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Senso Comum

senso comum

Neste momento delicado que passa o meu país, não é possível ficar em cima do muro, e hoje o cenário pede determinação e posicionamento. Por isso compartilho este texto de um jornalista gaúcho que expressa com exatidão a minha percepção do cenário político e social do Brasil.

O panorama é decisivo para as próximas gerações e é impossível não escolher a Democracia. Por questão de humanidade e sensatez.

Definitivamente: ele não!!!!

Bolsonaro e o senso comum

O homem que se ensanguenta de excitação vendo José Luís Datena vota em Jair Bolsonaro. O homem radical do senso comum que se farta vendo Faustão, Ratinho ou Luciano Huck como o melhor que já se produziu, vota em Bolsonaro em nome dos bons costumes. O homem do senso comum que passa a vida vociferando na frente da televisão vota em Bolsonaro.

O senso comum não sussurra. Grita suas verdades. Não se intimida. Exibe o seu ódio. Não pondera. Desfila suas simplificações definitivas. O senso comum sabe tudo, sabe de tudo, sabe até o que não sabe. Não sente vergonha, berra: “Bandido bom é bandido morto”.

O machão que se sente desvalorizado na sua virilidade com o empoderamento das mulheres e dos LGBT vota no capitão. O senso comum sai do armário e grita em praça pública: “Odeio cotas, odeio o bolsa-família, odeio índios com terras demarcadas, odeio pobres”. O capitão tenta disfarçar para garantir votos. Não adianta. O seu eleitor fala.

O senso comum convence o pobre de que ele é pobre exclusivamente por sua culpa. O general Mourão, vice do capitão, desenhou para o mundo entender a profundidade da sua ideologia alimentada pela antropologia do século XIX: a nossa indolência vem do índio; a malandragem, do negro; a beleza, do branco (“Meu neto é um cara bonito, viu ali? Branqueamento da raça”).

Brincadeira de milico rude? Racismo que não se envergonha de marchar em ordem desunida? Flagrante de uma visão que saiu do armário e desfila na esfera pública.

O senso comum de classe média revolta-se contra o politicamente correto, garante que há exagero nas denúncias de assédio sexual, considera vagabundo quem precisa de auxílio de políticas públicas, acha salutar certo trabalho infantil, especialmente do filho dos outros, os filhos dos pobres, assegura que algumas mulheres provocam o estupro, admira Donald Trump, sonha com a volta dos militares, ataca a corrupção e pede nota fria para enganar a Receita Federal. E vota em Bolsonaro.

Vota com entusiasmo no “mito” que trará de volta os “bons velhos tempos”. O senso comum tem certeza de que criança precisa de palmada e, às vezes, até de uma “boa” surra para se educar e aprender os bons valores, os valores da ordem e da dominação branca masculina.

O senso comum é um senhor de ceroula no portão de casa que discursa sentindo-se coberto por justa indignação e um fraque de mentirinha: “Não se pode mais chamar negro de crioulo nem gay de viado. Um absurdo! Onde já se viu!? Estamos numa ditadura. Um homem de bem não tem direito a mais nada. Homem não pode mais nem gostar de mulher. Vamos ser todos putos”. E vota em Bolsonaro.

O senso comum odeia a corrupção, mas odeia mais a corrupção de uns que a de outros, odeia mais a “corrupção” de costumes que o roubo do dinheiro público, embora diga o contrário, pois é o que provoca mais empatia.

O senso comum culpa o Estado por existir e nunca imagina que o Estado seja apenas uma forma de organização da sociedade. Sentindo-se livre, leve e solto, o senso comum se acha erudito e ensina: “O nazismo era de esquerda, The Economist não é liberal, Pinochet foi um democrata”. E vota em Bolsonaro. Vota com paixão.

O homem do senso comum carrega o pior nas entranhas e sente vontade de vomitá-lo para regar o mundo com seu fel, que considera um adubo. No mundo do homem do senso comum há uma hierarquia a ser respeitada.

O modelo desse mundo ideal é o quartel. É um mundo sem manifestações, sem greves e sem pessoas interrompendo ruas para protestar contra racismo, homofobia, machismo, xenofobia, sexismo e outros que tais.

