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Os tempos são outros

Há momentos na vida em que é inevitável sentirmos uma certa melancolia. Instantes em que diante de determinadas situações na caminhada, constatamos que os tempos são outros e aquilo que norteava nossas atitudes e pensamentos, já não faz mais sentido.

Aprendi com meus pais a demonstrar sempre o afeto, o respeito e a consideração por todos que passam por minha vida. Ensinaram-me, sempre através do exemplo, que quem ama cuida; quem ama se preocupa, se importa; se interessa.

Mas hoje os tempos são outros e embora estejamos todos conectados e expondo nossas vidas em tempo real no mundo virtual, paradoxalmente nos incomodamos muito quando alguém se preocupa conosco e temos medo, verdadeiro pânico do envolvimento, nos sentimos invadidos.

Pequenos gestos de carinho, como um cartão de Natal, um presente fora de datas especiais, um telefonema somente para saber se o amigo está bem, uma visita sem agendamento, etc., caíram em definitivo desuso, são sinônimos de segundas intenções.

Tudo isto, em alguns momentos, me causa tristeza, mas aprendi com a vida que os momentos melancólicos não devem ser alimentados. Que o passado… já passou… que temos que nos adaptar aos novos tempos e que afeto e carinho verdadeiros a gente oferece gratuitamente e não é responsabilidade nossa se o outro não sabe receber.

Aprendi com a vida que o sol sempre vai voltar amanhã para renovar os ares e as almas; e alimentar os bons sentimentos que temos no coração, que só sobreviverão se forem compartilhados, mesmo que ainda sejamos todos inseguros, com medo de amar e de receber amor.

Silvia Gomes

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Publicado por em 01/03/2015 em Reflexão

 

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Deixa o sol entrar

JANELA

Os dias difíceis que vivemos hoje, com tantas tragédias nas manchetes dos jornais e telejornais, dando conta de inúmeros conflitos nas relações humanas, transformam nossas vidas em algo pesado… denso… tenso… e nublado.

Definitivamente não foi para viver assim que Deus nos criou.

Construiu o Universo lindo e perfeito em que nos movimentamos, para que pudéssemos sentir e vivenciar o Seu Amor.

Criou a Natureza maravilhosa e perfeitamente harmoniosa, para que dela retirássemos necessário para a nossa sobrevivência, a fim de preservarmos nosso corpo, que é o instrumento de nossa evolução.

Para, através da convivência com nossos semelhantes e com todos os seres da Criação, aprendermos a amar.

Mesmo tendo mandado seu mais iluminado filho para guiar a humanidade com segurança no caminho da Verdade, os corações humanos ainda não se abriram para a Luz Divina.

Acordamos todos os dias com a luz solar, convidando-nos a viver a vida com leveza, no entanto não abrimos as janelas de nossa alma, insistimos em dormir até tarde.

Lá no fundo, todos, sabemos que a vida é eterna e que teremos infinitas chances de acertar o passo. Mas, que vantagem temos, em adiar indefinidamente a entrada na estrada iluminada, insistindo em trilhar caminhos escuros, que só deixam na boca o gosto amargo do arrependimento?

A vida não precisa ser pesada e nublada, pois mesmo nos dias de chuva, a beleza e a leveza podem nos acompanhar se deixarmos o sol do Amor Divino entrar em nossa casa, em nosso coração.

Não percamos mais tempo! Todos, desejamos viver melhor, amar e ser amados. Todos reivindicamos o direito a felicidade.

Todos, queremos ter ar puro para respirar, água limpa para beber, uma cama aconchegante para descansar da luta diária…

Por que alguns se acham no direito de ter tudo só para si? Não só as coisas materiais, mas também as emoções e os sentimentos, sem compartilhar sem dividir?

Esse egoísmo é que faz a vida mais pesada. Por que carregar esta bagagem inútil?

Deixa o sol entrar, se deixe aquecer pelo seu calor e iluminar pela sua luz, mas não o queira só para si.

Compartilhe… distribua… espalhe e perceberá que é inesgotável a fonte  do Amor!

