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Os tempos são outros

Há momentos na vida em que é inevitável sentirmos uma certa melancolia. Instantes em que diante de determinadas situações na caminhada, constatamos que os tempos são outros e aquilo que norteava nossas atitudes e pensamentos, já não faz mais sentido.

Aprendi com meus pais a demonstrar sempre o afeto, o respeito e a consideração por todos que passam por minha vida. Ensinaram-me, sempre através do exemplo, que quem ama cuida; quem ama se preocupa, se importa; se interessa.

Mas hoje os tempos são outros e embora estejamos todos conectados e expondo nossas vidas em tempo real no mundo virtual, paradoxalmente nos incomodamos muito quando alguém se preocupa conosco e temos medo, verdadeiro pânico do envolvimento, nos sentimos invadidos.

Pequenos gestos de carinho, como um cartão de Natal, um presente fora de datas especiais, um telefonema somente para saber se o amigo está bem, uma visita sem agendamento, etc., caíram em definitivo desuso, são sinônimos de segundas intenções.

Tudo isto, em alguns momentos, me causa tristeza, mas aprendi com a vida que os momentos melancólicos não devem ser alimentados. Que o passado… já passou… que temos que nos adaptar aos novos tempos e que afeto e carinho verdadeiros a gente oferece gratuitamente e não é responsabilidade nossa se o outro não sabe receber.

Aprendi com a vida que o sol sempre vai voltar amanhã para renovar os ares e as almas; e alimentar os bons sentimentos que temos no coração, que só sobreviverão se forem compartilhados, mesmo que ainda sejamos todos inseguros, com medo de amar e de receber amor.

Silvia Gomes

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Publicado por em 01/03/2015 em Reflexão

 

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O sonho que eu sonhei

Outravez

O sonho que eu sonhei…

O sonho que vivi e ainda vivo,

Tinha e tem um amor puro e verdadeiro

 Alicerçado na mais sincera amizade.

 

Amor que mesmo não sendo para agora,

Cresce e transborda em meu peito…

Tão grande que não cabe em si…

Tão pleno que faz com que eu queira dividi-lo

 Com todos que encontro nesta longa jornada da vida.

 

O sonho que eu sonhei e ainda sonho

Tinha e tem alguém a quem só quis e quero ver feliz

Mesmo que sem a minha presença.

Alguém por quem vivo e sempre viverei…

 

O sonho que sonhei… ainda sonho,

Porque sonhos não morrem, nem envelhecem.

Apenas adormecem.

Para acordar um dia, na mais plena alegria

Da vida que renasce sempre

Porque é feita de Amor.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 09/02/2013 em Poesia

 

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A melhor parte de amar

 
 
As declarações de amor revelam muito do que vai em nossa alma. Por vezes elas nos descrevem com perfeição.
 
Elas contam se somos possessivos ou ciumentos, se deixamos espaço para o outro crescer como indivíduo ou não.
 
Por exemplo, quando somos enfáticos demais no Eu preciso de você; no Não consigo viver sem você, revelamos, mesmo sem querer, que nosso amor é mais carência do que doação.
 
Amar o outro, tendo, como razão e sustento desse amor, tudo aquilo que o outro nos dá, isto é, tudo que recebemos do parceiro, é certamente um amar frágil, que pode não se manter por muito tempo.
 
Basta que o outro não mais nos forneça o que estava nos oferecendo, que não mais atenda nossas expectativas, para que todo aquele dito grande amor desapareça, como em um passe de mágica.
 
Recentemente, ouvimos uma declaração de amor que nos chamou a atenção, por apontar uma direção um pouco diferente da comum.
 
Dizia assim:
A melhor parte de amar é ser o alguém de outra pessoa, e eu quero ser este alguém, o seu alguém…
 
Vejamos que o princípio por trás da frase é diferente, e bastante nobre. Muito mais compatível com o verdadeiro sentido do amor, o amor maduro.
 
Querer ser o alguém da outra pessoa é identificar que o outro também tem expectativas, que também quer ser amado, e se colocar na posição de dar-se ao outro, e não só na de receber, o que é bastante egoísta.
 
As jovens e os jovens, em determinada idade, quando das primeiras paixões, chegam a fazer listas de exigências. Como ele ou ela precisam ser para ganhar o meu coração?…
 
Notemos que, em momento algum, consideramos que o outro também tem sua lista, suas expectativas. Pensamos apenas em preencher a nossa, o que eu quero, o que eu sonho.
 
Mas e o outro? Não tem sonhos? Será que podemos atender aos anelos da outra pessoa? Será que preenchemos a lista dele ou dela? E que esforços fazemos para isso?
 
Assim, querer ser o alguém do outro é levar tudo isso em consideração sempre, e não apenas exigir e exigir constantemente.
 
Nesse nível de amor perceberemos que o que nos completa, o que nos faz feliz numa relação, é também o quanto fazemos pelo outro, o quanto nos doamos à outra pessoa.
 
Dessa forma, esse patamar de amor nunca nos fará frustrados.
Precisamos enxergar a tal via de mão dupla das relações amorosas, através de uma nova perspectiva, mais inteligente e mais altruísta.
 
Querer ter outra pessoa ao lado, apenas para nos preencher, como se diz, é muito perigoso e frágil.
 
A relação a dois é muito mais do que isso.
Amar precisa sempre vir antes do ser amado.
É o amar que nos fará grandes no Universo e não o ser amado.
 
Foi o amar de tantos Espíritos iluminados que garantiu que a Terra continuasse a existir, e não sucumbisse por inteiro nas mãos do orgulho e do egoísmo.
“Que eu procure mais amar do que ser amado, pois é dando que se recebe…”
 
Redação do Momento Espírita.
Em 4.9.2012.
 
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Publicado por em 06/09/2012 em Reflexão

 

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O que é mais importante?

 
Perdoar ou pedir perdão?
Quem pede perdão mostra que ainda crê no amor
Quem perdoa mostra que ainda existe amor para quem crê.
 
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.
­É sempre importante saber que: Perdoar é o modo mais sublime
de crescer e pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar…
 
O que é mais: amar ou ser amado?
Amar significa tudo aquilo que todo mundo deve.
 
Ser amado significa tudo aquilo que todo mundo deseja.
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais
 
E sempre importa saber que; Ninguém pode querer amar
sem se esquecer, e ninguém pode querer ser
amado sem se lembrar de todos
 
O que é mais: Abrir a porta ou abrir o coração?
Quem abre a porta mostra que vai receber alguém
Quem abre o coração quer que ninguém fique fora.
 
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.
E sempre importa saber que: Abrir a porta é o modo mais
delicado de ser bom e abrir o coração é o modo divino de amar…
 
O que é mais; Levar rosas ou enxugar lágrimas?
Quem leva rosas mostra que se lembrou de alguém na felicidade.
Quem enxuga lágrimas mostra que não esqueceu de alguém na infelicidade.
 
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.
E sempre importa saber que:
 
Levar rosas é um gesto de amor que todo mundo faz,
e enxugar lágrimas é um gesto que só o amor faz a todo mundo!..
 
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Publicado por em 06/08/2012 em Reflexão

 

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