A forma de governo desse velho novo mundo é o que Álvaro Larangeira chama de ignorancialismo. O homem do senso comum, que encontrou nas redes sociais o campo ideal para a sua intolerância, embriagado de pretensa sabedoria, sobe num toco e insulta o mundo com sua teimosia. Uiva: “Abaixo o comunismo”. E vota em Jair Bolsonaro para salvar o Brasil de Mao, Lenin e Fidel Castro.

Quem salva o Brasil do homem do senso comum?

(Juremir Machado da silva)

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Publicado por em 10/10/2018 em Política, Reflexão

 

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A grave problemática da corrupção

corrupção

Conforme o dicionário, corrupção é adulterar, corromper, estragar, viciar-se.

Nos dias em que vivemos, muito se tem falado a respeito da corrupção. E, quase sempre, direcionando as setas para os poderes públicos.

Pensamos que corrupção esteja intimamente ligada aos que exercem o poder público.

Ledo engano. Está de tal forma disseminada entre nós, que, com certeza, muito poucos nela não estejamos enquadrados.

Vejamos alguns exemplos.

Quando produzimos algo com qualificação inferior, para auferir maiores lucros, e vendemos como de qualidade superior, estamos sendo corruptos.

Quando adquirimos uma propriedade e, ao procedermos a escrituração, adulteramos o valor, a fim de pagar menos impostos, estamos disseminando corrupção.

Ao burlarmos o fisco, não pedindo ou não emitindo nota fiscal, estamos nos permitindo a corrupção.

Isso tem sido comum, não é mesmo? É como se houvesse, entre todos, um contrato secretamente assinado no sentido de eu faço, todos fazem e ninguém conta para ninguém.

Com a desculpa de protegermos pessoas que poderão vir a perder seus empregos, não denunciamos atos lesivos a organizações que desejam ser sérias.

Atos como o do funcionário que se oferece para fazer, em seus dias de folga, o mesmo serviço, a preço menor, do que aquele que a empresa a que está vinculado estabelece.

Ou daquele que orienta o cliente, no próprio balcão, entregando cartões de visita, a buscar produto de melhor qualidade e melhor preço, segundo ele, em loja de seu parente ou conhecido.

Esquece que tem seu salário pago pelos donos da empresa para quem deveria estar trabalhando, de verdade.

Desviando clientes, está desviando a finalidade da sua atividade, configurando corrupção.

Corrupção é sermos pagos para trabalhar oito horas e chegarmos atrasados, ou sairmos antes, pedindo que colegas passem o nosso cartão pelo relógio eletrônico.

É conseguir atestados falsos, de profissionais igualmente corruptos, para justificar nossa ausência do local de trabalho, em dias que antecedem feriados.

Desvio de finalidade: deveríamos estar trabalhando, mas vamos viajar ou passear.

É promovermos a quebra ou avaria de algum equipamento na empresa, a fim de termos algumas horas de folga.

É mentirmos perante as autoridades, desejando favorecer a uns e outros em processos litigiosos. Naturalmente, para ser agradáveis a ditos amigos que, dizem, quando precisarmos, farão o mesmo por nós.

Corrupção é aplaudir nosso filho que nos apresenta notas altas nas matérias, mesmo sabendo que ele as adquiriu à custa de desavergonhada cola.

E que dizer dos que nos oferecemos para fazer prova no lugar do outro? Ou realizar toda a pesquisa que a ele caberia fazer?

Sério, não?

Assim, a partir de agora, passemos a examinar com mais vagar tudo que fazemos. Mesmo porque, nossos filhos têm os olhos postos sobre nós e nossos exemplos sempre falarão mais alto do que nossas palavras.

Desejamos, acaso, que a situação que vivemos em nosso país tenha prosseguimento? Ou almejamos uma nação forte, unida pelo bem, disposta a trabalhar para progredir, crescer em intelecto e moralidade?

Em nossas mãos, repousa a decisão.

Se desejarmos, podemos iniciar a poda da corrupção hoje mesmo, agora. E se acreditamos que somente um de nós fazendo, tudo continuará igual, não é verdade. Os exemplos arrastam.

Se começarmos a campanha da honestidade, da integridade, logo mais os corruptos sentirão vergonha. Receberão admoestações e punições, em vez de aplausos.

E, convenhamos, se não houver quem aceite a corrupção, ela morrerá por si mesma.

Pensemos nisso. E não percamos tempo.

Equipe de Redação do Momento Espírita.

