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Aquivos por Autor: Silvia Gomes

Sobre Silvia Gomes

Não me defino, porque definições traçam limites. Sou um espirito em constante evolução, parte integrante do universo, procurando aprender com os próprios erros, resgatando o passado e tentando construir um futuro melhor através do amor.

Fora da curva

O ano ainda nem terminou, mas a sensação é de que já se passaram muito mais do que 365 dias, tamanha confusão mental, moral e emocional dos seres humanos, de norte a sul, de leste a oeste do Planeta.

Não pense o amigo leitor que constatando este fato, me coloco fora deste turbilhão.

Longe, muito longe de mim, achar que estou imune à confusão e me considerar superior aos demais habitantes desta Terra.

Aqui no Brasil, a mais recente polêmica e, motivo de cabo de guerra na sociedade, se dá devido às recentes exposições de arte em Porto Alegre e São Paulo.

Acredito que o conceito de arte é muito subjetivo e não emito opinião sobre os eventos, pois não tenho condições de assistir pessoalmente às exposições, mas creio também que, embora subjetivo, este conceito tenha um parâmetro e este depende da percepção individual de cada pessoa.

Aqui de longe, procurando o máximo de informação possível, entendo, e posso estar equivocada, que houve uma grande falha dos expositores e promotores dos eventos em não alertar para a conveniência ou não de se levar crianças, dando oportunidade aos responsáveis  por elas para decidir sobre.

Infelizmente, a discussão não se dá, na grande mídia e nas redes sociais, com bom senso e argumentos racionais, mas está sendo incentivada por representantes de setores fundamentalistas da nossa sociedade.

Diga-se aí, representantes de algumas religiões e entidades ditas apolíticas e éticas que se arvoram no direito de decidir o que é bom ou ruim, para os outros, porque eles próprios não seguem as “normas” que tentam impor a fim de dominar as massas.

Estamos vendo a toda hora, estes “defensores” da “moral e dos bons costumes”, tendo sua hipocrisia exposta em rede nacional, com a divulgação de seus atos ilícitos, contradizendo tudo o que falam em discursos inflamados, que bem longe de levar a paz e a fraternidade que suas religiões e entidades pregam, leva confusão a quem os segue, incitando e direcionando o ódio de um número considerável de pessoas, contra a parcela da população que não concorda com seus interesses.

Como acredito também que, de tudo podemos tirar grandes aprendizados, entendo que este momento fora da curva que vivemos atualmente, deve servir para que façamos uma reflexão diante de tudo o que estamos assistindo e transportando para nossa vida particular, com humildade, identificarmos em que estamos repetindo os equívocos daquelas figuras públicas que tanto criticamos ao não buscar mais conhecimento dos fatos, ao abdicarmos da faculdade de pensar para poder fazer as nossas escolhas e emitirmos nossa opinião livres de condicionamentos externos.

É uma longa estrada até atingirmos esta sabedoria, mas se não exercitarmos não poderemos seguir em frente. Seremos apenas marionetes, eternamente nas mãos daqueles que fazem da exploração de seus semelhantes a razão de suas vidas, repetindo pensamentos e opiniões embalados em pacotes muito bonitos, mas que irão simplesmente refletir o vazio que habita nossa alma.

Sílvia Gomes

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Publicado por em 08/10/2017 em Reflexão

 

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Trate seu preconceito

 
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Publicado por em 19/09/2017 em Saúde e bem-estar

 

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Tempos modernos…

 
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Publicado por em 14/09/2017 em Reflexão

 

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Coração é terra que ninguém vê

Quis ser um dia, jardineira de um coração.
Sachei, mondei – nada colhi.
Nasceram espinhos e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata nada criei.
Semeador da Parábola…
Lancei a boa semente a gestos largos…
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu na terra dura da ingratidão
Coração é terra que ninguém vê
– diz o ditado. Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho,
– teu coração. Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei…

(CORA CORALINA)

 
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Publicado por em 03/09/2017 em Reflexão

 

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Dê valor enquanto é tempo

 
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Publicado por em 25/08/2017 em Reflexão

 

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Menina de rua

Adolescente sem rumo na calçada.
Sem postura, sem força de opinião.
Podia ser a minha filha.
Ou a sua.
Filha da sociedade em desunião.
Herdeira do amor pelo nada.
Os passantes nada sabem do seu ontem.
Presumem as sombras do seu amanhã.
Quanta história você já tem para contar, lembrar, esquecer!
Quanta queixa ecoa no vazio de todo dia e toda noite!
E quantos riscos, maldades e agressões você teve que enfrentar para sobreviver, caminhando pelas sendas imprevisíveis do perigo!
Que pena, amiguinha sem nome; sequer sabemos se ainda é menina, ou se a brutalidade dos homens já foi impiedosa com a sua pureza!
Que pena que a rua lhe adotou!
E nenhum de nós lhe estendeu a mão, para impedir a sua caminhada para o abismo!
Afinal, quem é mais pecador?
Aquele que não recebe ou aquele que não doa?
Quem é?
Quem somos?
Somos todos culpados.
Todos nós!

Que Deus lhe proteja menina!
E que nos perdoe também!

Paulo de la Peña  (Livro: Cidade Viva)

 
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Publicado por em 21/08/2017 em Reflexão

 

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Colo

 
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Publicado por em 20/08/2017 em Reflexão

 

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