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Alegria de viver

A-ALEGRIA-DE-VIVER[1]

A vida se desenrola de forma dinâmica e em velocidade espantosa. Tão dinâmica e veloz que nos deixa imensamente distraídos.

É comum chegarmos a esquecer das coisas mais banais do dia a dia, tamanha é a variedade e quantidade de compromissos assumidos.

Parece que se não entrarmos nesta ciranda estaremos perdendo o bonde da história, ficaremos à margem dos acontecimentos e não seremos mais aceitos em sociedade.

Entramos nesta roda-viva plenamente convencidos de que estamos lutando pela nossa liberdade e autonomia, que nem nos damos conta do cabresto que voluntariamente colocamos em nós mesmos.

Completamente envoltos e focados em responsabilidades assumidas na maioria das vezes para seguir a moda, pautada por quem só se interessa em dinheiro e poder, acabamos por perder a alegria de viver.

Tornamos-nos pessoas com semblante amarrado, atormentado, com nervos à flor da pele e de certa forma… Insensíveis.

Nem sequer imaginamos que alguém possa viver em um ritmo diferente e tomamos verdadeiro susto quando nos deparamos com pessoas alegres, calmas e que levam a vida com serenidade sem preocupação com o tempo.

Pessoas que tem tempo para visitas, para dedicar carinho e atenção a qualquer hora do dia como ligar somente para perguntar como estamos.

Pensamos de imediato que há alguma intenção escusa por trás deste comportamento…

Talvez este momento do ano seja propício para tentar uma guinada em nossa vida.

E quando o Dezembro for embora e o Janeiro apontar no horizonte, trazendo um Ano novinho em folha, repleto de oportunidades, tenhamos a força e a corajem de desarmar o coração e romper as amarras… desatar os nós que nos prendem a uma rotina sem sentido e que não leva a lugar algum.

Que a gente se permita sentir com alegria de viver a intensidade do Amor que cura… que salva… que dá sentido à vida.

Falar, mas igualmente saber ouvir… doar-se, mas também saber receber… amar e mais do que tudo, estar abertos para receber o amor que vem de Deus e do próximo, pois só assim os olhos brilham e a alma canta.

Silvia Gomes

 

 
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Publicado por em 05/12/2012 em Otimismo

 

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Tu e eu somos iguais

“Minha alma instruiu-me e ensinou-me a nunca me ufanar por um elogio, nem me deprimir por uma censura.

Antes de minha alma falar, eu vivia na incerteza acerca do valor das minhas ações e precisava de alguém para me orientar.

Mas agora, aprendi que as árvores florescem na primavera e dão frutos no verão, sem almejar louvor algum, e desfolham-se no outono e desnudam-se no inverno sem temer os censores.

 

Minha alma instruiu-me e ensinou-me que não sou superior aos pigmeus nem inferior aos gigantes.

Antes de minha alma falar, eu costumava classificar os homens em duas categorias: os fracos que desprezava e de quem me apiedava – e os fortes que seguia ou contra os quais me rebelava.     

Mas agora, sei que fui amassado com a mesma argila com que todos os homens foram amassados.

Minha essência é igual à sua essência.

Meus elementos são iguais aos seus.

Minhas aspirações e as suas aspirações convergem. E nossos alvos convergem.

Quando pecam, eu também sou responsável. E quando agem meritoriamente, compartilho o seu mérito.

Quando andam, ando com eles, e quando param, eu também paro. Minha alma instruiu-me e ensinou-me.

E tua alma te instruiu, meu irmão, e te ensinou.

Tu e eu somos iguais.”

Iguais na essência… Iguais nos meios e condições recebidos para progredir…

Não há ser que não esteja aqui na Terra para aprender.

Misturada na água da argila ainda úmida, o escultor derramou gotas de perfectibilidade, fazendo com que sua obra, embora já guardando beleza sem igual, pudesse ainda se aformosear infinitamente através das eras.

Não há ser que não esteja aqui para conviver.

Em nossos elementos fundamentais, o Grande Alquimista combinou a individualidade com a coletividade.

Misturou o eu com o nós, fazendo-nos dependentes uns dos outros para que nos amparássemos mutuamente, contudo, entregou-nos o controle pleno apenas de uma das partes: do eu.

Não há ser que não esteja aqui para amar.

Nas mãos cuidadosas do artesão estava o amor, em sua expressão mais alva e luminescente, transformando o barro elementar em peça sem forma e dimensões materiais. Fez-se o imponderável, o abstrato. E nada foi como antes…

Por mais tenhamos aberto vales entre nós, através dos tempos; por mais tenhamos nos apartado uns dos outros sob a égide de brasões, bandeiras, crenças e cores múltiplas, essencialmente, somos iguais.

