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Tu e eu somos iguais

“Minha alma instruiu-me e ensinou-me a nunca me ufanar por um elogio, nem me deprimir por uma censura.

Antes de minha alma falar, eu vivia na incerteza acerca do valor das minhas ações e precisava de alguém para me orientar.

Mas agora, aprendi que as árvores florescem na primavera e dão frutos no verão, sem almejar louvor algum, e desfolham-se no outono e desnudam-se no inverno sem temer os censores.

 

Minha alma instruiu-me e ensinou-me que não sou superior aos pigmeus nem inferior aos gigantes.

Antes de minha alma falar, eu costumava classificar os homens em duas categorias: os fracos que desprezava e de quem me apiedava – e os fortes que seguia ou contra os quais me rebelava.     

Mas agora, sei que fui amassado com a mesma argila com que todos os homens foram amassados.

Minha essência é igual à sua essência.

Meus elementos são iguais aos seus.

Minhas aspirações e as suas aspirações convergem. E nossos alvos convergem.

Quando pecam, eu também sou responsável. E quando agem meritoriamente, compartilho o seu mérito.

Quando andam, ando com eles, e quando param, eu também paro. Minha alma instruiu-me e ensinou-me.

E tua alma te instruiu, meu irmão, e te ensinou.

Tu e eu somos iguais.”

Iguais na essência… Iguais nos meios e condições recebidos para progredir…

Não há ser que não esteja aqui na Terra para aprender.

Misturada na água da argila ainda úmida, o escultor derramou gotas de perfectibilidade, fazendo com que sua obra, embora já guardando beleza sem igual, pudesse ainda se aformosear infinitamente através das eras.

Não há ser que não esteja aqui para conviver.

Em nossos elementos fundamentais, o Grande Alquimista combinou a individualidade com a coletividade.

Misturou o eu com o nós, fazendo-nos dependentes uns dos outros para que nos amparássemos mutuamente, contudo, entregou-nos o controle pleno apenas de uma das partes: do eu.

Não há ser que não esteja aqui para amar.

Nas mãos cuidadosas do artesão estava o amor, em sua expressão mais alva e luminescente, transformando o barro elementar em peça sem forma e dimensões materiais. Fez-se o imponderável, o abstrato. E nada foi como antes…

Por mais tenhamos aberto vales entre nós, através dos tempos; por mais tenhamos nos apartado uns dos outros sob a égide de brasões, bandeiras, crenças e cores múltiplas, essencialmente, somos iguais.

Por mais tenhamos nos afastado uns dos outros, corroídos pelos preconceitos, pela dificuldade em conviver com o diferente, faz-se urgente entender que o diferente está apenas na casca.

Triste época! – Afirmou Einstein. – Mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

É chegado o tempo de aplicar as potências humanas que desvendaram as estruturas atômicas, no descobrir a alma em toda sua complexidade e beleza, e de encontrar em seu núcleo luzente as partículas comuns a todos nós: a perfectibilidade e o amor.

 

Redação do Momento Espírita com base em trecho da obra
“Curiosidades e belezas”, de Gibran Khalil Gibran, ed. Acigi, e no cap.
Tu e eu somos iguais, do livro “O que as águas não refletem”, de Andrey
Cechelero, edição do próprio autor.
Em 24.09.2012.

 
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Publicado por em 09/10/2012 em Espiritualidade

 

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Tudo depende da maneira de dizer as coisas…

 
“Certa vez um rei sonhou que havia perdido todos os dentes.
 
Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.
 
– Que desgraça, Senhor! Exclamou o sábio. Cada dente caído representa a
perda de um parente de Vossa Majestade!
 
– Mas que insolente, gritou o rei. Como se atreve a dizer tal coisa?
Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
 
Aí resolveu chamar outro sábio para interpretar o mesmo sonho. E este
lhe disse:
 
– Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que
ireis viver mais que todos os vossos parentes!
 
A fisionomia do rei se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao
sábio. Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio:
 
– Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu
colega. No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro!
 
– Lembre-se sempre… respondeu o sábio, TUDO DEPENDE DA MANEIRA DE
DIZER AS COISAS…
 
Precisamos aprender como nos direcionar as pessoas que nos cercam,
muitas vezes elas precisam apenas de uma palavra amiga ou uma mão
estendida”.
 
 
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Publicado por em 10/07/2012 em Reflexão, Uncategorized

 

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Harmonia das diferenças

 
Você já pensou que o nosso grande problema, nas relações pessoais, é que desejamos que os outros sejam iguais a nós?
Em se falando de amigos, desejamos que eles gostem exatamente do que gostamos, que apreciem o mesmo gênero de filmes e música que constituem o nosso prazer.
No âmbito familiar, prezaríamos que todos os componentes da família fossem ordeiros, organizados e disciplinados como nós.
No ambiente de trabalho, reclamamos dos que deixam a cadeira fora do lugar, papel espalhado sobre a mesa e que derramam café, quando se servem.
Dizemos que são relaxados e que é muito difícil conviver com pessoas tão diferentes de nós mesmos. Por vezes, chegamos às raias da infelicidade, por essas questões.
E isso nos recorda da história de um menino chamado Pedro. Ele tinha algumas dificuldades muito próprias. Por exemplo, quando tentava desenhar uma linha reta, ela saía toda torta.
Quando todos à sua volta olhavam para cima, ele olhava para baixo. Ficava olhando para as formigas, os caracóis, em sua marcha lenta, as florzinhas do caminho.
Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado, chovia. E lá se ia por água abaixo todo o piquenique programado.
Um dia, de manhã bem cedo, quando Pedro estava andando de costas contra o vento, ele deu um encontrão em uma menina e descobriu que ela se chamava Tina. E tudo o que ela fazia era certinho.
Ela nunca amarrava os cordões de seus sapatos de forma incorreta nem virava o pão com a manteiga para baixo.
Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e até sabia escrever o seu nome direito.
Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Foi ela que lhe mostrou a diferença entre direito e esquerdo. Entre a frente e as costas.
Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore.
Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Os dois acharam tudo muito engraçado. A casa ficou linda, embora as trapalhadas de Pedro.
Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. Ela gostava da forma de Pedro viver e ver a vida.
Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. E toda vez que brincavam, Tina colocava o chapéu e o casaco, para ficar mais parecida com Pedro.
Depois, Pedro ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas.
Juntos, rolaram morro abaixo. E juntos aprenderam a fazer aviões de papel e a fazê-los voar para muito longe.
Um com o outro, aprenderam a ser amigos até debaixo d’água. E para sempre.
Eles aprenderam que o delicioso em um relacionamento é harmonizar as diferenças.
Aprenderam que as diferenças são importantes, porque o que um não sabe, o outro ensina. Aquilo que é difícil para um, pode ser feito ou ensinado pelo outro.
É assim que se cresce no mundo. Por causa das grandes diferenças entre as criaturas que o habitam.
A Sabedoria Divina colocou as pessoas no mundo, com tendências e gostos diferentes umas das outras.
Também em níveis culturais diversos e degraus evolutivos diferentes.
Tudo para nos ensinar que o grande segredo do progresso está exatamente em aprendermos uns com os outros, a trocar experiências e valorizar as diferenças.

Redação do Momento Espírita com base no livro
Pedro e Tina, de autoria de Stephen Michael King, ed. Brinquebook. Em 08.03.2010
 
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Publicado por em 14/03/2012 em Reflexão

 

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