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Luz do bem querer

A vida não está fácil, sobretudo nos dias atuais em que a demasiada valorização da matéria, nos empurra para um tempo de perturbação, inquietação e violência, não somente física como emocional.

Violência contra as nossas crianças, nossos idosos, contra os animais, em fim contra nós mesmos.

Infelizmente esta valorização exagerada do ter em detrimento do ser, é a mola que impulsiona os meios de comunicação que se utilizam da perturbação atual da humanidade para contabilizar lucros.

Assim, cria-se um círculo vicioso, onde mergulhamos, nos tornando profundamente inseguros e desconfiados de tudo e de todos.

No entanto, basta parar apenas alguns minutos, desacelerar a mente e o coração, sentarmos na grama de alguma praça no meio de qualquer centro urbano… e olhando para cima, observar os passarinhos calmamente construindo seus ninhos nas árvores, sem nem se importar com o caos do trânsito, muito menos com a nossa pressa.

Olhando para o chão, poderemos ver a formiga serenamente carregando folhas para o formigueiro, cumprindo a sua missão sem se importar com aqueles que caminham apressados sem olhar para baixo.

E olhando para o lado, certamente veremos um irmão sem teto, sem nada, se acomodando em um banco, protegendo seus filhos e lutando pela sobrevivência de sua família com um sorriso no rosto, transparecendo a gratidão a Deus por estar vivo, confiando que amanhã será outro dia e Deus os abençoará com o necessário para seguirem sua jornada.

Agora, neste mesmo instante há muitas pessoas vivendo calmamente suas vidas confiantes num futuro melhor que estão plantando hoje, através do amor, da gratidão, da gentileza da generosidade…

Pessoas que apesar de tudo, escolheram viver com o coração e alma abertos e deixaram o sol entrar.

Gente que sofre e tem dificuldades, passa fome, mas que quando tem divide com os companheiros do caminho. Que mesmo em meio a tanta miséria não nega amor nem amizade, iluminando o mundo ao seu redor com a luz do bem querer.

E nós que temos tudo a nosso alcance, vivemos em conflito, desconfiados, agitados, correndo, negando, rejeitando e perdendo o bom da vida, fechados em nós mesmos.

Que possamos dedicar um pouco de nosso tão precioso tempo, para prestar atenção na beleza da vida, na perfeição da natureza, apreciando as flores do caminho.

Para aproveitar o prazer e a alegria de estar junto, valorizando tudo o que todos temos de bom, deixando a luz do bem querer entrar em nossos corações e certamente estaremos experimentando já aqui na Terra um pedacinho do Céu.

Silvia Gomes

 

 
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Publicado por em 08/11/2012 em Reflexão

 

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A borboleta e o cavalinho

 
Esta é a história de duas criaturas de Deus, que viviam numa distante floresta , há muitos anos atrás. Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas, aproximaram-se e criaram um elo.
 
 A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta, enfeitando a paisagem. Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver entregue a natureza. Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta, e a partir daí sua liberdade foi cerceada.
 
A borboleta no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta, gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho.
 
Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando levava sempre um coice, depois então um sorriso.
Entre um e outro, ela optava por esquecer o coice e guardar dentro de seu coração, o sorriso.
 
Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto, por causa do seu enorme peso. Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso nem sempre era possível, por ser ela uma criaturinha tão frágil.
 
Os anos se passaram e numa manhã de verão a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro. Ele nem percebeu, preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto.
Vieram outras manhãs, até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta.
 
Resolveu então, sair do seu canto e procurar por ela. Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho, onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou. Cansado deitou-se embaixo de uma árvore. Logo em seguida, um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por alí.
 
– Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu.
– Ah, é você então, o famoso cavalinho?
– Famoso, eu?
 
– É que eu tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga, e falava muito bem de você. Mas afinal, qual borboleta você está procurando?
 
– É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoava a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos.
– Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando. Não ficou sabendo?
– Ela morreu e já faz muito tempo.
 
– Morreu? Como foi isso?
 
– Dizem que ela conhecia aqui na floresta um cavalinho, assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice.
 
Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou à ninguém.Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a maior alegria de você.
 
Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento.
 
– Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste, sucumbiu e morreu.
 
– E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias?
– Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte:
 
” Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema, que eu nunca pude ajudá-lo a resolver. Carrega em seu dorso um cabresto, então será cansativo demais para ele vir até aqui.
 