Por mais tenhamos nos afastado uns dos outros, corroídos pelos preconceitos, pela dificuldade em conviver com o diferente, faz-se urgente entender que o diferente está apenas na casca.

Triste época! – Afirmou Einstein. – Mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

É chegado o tempo de aplicar as potências humanas que desvendaram as estruturas atômicas, no descobrir a alma em toda sua complexidade e beleza, e de encontrar em seu núcleo luzente as partículas comuns a todos nós: a perfectibilidade e o amor.

 

Redação do Momento Espírita com base em trecho da obra
“Curiosidades e belezas”, de Gibran Khalil Gibran, ed. Acigi, e no cap.
Tu e eu somos iguais, do livro “O que as águas não refletem”, de Andrey
Cechelero, edição do próprio autor.
Em 24.09.2012.

 
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Publicado por em 09/10/2012 em Espiritualidade

 

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Vivendo sem melancolia e sem lamentações

 
Tudo que nos acontece é uma mensagem da Vida Mais Alta tentando equilibrar nosso mundo interior. Se desejamos sair do circuito do desespero e ir gradativamente resolvendo dificuldades e conflitos, comecemos por compreender que a nossa existência é controlada por uma Fonte Divina – perfeita e harmônica – cuja única intenção é somente a evolução das criaturas.
 
Reconheço que as dores íntimas são como prelúdios de um violino ferindo o peito profundamente. Mas lembre-se: ninguém pode procurar nos outros um recado que está dentro de si. Aprendamos a ler essas mensagens impronunciáveis; elas são a chave da solução dos sofrimentos. As leis divinas estão em nossa consciência.
 
Se você busca livrar-se da melancolia, apegando-se às pessoas para que cuidem de você, haverá um dia em que perceberá que a busca é ineficiente, pois essa pessoa terá que ser você mesma.
 
Não se faça de fraco e impotente; retire de seus olhos a angústia e a aflição. Você pode transformar esse processo doloroso em fator saudável de crescimento e progresso.
 
Não basta mudar um mau comportamento irrefletidamente; é preciso mudar a causa que provoca esse comportamento. Apenas assim poderá efetuar uma autêntica mudança.
 
De início, não espere satisfação e felicidade imediatas, porque os efeitos negativos vão continuar cruzando o seu caminho – resultado de anos vividos entre padrões inadequados. No entanto, quando descobrir esses padrões e começar a modificá-los de maneira gradativa, automaticamente terá início a redução das sensações desagradáveis e aflitivas que você experimenta.
 
A alma, na agonia moral, é semelhante a um pássaro de asa partida: quer voar, mas não consegue. Só com o tempo ele se equilibra; aí, então, pode alçar voo perfeitamente.
 
A autodestruição além de inútil, intensifica a dor já existente, por interferir no processo natural da existência terrena.
 
A alma humana pode ser comparada a um candelabro: acesas as chamas da verdade, dissipam-se as sombras da ilusão.
 
Todos temos uma tendência de culpar o mundo por nossas ações, comportamentos, emoções e sentimentos inadequados. Justificamos nosso desalento acusando indiscriminadamente, mas é preciso assumir plena responsabilidade por tudo o que está acontecendo em nossa vida. Devemos reconhecer honestamente que está em nós a fonte que determina e controla nossas ações e reações. Somos responsáveis tanto pela nossa felicidade quanto pela nossa infelicidade.
 
Melhore seu íntimo; essa é a maneira mais eficiente de ser feliz. Podemos destruir o corpo, mas não temos o poder de acabar com a vida.
 
Quem faz a sua parte e deposita nas mãos de Deus todas as suas dificuldades alcança a tão almejada tranquilidade.
 
Lourdes Catherine.
Fonte: extraído do livro “Conviver e Melhorar”, de Francisco do Espírito Santo Neto. Editora Boa Nova
 
“Não coloque nas mãos de ninguém a resposabilidade de fazê-lo feliz. Isso é uma decisão só sua.”
 
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Publicado por em 17/09/2012 em Uncategorized

 

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Uma morada diferente

            
 
