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A vida não para!

A vida não para enquanto choramos a partida rumo a pátria espiritual, daqueles que tanto amamos.

A vida não para quando o nosso grande amor resolve bater a asas voando em outros ares.

A vida não para no momento em que percebemos a indiferença daqueles por quem nutrimos imenso carinho.

A vida não para no instante em que nos sentimos sozinhos sem ninguém pra segurar a mão.

A vida não para e justamente porque não para é que ela é perfeita!

Pois logo ali adiante, a saudade dos que partiam primeiro deixa de ser dor, vira história pra lembrar e  certeza de que nos encontraremos novamente, é só uma questão de tempo.

Logo ali adiante encontraremos quem nos dê a mão, quem não será indiferente às nossas dores.

Logo ali, reconheceremos os nossos verdadeiros amigos, aqueles que celebrarão nossa presença e conseguirão perceber a nossa alma.

Como diz uma canção de Ângela Rô Rô, que marcou minha adolescência:

“Dói em mim saber que a solidão existe

E insiste no teu coração

Dói em mim sentir que a luz que guia

O meu dia, não te guia, não.

 

Quem dera pudesse

A dor que entristece

Fazer compreender

Os fracos de alma

Sem paz e sem calma

Ajudasse a ver

 

Que a vida é bela

Só nos resta viver

A vida é bela

Só nos resta viver!”

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Publicado por em 24/11/2017 em serenidade

 

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Tudo o que precisamos ouvir

Há momentos na vida que tudo o que precisamos ouvir é:

Eu me importo com você

Se eu pudesse tirar esse sofrimento do
seu coração, eu faria.

Se eu pudesse tirar sua dor e
fazê-la minha, eu faria.

Eu posso te dizer:
“Existe uma razão para tudo
que está acontecendo contigo”,
pois nada é por acaso.

Ás vezes a estrada da vida
tem trechos obscuros,
difíceis de serem trilhados e
que fazem com que tudo pareça
difícil e sem saída.

Eu quero que você
tenha sempre a certeza…

…que eu estou aqui
se você precisar conversar,
se você precisar chorar,
se você precisar de conforto ou,
simplesmente confidenciar seu silêncio comigo.

Eu me importo com você e,
estarei sempre ao seu lado!

 
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Publicado por em 15/07/2017 em Reflexão

 

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A cada mil lágrimas

lagrimas

Em caso de dor ponha gelo

Mude o corte do cabelo

Mude como modelo

Vá ao cinema. Dê um sorriso

Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo

 Se amargo foi já ter sido

Troque já esse vestido

Troque o padrão do tecido

Saia do sério, deixe os critérios

Siga todos os sentidos

Faça fazer sentido

A cada mil lágrimas sai um milagre…

A cada mil lágrimas sai um milagre…

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A letra da belíssima canção de Itamar Asumpção e Alice Ruiz é inspiradora.

Fala-nos de como encarar as dores do mundo com inteligência, com coragem e com estilo.

Inteligência de quem vê na dor oportunidade de mudança e aprendizado.

Coragem de quem aceita mudar.

Estilo de quem sofre e ainda consegue sorrir, chorar, sem perder a linha, sem perder o passo.

A dor chega sem aviso, de cara cruel, como um monstro invencível e desproporcional ao nosso tamanho.

Chega destruindo tudo… E tudo parece o fim.

Mas não… Descobrimos que ela ensina, orienta, cuida.

É o cinzel que esculpe, que talha, que faz o bloco amorfo de mármore se transformar em estátua, em obra de arte.

A dor é o convite à mudança de hábitos, de pensamento, de rumo, talvez.

Trocar o vestido da alma é renová-la. Mudar o padrão de seus tecidos é não permanecer preso às mesmas ideias, aos mesmos vícios.

É necessário deixar a vida fazer sentido.

Uma vida sem sentido é quase como uma escuridão. Nada se vê, nem a si próprio. Nada se encontra, pois não se sabe onde está e onde se deve chegar.

