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Os tempos são outros

Há momentos na vida em que é inevitável sentirmos uma certa melancolia. Instantes em que diante de determinadas situações na caminhada, constatamos que os tempos são outros e aquilo que norteava nossas atitudes e pensamentos, já não faz mais sentido.

Aprendi com meus pais a demonstrar sempre o afeto, o respeito e a consideração por todos que passam por minha vida. Ensinaram-me, sempre através do exemplo, que quem ama cuida; quem ama se preocupa, se importa; se interessa.

Mas hoje os tempos são outros e embora estejamos todos conectados e expondo nossas vidas em tempo real no mundo virtual, paradoxalmente nos incomodamos muito quando alguém se preocupa conosco e temos medo, verdadeiro pânico do envolvimento, nos sentimos invadidos.

Pequenos gestos de carinho, como um cartão de Natal, um presente fora de datas especiais, um telefonema somente para saber se o amigo está bem, uma visita sem agendamento, etc., caíram em definitivo desuso, são sinônimos de segundas intenções.

Tudo isto, em alguns momentos, me causa tristeza, mas aprendi com a vida que os momentos melancólicos não devem ser alimentados. Que o passado… já passou… que temos que nos adaptar aos novos tempos e que afeto e carinho verdadeiros a gente oferece gratuitamente e não é responsabilidade nossa se o outro não sabe receber.

Aprendi com a vida que o sol sempre vai voltar amanhã para renovar os ares e as almas; e alimentar os bons sentimentos que temos no coração, que só sobreviverão se forem compartilhados, mesmo que ainda sejamos todos inseguros, com medo de amar e de receber amor.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 01/03/2015 em Reflexão

 

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Feliz 2014!!!

virada

Claudio Viana Silveira

http://www.blogdovelhinho.com.br/

 
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Publicado por em 31/12/2013 em Otimismo

 

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Um abraço

compreensao

O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?

Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?

Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse do estresse.

 

Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.

Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e já estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que ainda por cima não custa nada.

Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.

É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.

O abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.

O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.

Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que se precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.

E o mais bonito é que esse remédio não tem contraindicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.

Já há algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: Abrace mais!

Eis uma proposta nobre: abraçar mais.

O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.

O abraçar mais é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.

Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.

Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços…

Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abraços.

Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.

Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.

Assim, convidamos você a abraçar mais.

Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.

Pense nisso! Abrace mais você também.

 

Redação do Momento Espírita, com base em palestras de
Alberto Almeida, na cidade de Matinhos, nos dias 29, 30 e 31
de março de 2002 e no texto intitulado Um abraço, de autoria ignorada.
Em 07.06.201

 

 

 
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Publicado por em 13/03/2013 em Reflexão

 

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Compadre e Comadre…

cafd

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas.
Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.
Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga?
A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…. era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos.
E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída! … – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas… Pra que abrir?
O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite…

Que saudade do compadre e da comadre!

José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura,
da Universidade Federal de São João del-Rei

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Recebi este texto por e-mail e compartilho, pois concordo com o autor e também porque faço parte de uma família que mesmo com muita dificuldade tenta preservar no que ainda é possível, estes costumes. Infelizmente, com muita dificuldade mesmo!

Verdade que devemos aprender a nos adaptar as mudanças inevitáveis, mas quanto a isso não… não faço nenhuma questão e não me importo se me considerarem ultrapassada, pois não abro mão da convivência fraterna mesmo.

Não aquela expressada na correria do dia a dia e superficialmente , mas a vivenciada na presença, no carinho do toque, do abraço sincero, do gesto concreto no tempo para ouvir, para falar sem pressa, sem olhar a todo o momento para o relógio.

E sem pisarmos em ovos, pensando na possibilidade de estar sendo inconvenientes… Talvez eu esteja, de uma certa forma, sendo um pouco rebelde neste sentido, mas é o que sinto.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 01/12/2012 em Reflexão

 

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Mundo de Irmãos

 
“Cinco de maio. Mukhtar, um somaliano residente em Copenhagen, na Dinamarca, se ergue pela manhã e comparece ao serviço.
 
Ele é motorista de ônibus.Tudo parece normal, como todos os dias. As pessoas entram, saem, o ônibus faz as paradas devidas.
 
 
E é justamente numa dessas que, entre outros, entra um jovem vestindo o mais fino traje a rigor. Na mão, um instrumento de sopro. Coloca-se em lugar estratégico do ônibus e toca.
 
O motorista olha pelo espelho e continua sua rota. Então, uma mulher começa a cantar.
É uma música que, com certeza, fala de felicidades, de dia de aniversário. Mukhtar sorri agora, abrindo a boca, mostrando os dentes alvos.
 
É o dia do seu aniversário. Outras vozes se unem à primeira e também cantam.
A viagem prossegue. Então, ao entrar em determinada via, ele se depara com uma marcha de protesto.
 
Bom, não dá para ele saber com exatidão contra quem ou o que eles protestam. As pessoas, jovens, homens, mulheres, estão de costas para ele. Portam cartazes, que ele não consegue ler.
Eles gritam palavras de ordem, erguendo os punhos.
 
Mukhtar sabe que deve ter cuidado. Avança devagar, aproxima-se delas e pede passagem buzinando. A marcha continua imperturbável na sua manifestação.
 