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 12/01/2013 em Reflexão

 

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Alguém para compartilhar

 Um amigo nos contou algo impressionante.
 
Desde muito jovem e antes mesmo de se graduar em física, ele desenvolvia pesquisas em iniciação científica e se interessava por questões ligadas aos fundamentos da física, e à lógica matemática.

 

Continuou seus estudos em Lógica e Filosofia da Ciência no programa de pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Estadual de Campinas, entrando no campo da Teoria da Prova.

Seu projeto era provar uma proposição de Dag Prawitz, da “Escola Escandinava de Teoria da Prova”, denominado “Teorema de normalização simples para a Lógica Clássica de primeira ordem completa”.

Em sua tese de doutorado, “Provas de normalização para a Lógica Clássica”, defendida na mesma Instituição em 1990, assumiu o problema proposto por Per Martin Löf, que consiste em definir um conceito de “pior seqüência de redução” para as derivações.

Com este trabalho, que lhe valeu o prêmio Santista Juventude conseguiu provar que, se a pior seqüência de redução termina, então todas as seqüências terminam em uma única forma normal.

Você deve estar se questionando: “o que vem a ser tudo isso? Não entendi absolutamente nada!”

Mas foi justamente isso que nos impressionou na história desse amigo.

Ele era profundo estudioso e conhecedor da teoria da prova, uma área específica da lógica matemática, mas resolveu deixar tudo isso de lado.

E sabe por quê?

Bem, porque ele sentia muita dificuldade em dividir seus conhecimentos com alguém, pois poucas pessoas conheciam essa área.

“Então”, contava-nos ele, “deixei de lado essa matéria porque conhecia somente umas cinco pessoas com quem podia falar sobre o assunto, e algumas delas viviam fora do Brasil. Eu sinto necessidade de compartilhar minhas idéias”, concluiu o filósofo.

O ser humano tem necessidade de dividir seus sentimentos com alguém.

Por mais feliz que ele seja, se não houver ninguém para compartilhar, a felicidade não faz sentido.

De que vale uma grande conquista, sem alguém que nos abrace e nos diga: “parabéns, você venceu!”?

De que adianta sentir uma grande alegria se não tiver ninguém para saber disso?

Não faz sentido sorrir, se não houver alguém para rir conosco.

Quando vemos um filme e algo nos chama a atenção, logo queremos falar sobre isso, contar para alguém, mesmo que esse alguém seja um desconhecido.

Enfim, a felicidade e a infelicidade são estados d’alma para serem compartilhados.

Sem alguém para dividir conosco as nossas alegrias e tristezas, a vida fica sem sentido.

Foi por essa razão que o jovem matemático resolveu deixar de lado aquela área da lógica e tratar de assuntos que pudesse compartilhar, trocar idéias, discutir.

É verdade que existem áreas do conhecimento humano com as quais raros missionários assumem o compromisso de estudar e descobrir meios de torná-los úteis à humanidade.

Mas mesmo esses ilustres missionários não deixam de sentir, vez ou outra, a necessidade de compartilhar suas descobertas com alguém.

Na falta de quem os ouça, é bem possível que a depressão lhes faça companhia. Ainda assim se decidem pelo isolamento, por amor à causa que assumiram perante suas próprias consciências e pelo bem de seus semelhantes.

Pense nisso!

Sem alguém para compartilhar, não haveria abraços, nem apertos de mãos, nem troca de idéias…

Não haveria como dividir os medos, os anseios, os sonhos, as alegrias…

As pessoas que vivem isoladas, entram em profundas depressões, perdem a vitalidade e a vontade de viver…

Pense nisso e, se tiver com quem, compartilhe suas experiências. Descubra a arte de compartilhar e perceberá que a vida lhe mostrará um colorido todo especial.

 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em conversa com Cosme Massi e  em matéria a seu respeito, publicada no site:www.fundacaobunge.org.br/fundacaobungepagina_03.htm
 
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Publicado por em 03/03/2012 em Reflexão

 

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