau caratismo. 

Gente que afirma categoricamente que juiz (o que realiza julgamento) pode ter lado, pode sentar frente às partes já com a sentença na cabeça, por encomenda, não só não entende o que é justiça, mas também não tem limites para alcançar o que deseja.

Sua confusão entre Justiça e Revanche é natural, por que para ela, certo é o que lhe convém.

Não sei se estou sendo bem claro, mas estou dizendo que estamos lidando com pessoas sem limite ético (o que é pior que estar sem limitação moral).

Existe gente assim no PT? Existe. Existe também no PSOL, existe no PCdoB, no PCB, nas igrejas e clubes de futebol, e em todos os cantos, mas foi e é em Bolsonaro, Moro, PSL e seus compadres, que eles melhor se encontram.

*Por quê?*

Por que a Extrema Direita é constituída justamente pela falta de limites e o descompromisso com o respeito e os Direitos Humanos. 

A Extrema Direita se construiu historicamente nas bases do frenesi, do fanatismo e no horror das Massas que se repetiam nos séculos anteriores.

As chamadas “Pessoas de Bem“, que assim se auto intitulam, reservam a si mesmas o alto posto da mais alta correção. E para fazer cumprir esta suposta correção, recorrem à interpretações doentias: são contra o estupro, mas vibram quando sabem que o acusado de estupro será violentado em uma cadeia suja. São contra a violência, mas querem portar armas para aumentar o nível de violência e matar quando acharem necessário.

Assim, são também contra a violência no trânsito, mas acham que crianças devem andar desprotegidas no carro.

Para quem se acha “pessoa de bem“, não existe racionalidade e julgamento ético: Existe sim a sua moral, que sempre lhe convém no momento certo. Pessoas de bem são bedéis e juízes ao mesmo tempo, mas nunca serão réus. Na sua cabeça maluca, Deus opera por todo o tempo, mas somente pelo bem delas.

Estou desenhando este quadro medonho, apavorante, por que além de artista, sou professor de História na Rede pública e lecionando, eu tenho a capacidade de compreender como esta gente perambula pelos mais tenebrosos períodos: linchando judeus no Período da Peste Negra (1342); empalando muçulmanos na Cruzadas no Século 13; realizando os Pogrons do Czarismo no Século 19; defendendo o Darwinismo Social e deixando os desempregados morrerem de fome durante a Segunda Revolução Industrial, também no Século 19…

É só imaginar aquela histeria coletiva, quando falando em nome de Cristo, esta mesma gente, amontoada, vibrava com uma suposta bruxa tendo sua língua arrancada em praça pública.

Resumindo: Pessoas de bem defendem todo o mal necessário, por que na cabeça delas, o vale tudo é constante: As milícias de São Domingos; as Cruzadas; a Inquisição…

Nos próximos dias, o site The Intercept divulgará mais e mais conteúdo das entranhas da Operação Lava Jato. Gente como eu (que não é pessoa de bem), já sabe tudo o que se esconde nos muquifos destes diálogos.

Desde que Sergio Moro começou a cortar cabeças em 2014 e apareceu sua biografia, ficou muito claro para quem este espetáculo seria oferecido: quem era plateia e quem seria enforcado.

Assim, não devemos esperar muito de reação popular, por que as pessoas de bem estão convictas de que aconteça o mal que acontecer, isto será sempre pelo bem delas. 

Tenhamos em mente o momento em que Joana D’arc foi queimada pelos católicos ingleses em 1431: enquanto o cheiro de carne queimada, tal qual um churrasco, invadia a cidade, alguns voltavam sorridentes por que haviam feito o que era certo.

No futuro, quando lerem sobre o Brasil de hoje, sentirão o mesmo que tu sentiste ao ler isto: uma incompreensão total de como pode haver tanta crueldade.

Mas não nos assustemos: Pessoas de bem vem e vão na história, mas graças a Deus, não ficam sempre.”