E o milagre após as lágrimas é tantas coisas!…

O milagre de se encontrar, de ver a si mesmo com suas forças e fraquezas, mas sem máscaras, sem ilusões.

O milagre de perceber que se está melhor, que as feridas cicatrizam sempre, e que ali a pele se torna mais resistente.

O milagre do recomeço, de nascer de novo, de se dar nova chance.

O milagre de descobrir os amores ao redor, e quanto prezam por nós; de descobrir aqueles que nunca nos abandonam, não importa o que aconteça.

O milagre de saber que a vida procura nos levar sempre para cima, para diante, e nunca para trás, e a dor é lei de equilíbrio e educação.

A cada mil lágrimas sai um milagre.

********************************

O sofrimento, muitas vezes, não é mais do que a repercussão das violações da ordem eterna cometidas.

Mas, sendo partilha de todos, deve ser considerado como necessidade de ordem geral, como agente de desenvolvimento, condição do progresso.

Todos os seres têm de, por sua vez, passar por ele. Sua ação é benfazeja para quem sabe compreendê-lo.

Mas, somente podem compreendê-lo aqueles que lhe sentiram os poderosos efeitos.

Redação do Momento Espírita, com base na letra da música Milágrimas,
de Itamar Assumpção e Alice Ruiz e pensamentos finais extraídos
do cap XXVI  do livro
O problema do ser, do destino e da dor,

de Léon Denis, ed. Feb.
Em 8.4.2015.

 

 
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Publicado por em 17/04/2015 em Reflexão

 

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Sempre o amor

 
 
“Há duas espécies de afeições; a do corpo e a da alma e, frequentemente se toma uma pela outra . A afeição da alma, quando é pura e simpática, é durável; a do corpo é perecível. Eis porque frequentemente, aqueles que crêem se amar, com um amor eterno, se odeiam quando a ilusão termina. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec (Final da resposta 939)”
 
A palavra amor nos dias de hoje, possui uma vasta aplicação teórica que a vulgariza e a torna desgastada, de difícil caracterização no que toca à sinceridade de quem a usa.
 
Amar significa doar-se. Doar do que tem e, sobretudo, de si mesmo.
 
Aprendeu a amar aquele que freqüentou e foi aprovado na escola da renúncia, da paciência e do perdão. Hoje, os que dizem amar pretendem possuir, impor diretrizes, cercear ideais. Temos o que retemos e retemos aquilo a que franqueamos liberdade.
 
Amar ao próximo constitui tal raridade nos dias atuais, que quando surge alguém mais fraterno, logo é rotulado de puxa-saco, ou colocado entre os que procuram vantagens pessoais pela bajulação.
 
Dias há em que encontramos dificuldade em amar até aos amigos, imaginem aos inimigos, como aconselha o evangelho.
 
O amor doação é conquista rara de raros Espíritos, que renunciam a si próprios e seguem limpando chagas e enxugando lágrimas pelo vale dos aflitos.
 
Quem diz amar e ausenta-se da disciplina, não ama. Quem se diz amoroso e não se faz de enfermeiro, não ama.
 
Ama aquele que, reconhecendo-se frágil, faz-se forte para amparar a enfermidade. É comum ouvirmos jovens, em confidências, dizerem: – Eu te amo! No entanto, não resistem por um mês no teste de convivência.
 
O exemplo maior dessa virtude é Jesus. Se Kardec foi o bom senso encarnado, Jesus foi o amor encarnado, clarificando com a sua luz gloriosa as nossas trevas espirituais. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
 
Eis a receita para a felicidade neste mundo. Mais de dois mil anos passados e o homem ainda não conseguiu adaptar-se a este mandamento, preferindo o “armai-vos uns aos outros”.
 
Quando nos amaremos? Talvez a dor seja a única mestra a saber de tais perspectivas.
 
 
Retirado do livro “Diário de um Doutrinador – Luiz Gonzaga Pinheiro”
 
3 Comentários

Publicado por em 06/07/2012 em Espiritualidade

 

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