 
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Publicado por em 13/04/2014 em Reflexão

 

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O destino das nações

destino

É, em grande parte, no seio das famílias que se prepara o destino das nações.

Esta afirmativa é do papa Leão XIII e tem um sentido muito profundo.

Ao dizer que o destino das nações é preparado no seio das famílias, por certo o papa quis se referir aos valores que são praticados dentro dos lares.

Sim, porque aqueles que hoje governam os países e conduzem o destino dos seus cidadãos, já foram crianças e conviveram no seio familiar.

Em tese, nas suas decisões sempre terão grande peso as diretrizes pelas quais foram conduzidos ao longo da infância e juventude.

Quem contestar esta tese estará negando, por isso mesmo, a eficácia da educação.

Henri Lacordaire, o ilustre vigário da Catedral de Notre-Dame de Paris, disse: A sociedade não é mais do que o desenvolvimento da família: se o homem sai da família corrupto, corrupto estará para a sociedade.

Os valores morais vividos na família, principalmente pelos pais, são decisivos na formação do homem de bem de qualquer país.

É assim que o destino das nações é resolvido no seio das famílias, pois é o lar que forma o cidadão.

É o lar que forma ou deforma o profissional de todas as áreas.                               

É a família que traça o caminho que seus membros devem percorrer.

É por essa razão que o cultivo das virtudes dentro dos lares é essencial para melhorar essa célula básica da sociedade chamada família.

Nas resoluções tomadas, no dia-a-dia de qualquer pessoa, pesarão as lições aplicadas na formação dos seus caracteres desde a infância.

Se as lições foram de corrupção, de desrespeito à vida, de supremacia da força bruta, de egoísmo e de preconceitos variados, essas serão as diretrizes que irão nortear seus atos.

Se as lições foram de honestidade, respeito pelo semelhante, fraternidade, valorização da vida no seu mais amplo sentido, essas virtudes vão basear suas decisões.

É assim que a construção de um mundo melhor depende das lições que estão sendo passadas hoje no seio das famílias.

Não se constrói um edifício começando pela cobertura mas pelas bases, pelos alicerces. E a base de qualquer sociedade, são os lares.

Se nas bases forem fincados os pilares sólidos das virtudes, todo o edifício terá segurança e nobreza.

Mas, se as bases estiverem apodrecidas pela corrupção dos costumes, então o edifício estará gravemente comprometido e tende a desabar.

É necessário e urgente que as famílias pensem nisso com carinho pois o edifício social depende de cada um de nós.

Se não desejamos guerras, corrupção, violência, precisamos agir hoje, fundamentando os alicerces dos lares com os pilares da paz, da honestidade, do respeito à vida.

Esse é o único caminho, não há outro. Não haverá um país moralizado sem cidadãos moralizados. Não haverá uma nação pacificada sem a pacificação dos seus habitantes.

*   *   *

A moral, como ensinou Jesus, o Sábio de todos os tempos, é a regra de bem proceder.

Por isso, existem alguns valores que não podem ser esquecidos nem negligenciados, no contexto educacional: a justiça, o amor e a caridade.

Estas são as virtudes básicas para uma sociedade mais feliz. Jesus as viveu e ensinou como o resumo de todas as Leis, da seguinte forma: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Um ensinamento simples e eficaz. Basta fazer. Eis o grande desafio para quem deseja construir uma família pacificada, uma cidade justa, uma nação de bem, um planeta melhor.

Pense nisso, mas pense agora!

Redação do Momento Espírita, com frases do
Papa Leão XIII e de Henri Lacordaire, do livro
A sabedoria dos tempos, ed. Centro de estudos
Vida e Consciência.
Em 31.01.2010.

 
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Publicado por em 28/06/2013 em Reflexão

 

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Ao nosso alcance

 

 
 
Certa vez ouvimos uma fábula que nos fez refletir acerca dos ensinamentos que continha.
 
Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta.
 
Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele.
 
Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo.
 
Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta.
 
Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes.
 
Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude.
 
Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo:
Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento.
 
A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance.
 
E, se cada um de nós, morador da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem.
 
A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-­se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha.
 
Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções.
 
Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena.
 
É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados.
De certa forma é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução.
 
No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral.
 
Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior.
 
Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos.
 
Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade.
 
Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.
 
 
 
Redação do Momento Espírita.
Em 15.07.2009.
 

 

 
 
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Publicado por em 24/07/2012 em Reflexão

 

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