Fabiano da Costa – professor de História

 

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 01/07/2019 em Política, Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Brasil triste e à deriva

 

Da psicanalista Helenice Rocha:

“É a cultura do ódio a responsável pelo país sombrio e miserável que estamos habitando.
Quem elegeu Bolsonaro? O ódio. O ódio ao PT, à velha política, à esquerda, mas ódio.
Bolsonaro inventou o ódio no Brasil? Óbvio que não, mas ele o legitimou como nenhum outro presidente o fez. 
Bolsonaro prega o ódio diariamente, sem nenhum pudor, às claras. Nem no regime militar vimos isto. Naquela época, na maior parte do tempo, o ódio se recolhia aos porões.
Quando Bolsonaro exaltou publicamente, na casa do povo, um torturador que colocava baratas e ratos vivos nas vaginas das mulheres e não foi preso ali, naquele momento, ele mandou um recado: doravante poderemos exercer nossa sordidez sem nenhum verniz. 
E assim ele se tornou presidente. 
Quando o mandatário de uma nação, a figura que ocupa o cargo mais respeitável de um país prega o ódio sem trégua, ele legitima a expressão da fúria para todos.
No texto “psicologia das massas” Freud nos adverte sobre o perigo da ascendência do “líder louco” sobre a massa. Foi assim na Alemanha de Hitler, na Itália de Mussolini e na Espanha de Franco.
No Brasil de Bolsonaro, o caso do rapaz que espancou a amante grávida e depois suicidou-se é emblemático. É a expressão do ódio em suas formas mais caricatas. 
É emblemático por vários motivos: porque no país do bolsonarismo as mulheres são odiadas; porque o rapaz chamava as feministas de cadela na música que cantava em homenagem ao presidente e porque como tantos jovens no país governado por este pulha, o rapaz enlouqueceu e se matou. 
É emblemático porque os comentários dos eleitores do presidente nas redes sociais vão desde a esculhambação da moça ora hospitalizada, até a teoria de que o rapaz não se matou, na verdade “ele foi morto por alguém da esquerda.”
E enfim, é emblemático porque o presidente, ao expressar em seu twitter as condolências à família do rapaz, não fez uma menção sequer à vítima e sua família, da mesma forma que até hoje não deu um pio sobre outras mortes que chocaram o país.

Bolsonaro sempre foi da ralé.

Enquanto vivia no submundo da ralé militar e da ralé política, foi nocivo ao país que servia, sem dúvida, mas era um “rato de porão”. No momento em que se tornou presidente com 57 milhões de votos, saiu da ralé e escancarou o que excita seus defensores: o ódio. 
Bolsonaro ama as armas, as milícias, a burrice, os homens e as mulheres violentos.
Ele odeia a educação, a arte, a sexualidade, a saúde e o meio . . ambiente.
Somos hoje um país a beira de um colapso econômico e social. Muitos países já viveram esta experiência no pós guerra e se recuperaram com dignidade. 
A guerra que agora vivemos é a da insensatez, da mediocridade, da boçalidade, da estupidez e da ignorância.
Somos mais de 200 milhões nas mãos de um crápula que não economiza na incompetência, desprezo e sadismo que constitui sua verdadeira essência. 
Mas somos mais de 200 milhões e serão exatamente aqueles que Bolsonaro odeia que vão levantar este país uma vez mais pra fazer com que a pestilência que hoje envenena a todos volte para os porões de onde nunca deveria ter saído.”

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 28/06/2019 em Política, Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , , , , ,

Imagem

Verdadeiro e Solitário

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 27/06/2019 em Reflexão

 

Etiquetas: , , ,

Deus Negro

Eu, detestando pretos, eu, sem coração! Eu, perdido num coreto, gritando: “Separação”!

Eu, você, nós… nós todos, cheios de preconceitos, fugindo como se eles carregassem lodo, lodo na cor… E, com petulância, arrogância, afastando a pele irmã.