Eu gostaria de ter uma casa com janelas enormes por onde o sol possa penetrar sempre, até sumir na linha do horizonte.
De portas bem largas e escancaradas para que a lua brilhe intensamente nas noites prateadas.
Sem grades que me impeçam de tocar as flores, e sem muros para fazer barreira aos ventos que trazem sementes de alegria.
Com folhagens na varanda oferecendo beleza e perfume a quem mora na vizinhança.
Uma casa que ninguém ouse invadir, porque estará sempre de portas abertas a quem quiser entrar. Que tenha paredes invisíveis feitas de abraços, carinho e afeição.
Onde os sonhos brinquem sem medo, e de onde a fantasia não fuja.
Uma casa onde habite a paz e os raios de luz estejam por todos os cantos.
Com amores-perfeitos, gerânios e bromélias, plantados ao redor acariciando as pedras dos seus alicerces.
Roseiras, girassóis e margaridas são indispensáveis, no jardim. Uma casa que tenha bancos de madeira, para um breve descanso ao final do dia… E, junto ao banco, uma árvore com galhos fortes e seguros, onde os pássaros possam fazer seus ninhos.
O entardecer requer gorjeios melodiosos e as manhãs exigem as sinfonias sonoras de aves variadas. E o mais importante é que a casa tenha, por dentro e por fora, a chama do amor sempre crepitante.
Uma casa que tenha risos de crianças e onde os sonhos da infância ainda estejam vivos, guardados na lembrança para aquecer a alma.
Por fim, uma casa onde exista sempre a figura do amor.
Amor de mãe, de pai, de irmão ou de marido. Amor de esposa ou de irmã, de tia ou de avó. Ou, pelo menos, a companhia de um gato ou de um cão, ou qualquer bicho de estimação.
Essa casa não precisa necessariamente ser como as casas comuns. Ela pode se tornar realidade, portas adentro da alma. Pode adquirir vida em nossa intimidade.
Você já pensou em construir uma casa assim?
Com janelas amplas, portas largas, sem grades, e com jardins floridos?
Para isso não serão necessários engenheiros, arquiteto, tijolos, cimento nem areia…
É uma construção que demanda apenas a vontade de ser livre, sem grades de preconceito, de sectarismo, de insulamento infeliz.
E o mais importante é que está ao alcance de ricos e pobres, instruídos e iletrados, jovens ou velhos…
É só uma questão de acionar a vontade e construir uma morada
diferente, apesar de tudo.
Você é muito maior do que sua casa física, você é do tamanho da sua imaginação.
É o que vamos encontrar nos versos do ilustre poeta português Fernando Pessoa, quando dizem:
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura…
Pense nisso, e abra as portas e janelas da alma que lhe dão acesso ao infinito…
 
Momento Espírita
 
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Publicado por em 19/04/2012 em Reflexão

 

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Um dos mais belos trajes da alma

 
O médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega, e de forma ríspida, pergunta: Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranquilidade, o médico responde: Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Impaciente, a mulher indaga: Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contesta ele: Senhora, o médico sou eu. Em que posso ajudá-la?
Como?! O senhor?!?! Com esta roupa?
Ah, senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta…
Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde! É que…vestido assim, o senhor nem parece um médico…
Veja bem as coisas como são…- diz o médico -… As vestes parecem não dizer muitas coisas mesmo… Quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos, e depois daria um simpaticíssimo “Boa tarde!”
Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito…
 
Um dos mais belos trajes da alma é, certamente, a educação.
Educação que, no exemplo em questão, significa cordialidade, polidez, trato adequado para com as pessoas.
São tantos ainda no mundo que não têm tato algum no tratamento para com os outros!
Sofrem e fazem os outros sofrerem com isso.
Parece que vivem sempre à beira de um ataque de nervos, centrados apenas em si, em suas necessidades urgentes e mais nada.
O mundo gira ao seu redor e para lhes servir. Os outros parecem viver num mundo à parte, menos importante que o seu.
Esses tais modos vêm da infância, claro, em primeiro lugar. Dos exemplos recebidos da família em anos e anos de convivência.
Mas também precisam vir da compreensão do ser humano, entendendo todos como seus irmãos.
Não há escolhidos na face da Terra. Não há aqueles que são mais ou menos importantes. Fomos nós, em nossa pequenez de Espíritos imperfeitos, que criamos essas hierarquias absurdas, onde se chega ao cúmulo de julgar alguém pelas roupas que veste.
Quem planta sorrisos e gentileza recebe alegria e gratidão, e vê muitas portas da vida se abrindo naturalmente, através da força estupenda da bondade.
O bem é muito mais forte que o mal.
O bem responde com muito mais rapidez e segurança às tantas e tantas questões que a existência nos apresenta, na forma de desafios.
Ser gentil, ser cordial é receber a vida e as pessoas de braços abertos, sem medo de agir no bem.
Ser bem educado é contribuir com a semeadura do amor na face da Terra, substituindo, gradualmente, tantas ervas daninhas que ainda existem nesses campos, por flores e mais flores de felicidade.
Ser fraterno, em todas as ocasiões, é vestir-se com este que é um dos mais belos trajes da alma: a educação.
 
 
Redação do Momento Espírita, com base em conto de autoria desconhecida.
Em 14.06.2011.
 
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Publicado por em 16/03/2012 em Reflexão

 

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