Ele torna a buzinar. Aí, o inusitado acontece. Todas aquelas pessoas se voltam de frente para ele. Os cartazes agora estão virados para ele e o saúdam pelo seu aniversário. São felicitações. Todos cantam, sorriem. O ônibus para. Não há como prosseguir.
 
Entre a surpresa e a emoção, o motorista abre a porta do veículo.
Um homem vem ao seu encontro, o abraça e lhe entrega flores. Outros lhe oferecem presentes.
Mukhtar disfarça as lágrimas da emoção que o toma por inteiro.
 
Algumas daquelas pessoas são passageiros habituais da sua linha de ônibus, outras se encontravam na rua e foram convidadas a participar da homenagem ao aniversariante.
 
Tudo organizado pela empresa de ônibus que o emprega. Uma empresa que lembrou que aquele somaliano, vivendo distante de sua terra, de sua gente, apreciaria uma manifestação de alegria e de afeto, no dia do seu aniversário.”
 
Enquanto houver pessoas que se preocupam em ofertar momentos de alegria a outras pessoas; enquanto houver tempo para manifestações de afeto; enquanto um empresário se lembrar de parabenizar seu funcionário pelo seu aniversário, pelo filho que lhe nasceu, pelo diploma que conquistou, tenhamos certeza: o mundo está melhor.
 
Enquanto alguns ainda se comprazem em prejudicar o seu irmão ou se mostram indiferentes à dor alheia, acreditemos: há um número expressivo de pessoas que se importam com o seu semelhante.
 
Pessoas que se sentem felizes em propiciar felicidade a outros. Mesmo que isso possa ser somente cantar uma canção de aniversário, ofertar um abraço, tocar uma música, aceitar participar de uma homenagem a um servidor de todos os dias.
 
Pensemos nisso, vibremos e nos unamos a tais pessoas, engrossando a fileira dos que mentalizam o bem, fazem o bem e materializam, dia a dia, um mundo de irmãos, um mundo de amor.
 
 
Redação do Momento Espírita, com
dados colhidos na Internet.
 
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Publicado por em 03/07/2012 em Otimismo

 

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Espalhando alegria!!!

De um periódico do Estado de Santa Catarina, colhemos a notícia feliz de alguém que se importa com o bem-estar e felicidade do seu próximo.

A nota em destaque tem como endereço a Praia Central de Balneário Camboriú. Como personagem, um gari que, junto a outros tantos, tem a responsabilidade de executar a limpeza da praia.

Pois Cícero Martins usa o rastelo e o sorriso espontâneo para fazer muito mais do que o próprio trabalho.

 

Todas as manhãs, na altura da Rua Dois Mil, ele escreve na areia um caprichado e enorme Bom dia.

Ele já se tornou conhecido de muitos. Vez ou outra, recebe um cumprimento vindo de um dos prédios em frente à praia.

Alguém, de lá de cima, grita: Bom dia, Amarelinho.

Amarelinho é o apelido que recebeu, inspirado na cor do uniforme que ele usa para trabalhar.

Eu escrevo para animar. Às vezes, vejo pessoas tristes pelos bancos da praia e acho que, dessa maneira, posso ajudar. – Conta o simpático homem de quarenta e cinco anos.

O funcionário encanta quem mora nos arranha-céus da Avenida Atlântica e aos que visitam a praia.

Por vezes, interrompe o passo sem pressa de um turista que caminha, com o olhar vago em direção ao mar e se surpreende com o Bom dia, escrito na areia.

Ele não ganha nada a mais para escrever o seu Bom dia. Nada, em termos materiais, porque a sua atitude já lhe rendeu novas amizades.

E também estimulou alguns a pensarem a respeito das próprias atitudes pois, por vezes, se acorda pela manhã e não se dá Bom dia nem para quem mora com a gente.

Há os que param, indagam da autoria da proeza e o vão cumprimentar, abraçar.

Há os que afirmam que a atitude desse gari lhes modificou a forma de encarar a vida. Porque, enquanto os outros vão à praia para tomar sol, passear, descansar, ele está lá, dia após dia, limpando a praia, uniformizado.

Com sol forte, com brisa ou sem ela, ele cumpre a sua tarefa, sem reclamar, com alegria. E distribuindo bom ânimo aos outros.

Acrescenta o seu algo mais, que diz da sua própria alegria de viver…

Não aguardemos o aplauso do mundo. Não esperemos que os nossos atos sejam louvados pelos que transitam ao nosso lado.

Seja a nossa caminhada assinalada pelas pegadas de claridade na Terra, a fim de que, aquele que venha após os nossos passos, encontre as setas apontando o caminho.

Sejamos os que cantam o hino da alegria plena na ação que liberta consciências, na atividade que nos irmana e no amor que nos felicita.

Se cada um de nós se decidir por viver o amor, por expressar a sua alegria de viver, a paisagem atual do mundo se modificará.

No planeta em convulsão, a primavera reflorescerá. Nas almas empedernidas, as flores dos sorrisos irão despontar.

Nos seres em cuja intimidade jazem ressecados os galhos da fraternidade, brotos novos se apresentarão.

Sejamos nós os promotores dessas mudanças. Ainda hoje, principiemos a espalhar alegrias.

 

Redação do Momento Espírita, com base em fato da vida do gari
catarinense Cícero Martins e com pensamentos do cap. 11, do livro
Momentos enriquecedores, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 08.06.2012.

 
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Publicado por em 14/06/2012 em Otimismo

 

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