Você pode até aceitar os coices que lhe derem, quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em algum momento da sua vida, as feridas que eles vão lhe causar, não serão mais possíveis de serem cicatrizadas.
Quanto ao cabresto, não culpe ninguém por isto, afinal, muitas vezes foi você mesmo que o colocou no seu dorso, ou permitiu que fosse colocado.”
 
Quantas vezes gostamos tanto de alguém e essa pessoa está sempre amarga. Ou muitas vezes nós mesmos estamos sendo amargos com as pessoas que gostam de nós e não percebemos.
 
Ainda temos tempo de refletir e prestar mais atenção a nossa volta, para que não matemos sem perceber os sentimentos sinceros daqueles que querem entregá-los gratuitamente a nós.
 
Ainda é tempo de aprendermos que amor e amizade, não se recusa.
 
 
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Publicado por em 11/09/2012 em Reflexão

 

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Para todas as horas!

 
 
Um filho perguntou a mãe:
– Mãe, eu posso ir ao hospital ver meu amigo? Ele está doente!
A Mãe responde com uma pergunta:
– Claro, mas o que ele tem?
O filho com a cabeça baixa, diz:
– Tumor no cérebro.
A Mãe furiosa diz:
– E você quer ir pra que? Vê-lo morrer?
O filho lhe dá as costas e vai…
Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar… dizendo:
 
– Mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!
A Mãe com raiva:
– E agora?! Tá feliz?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!
Uma última lágrima caiu de seus olhos
e acompanhado de um sorriso, lhe disse:
– Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer…
 
– EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!!!
 
 
Amizade é alegria,
É o romper de um novo dia,
Acalentando um coração.
Dá a força da esperança
Que um peito não alcança
Na tristeza e solidão.
 
Amizade é como a rosa
Tão linda e perfumosa,
Um belo botão em flor.
Uma amizade sincera
É a amizade que se espera, 
Aonde viceja o amor.
 
N. Rogero
 
 
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Publicado por em 21/07/2012 em Reflexão

 

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Convite ao Amor

 
“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros.” (João: 13-34.)
 
 
O amor é o estágio mais elevado dos sentimentos.O homem somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto anseia e busca ser amado, foge à responsabilidade de amar e padece infância emocional.
 
No contexto social da atualidade hodierna, todavia, a expressão amor sofre a desvalorização do seu significado para experimentar a decomposição do tormento sexual, que não passa de instinto em desgoverno.
 
Sem dúvida, o sexo amparado pelo amor caracteriza a superioridade do ser, facultando-lhe harmonia íntima e perfeito intercâmbio de vibrações e hormônios a benefício da existência.
Sexo sem amor, porém, representa regressão da inteligência às forças do desejo infrene, com o comprometimento das aspirações elevadas em detrimento de si mesmo e dos outros.
 
Por essa razão, vige em todos os departamentos do Cosmo a mensagem do amor.
Na perfeita identificação das almas o amor produz a bênção da felicidade em regime de paz.
Nem sempre, porém, se encontrará no ser amado a recíproca. Importa, o que é essencial, amar, sem solicitação.
 
De todos os construtores do pensamento universal, o amor recebeu a contribuição valiosa de urgência. Isto porque Deus, Nosso Pai, é a mais alta manifestação do amor.
E Jesus, padronizando as necessidades humanas quando solucionando-as, sintetizou-as no amor como única diretriz segura por meio da qual se pode lograr a meta que todos perseguimos nas sucessivas existências.
 
Se, todavia, sentes aridez íntima e sombras carregadas de desencantos turvam as tuas aspirações, inicia o exercício do amor entre os que sofrem, através da gentileza, passando do estágio da amizade. Descobrirá a realidade do amor na tranquilidade do seu espírito.
 
Se por acaso o céu do teu sorriso está com as estrelas da alegria apagadas , ama assim mesmo, e clarificarás outros corações que jazem em noites mais sombrias, percebendo que todo aquele que irradia luz e calor, aquece-se e ilumina-se, permanecendo feliz em qualquer circunstância.
Haja, pois, o que haja, ama.
 
Em plena cruz, não obstante o desprezo e a traição, o açoite e a dor total, Jesus prosseguiu amando e até hoje, fiel ao postulado que elaborou como base do Seu ministério, continua amando-nos sem cansaço.
 
Joanna de Ângelis
 
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Publicado por em 25/05/2012 em Reflexão

 

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