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Arquivo da Categoria: Poesia

Céu cinzento

céu cinzento

Dia de outono, céu cinzento…

Você sempre em meu pensamento

Nossa história, mais viva e mais presente,

A desfilar no labirinto da mente

 

Meu coração sente saudade,

Recorda os dias felizes, quando

Mesmo sem saber do meu amor

Inundastes meu mundo de felicidade.

 

A vida foi em frente

E mesmo sabendo

Você sempre indiferente

Não percebeu…

 

Meu amor foi silenciando

E lentamente, bem lentamente,

Num dia cinzento de outono

Adormeceu…

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Publicado por em 18/05/2018 em Poesia

 

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Problemas do mundo

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O mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução”.

Chico Xavier (médium)
Emmanuel (espírito)
Livro: O Espírito da Verdade

 
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Publicado por em 28/04/2018 em Poesia, Reflexão

 

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Marielle

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Morreu a preta da maré,
a negra fugida da senzala
que foi sentar com “os dotô” na sala
e falar de igual pra igual com “os homi”.
A negra que burlou a fome de se saber,
que fez crescer dentro dela, o conhecimento.
Aquela, que por um momento de humanidade,
sonhou com a justiça, lutou por liberdade
e ousou ir mais alto,
do que permitia sua cor.
“Mas preta sabida, não pode!
Muito menos pobre! Não tem valor.”
Diziam as más línguas na multidão.
E ela ousou tirar seus pés do chão.
Morreu.
Morreu a “preta sem noção”, 
que falava a verdade na cara do patrão,
que carregava a coragem, como bagagem,
no coração.
O tiro foi certo,
acertou com maldade,
ecoando seco no centro da cidade. 

Anielli – Poeta de V Redonda

 
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Publicado por em 15/03/2018 em injustiças, Poesia

 

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Escola

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Fita o mundo em derredor
E a vida que te bendiz:
Soma as bênçãos que te cercam
Não te digas infeliz.
Onde estiveres, anota
Ao senso que te conduz:
O Sol igual para todos 
É fonte jorrando luz.
Respirando, dia e noite,
Gastando ar e mais ar,
Pelas bênçãos que assimilas
Nada precisas pagar.
Toda mata é um quadro lindo
Em tela verde e formosa;
Ninguém explica na Terra
A beleza de uma rosa.
Atravessas mares, montes,
Primaveras encantadas;
Desfrutas árvores, frutos,
Cidades, campos, estradas…
Terra!… eis a escola bendita.
O lar tantas vezes meu!…
Não te digas infeliz
Na escola que Deus te deu.

Casimiro Cunha

 
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Publicado por em 04/02/2018 em Poesia

 

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Ai, quem me dera

AI, QUEM ME DERA

Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim…
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor

Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguém chamar por mim…

(VINÍCIUS DE MORAES)

 
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Publicado por em 14/08/2017 em Poesia

 

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Página azul

 

 

 

 

 

 

 

No país de minh’alma há um rio sem mágoas,
Um rio cheio de ouro e de tanta harmonia,
Que se cuida escutar no marulhar das águas
Do sussurro de um beijo a doce melodia.

Este rio é o meu sonho, um sonho azul e puro,
Como um canto do Céu, como um braço do Mar;
Loura réstia de sol a rebrilhar no escuro,
Casta luz que cintila em torno de um altar.

De um altar que palpita,que sofre e sonha,
Soletrando a cantar a linguagem do Amor…
Do altar do Coração, a paisagem risonha
Onde brotam sorrindo as ilusões em flor.

Vem beber, meu amor, neste rio que é fonte,
É fonte de esperanças e lago de quimera…
Vem morar n’um país que não tem horizonte,
Onde não chora o Inverno e só há Primavera.

Auta de Souza

 
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Publicado por em 08/08/2017 em Poesia

 

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Canção do sonho acabado

Já tive a rosa do amor
– rubra rosa, sem pudor.
Cobicei, cheirei, colhi.
Mas ela despetalou
E outra igual, nunca mais vi.
Já vivi mil aventuras,
Me embriaguei de alegria!
Mas os risos da ventura,
No limiar da loucura,
Se tornaram fantasia…
Já almejei felicidade,
Mãos dadas, fraternidade,
Um ideal sem fronteiras
– utopia! Voou ligeira,
Nas asas da liberdade.
Desejei viver. Demais!
Segurar a juventude,
Prender o tempo na mão,
Plantar o lírio da paz!
Mas nem mesmo isto eu pude:
Tentei, porém nada fiz…
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis… mas não quero mais…

CECÍLIA MEIRELES

 
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Publicado por em 03/08/2017 em Poesia

 

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