Mas, estou pensando agora, e quando chegar minha hora?
Meu Deus, se eu morresse amanhã, de manhã?
Numa viagem esquisita, entre nuvens feias e bonitas, se eu chegasse lá e um porteiro manco, como os aleijados que eu gozei, viesse abrir a porta, e eu reparasse em sua vista torta, igual àquela que eu critiquei? Se a sua mão tateasse pelo trinco, como as mãos do cego que não ajudei?

Se a porta rangesse, chorando os choros que provoquei?
Se uma criança me tomasse pela mão, criança como aquela que não embalei, e me levasse por um corredor florido, colorido, como as flores que eu jamais dei? Se eu visse as paredes caindo, como as das creches e asilos que não ajudei?
E se a criança tirasse corpos do caminho, corpos que eu não levantei, dando desculpas de que eram bêbados, mas eram epiléticos, que era vagabundagem, mas era fome?

Meu Deus! Agora me assusta pronunciar seu nome.
E se mais para a frente a criança cobrisse o corpo nu,
da prostituta que eu usei, ou do moribundo que não olhei,
ou da velha que não respeitei, ou da mãe que não amei ?
Corpo de alguém exposto, jogado por minha causa,
porque não estendi a mão, porque no amor fiz pausa e dei,
sei lá, só dei desgosto?

Deus não está vestido de ouro. Mas como? Está num simples trono. Simples como não fui, humilde como não sou.
Deus decepção. Deus na cor que eu não queria,
Deus cara a cara, face a face, sem aquela imponente classe.
Deus simples! Deus negro! Deus negro? E eu…Racista, egoísta. E agora? Na terra só persegui os pretos, não aluguei casa, não apertei a mão. 
Meu Deus você é negro, que desilusão!

Será que vai me dar uma morada?
Será que vai apertar minha mão? Que nada.
Meu Deus você é negro, que decepção!
Não dei emprego, virei o rosto. E agora?
Será que vai me dar um canto, vai me cobrir com seu manto?
Ou vai me virar o rosto no embalo da bofetada que dei?

Deus, eu não podia adivinhar. Por que você se fez assim?
Por que se fez preto, preto como o engraxate, aquele que expulsei da frente de casa? 
Deus pregaram você na cruz e você me pregou uma peça. 
Eu me esforcei à beça em tantas coisas, e cheguei até a pensar em amor, 
Mas nunca, nunca pensei em adivinhar sua cor.

Neimar de Barros (década de 70).

Poderíamos ter aprendido nestes longos quase cinquenta anos, mas infelizmente não aprendemos nada e este texto ainda é muito atual por incrível que pareça, em pleno século XXI!

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 03/06/2019 em Poesia, Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , , , , ,

Imagem

Relacionamento

cansando

 
1 Comentário

Publicado por em 08/05/2019 em Reflexão

 

Etiquetas: , ,

O Palhaço e o Rei

lula

“Ponha um Rei na masmorra e ele continua sendo Rei. Ponha um palhaço no castelo e ele continua sendo palhaço. O Rei se consola no cativeiro, com o carinho do povo que está longe dele. Enquanto o palhaço se enfurece no castelo com o desprezo do povo que está tão perto. E assim a cela do Rei se torna do tamanho de uma nação, enquanto o castelo do palhaço se reduz ao tamanho de um túmulo. Se existe algo tão triste quanto um Rei que teve sua coroa roubada, é um palhaço sem graça, cuja coroa que roubou não lhe assenta na cabeça.
Mesmo que um Rei morra no cativeiro, ele sempre será lembrado pelo povo como Rei. Já o palhaço sem graça, mesmo em vida estará condenado à vala comum do esquecimento… Sabe por quê prender um Rei é tão perigoso? Porque a única maneira de arrebatar a coroa de um Rei é derrota-lo num duelo de vida ou morte. Na política esse duelo se chama eleição. Deveriam tê-lo derrotado nas urnas, assim o povo aceitaria o novo Rei. Agora eles não sabem o que fazer com o Rei que está preso, e também não sabem o que fazer com o reino, que se encontra irremediavelmente dividido.”

Texto de Oscar Filho

Fonte: Facebook

 

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 21/04/2019 em Política, Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , , , ,