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Deixe-me ir, preciso Anddad…(Elisa Lucinda)

Elisa Lucinda

ARTIGO – “A ditadura não foi uma revolução, nem um movimento. Foi, sobretudo, um misto de ignorância e covardia” 

Fonte: Jornalistas Livres

O que mais me preocupa nessas eleições é o domínio da irracionalidade diante de uma escolha tão importante. E para que essa irracionalidade se concretizasse, o ódio foi vendido em massa na cara da população, que consome todos os dias um excesso de espelho do modelo americano imperialista, que há muito nos subjuga.

Vivemos no país da melhor música do mundo, onde se ouve de norte a sul música americana em todas as lojas. Nas boates, nas salas de espera, nas festas. Uma chatice. Uma espécie de estrangeirisse em todos os lugares. É a trilha oficial da academia, quem aguenta? E junto com isso vem o lixo dos games de guerra, a indução à violência em todos os canais abertos a toda pobre inocente criancinha brasileira.

A educação pela superação para vencer o outro, ser melhor do que o outro, ser o único, avança a cada dia. “Colégio São Sicrano, seu filho em primeiro lugar no vestibular!” Acontece que esse vencedor terá 799 inimigos ali, porque são 800 alunos. O que é isso, o tempo inteiro melhor do que o outro? A cultura da vantagem: pessoas compram o que não querem por causa da vantagem e começam a consumir o que escolheram só por causa da vantagem. “Comprei cinco latas de salsicha, estava na promoção”. Mas você gosta? “Agora eu gosto, né? Saio ganhando”. É tudo meio torto.

O desprezo por si, pelo que se come, o desprezo pelo outro que é potencialmente aquele que eu vou vencer, e por isso é que se vende nos EUA armamento a todo momento e o povo dispõe de balas, de armas de fogo expostas e vendidas ao lado das balas de chupar no cinema. Socorro! Não se pode vender arma sem vender o ódio. Estamos experimentando uma civilidade que não quer pensar além da capa, e tudo que lhe é contrário não existe, é mentira, é fake news. Um mundo irreal, onde é preciso criar uma paranoia para justificá-lo.

Estamos experimentando o resultado de uma negligência e uma irresponsabilidade que o nosso jornalismo sofreu nos últimos tempos. Em especial na história mais recente do país, onde há omissão dos muitos dos que narram a informação e deixaram-se contaminar pela teoria e prática da polarização política do país, pela uniformidade da informação, e de nos deixar ausentes de uma avaliação crítica do nosso tempo com mais independência.

Parece que a população está com raiva, parece que fomos mordidos por uns cachorros bravos. Peraí, mas ao mesmo tempo, as mulheres se reuniram em 37 cidades brasileiras e não se registrou nenhuma briga. Não estou puxando sardinha para o nosso lado não, meninas. Mas pode fazer sentido: à mulher foi dada uma educação onde a sensibilidade, o gosto pelas coisas pequenas e delicadas e, principalmente, pelas tarefas de doação, como amamentar, carregar criança dentro da barriga, cozinhar com ela no colo, cuidar do outro, coisa que toda mulher aprende e o homem não. Talvez culturalmente tenhamos mesmo a boa  possibilidade de produzir a paz.

Por isso também agora pulsa em mim uma certeza de que, ainda que a critiquemos, a democracia ainda é o melhor sistema político encontrado para respeitar a diversidade dos seres e a liberdade do pensamento. É ela que quero garantir nesse primeiro turno. É ela que está ameaçada. O projeto de país que me atrai não pode ser mais excludente do que esse já é, nem mais homicida e violento. A cidadania avançou, nós caminhamos para respeitar o jeito de ser de cada um, sem racismo, sem homofobia, sem tudo o que não presta, tudo que vem pela via da intolerância.

No país que eu quero o Estado não é grande nem pequeno. É do tamanho do seu povo. Estado mínimo para mim é povo mínimo. Eu pago meus impostos e quero receber por ele: saúde, segurança, educação e cultura. Simples assim. E mais, no meu sonho, os bens de um tempo devem pertencer a todos daquela comunidade, no caso a grande comunidade brasileira. Não quero mais do só olhar para o MEU próprio umbigo, a segurança do MEU condomínio, do colégio do MEU filho, o seguro do MEU carro. Esse negócio de pouca gente ter tudo e muita gente ter pouco ou nada não parece que nos levará a alguma espécie de paz.

Fui criada na ditadura, a infância passei sob ela. E não era bonito ser criança e ver a tensão dos pais com seus filhos estudantes adolescentes em perigo, cantores sendo presos, intelectuais silenciados. A impressão que se tinha, mais tarde confirmei, era de que os presos eram inocentes. Muita gente morreu, muita gente foi torturada. E o Brasil paga até hoje um custo alto por esta interrupção muito violenta num país de Darcy Ribeiro e Paulo Freire, para citar dois. A ditadura não foi uma revolução, nem um movimento. A ditadura foi, sobretudo, um misto de ignorância e covardia. Foi sério. As cabeças cortadas, os exílios que foram impostos a inteligentes brasileiros, tudo isso faz falta no país que hoje somos. 

Ando todo tempo pelo Brasil, e em São Paulo um taxista me disse: “Comprei essa autonomia e minha casa no governo Lula e o Haddad que era nosso ministro da Educação, bicho inteligente, mandou construir entre três cidades lá do Ceará, com distância de 11 km uma da outra, uma universidade e uma escola politécnica. Hoje meus sobrinhos não precisam sair do Nordeste para ser taxista aqui em São Paulo; são professores, estão na universidade”. Então, meus amores, este é o Brasil que eu quero. Um país de todos. E confio nele, pois tem uma juventude negra, aliás, uma juventude excluída que entrou nas universidades e vai votar certamente por uma educação para todos. Não vou esperar o segundo turno para ter certeza da minha vontade. Fico com o povo. Voto com o povo. Sou povo. Domingo já vou de Haddad!
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Publicado por em 24/10/2018 em Política, Reflexão

 

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O giz e a bala

15 de outubro, dia do Professor!!!

giz

 
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Publicado por em 15/10/2018 em Reflexão

 

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Sementeiras da violência

sementeira

Nos dias atuais a preocupação com a violência e a falta de segurança é constante.

Os governos se mobilizam para encontrar uma solução definitiva para esse terrível mal que assola o mundo.

Lamentavelmente, grande parte das medidas para se conter a violência são apenas propostas repressivas, passíveis de aumentá-la ao invés de eliminá-la.

Quando se quer vencer uma guerra pela força, usam-se as mesmas armas que os adversários, só que em maior número ou mais potentes.

No entanto, o bom senso diz que para se vencer, definitivamente, uma guerra é preciso minar as bases da violência com ferramentas eficazes para esse fim.

Dessa forma, não será com uma agressão maior que se eliminará a violência da face da Terra.

Em nosso país, por exemplo, o tráfico de drogas é o grande fomentador da violência, da bestialidade, do embrutecimento do ser humano e da falta de valorização da vida.

Mas o que precisa ser pensado, é que não haveria oferta de drogas e, por conseguinte, as máfias que disputam esse mercado, se não houvesse o viciado.

Dentro dessa lógica, é racional que pensemos em eliminar esse mal pela raiz e não pelo topo.

É preciso encarar o problema de frente, e não de forma caolha, ou com uma venda nos olhos para não enxergar o que não se quer ou não convém.

Sob esse ponto de vista, deveremos começar a direcionar o nosso olhar para a base do problema, que é a forma com que se está conduzindo a infância.

Se na infância é que se aprende sobre os valores e desvalores da vida, é preciso envidar esforços para plantar, na mente e no coração da criança, os verdadeiros valores da vida.

Com a lucidez que o século XXI enseja, deveremos eliminar dos desenhos animados, dos jogos infantis, das telenovelas e dos programas que a criança assiste, todo tipo de violência, de vícios, de desonestidade, de cenas que incitam à desvalorização da vida.

Sim, porque as novelas, desde as noturnas até as vespertinas, que geralmente são as noturnas vistas de novo, estão repletas de sementes de violência, de vícios. Basta observar.

A prostituição, as bebidas alcoolicas, o fumo, o uso das pessoas como se fossem objetos descartáveis, são uma constante.

Muito embora algumas novelas tentem amenizar isto fazendo abordagens sobre os prejuízos causados pelas drogas, com depoimentos de personagens reais, isso se torna hipocrisia nas cenas seguintes, mostrando pessoas em mesas de bares, em conversas animadas regadas a cerveja.

Isso logo após as afirmativas de que o álcool é a porta de entrada para as demais drogas.

Programas, cuja audiência é formada, em sua maioria, por crianças e adolescentes, mostram personagens quase sempre seminus, exibindo latinhas ou copos de alcoolicos.

Enquanto o descaso com a vida e o desrespeito ao ser humano forem ingredientes da comunicação de massa, a luta contra a violência será apenas um curativo numa ferida viva.

Enquanto não se buscar a solução efetiva, moralizando os seres, colocando o homem no lugar que lhe compete nos cenários do mundo, continuaremos a assistir o triste espetáculo da violência movida pela ganância e pela prepotência.

Para lograr êxito na luta pela paz, é preciso despertar para a vida, para os valores nobres que devem reger uma sociedade justa e feliz.

A melhor, a mais eficiente e econômica de todas as modalidades de assistência é a educação, por ser a única de natureza preventiva. Ela não remedeia os males sociais; evita-os.

 

Redação do Momento Espírita  com  pensamento final extraído do livro O mestre na educação, de Pedro de Camargo, Ed. FebDisponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed. Fep. Em 18.05.2011.

 
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Publicado por em 17/08/2016 em Reflexão

 

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Conspiração Espiritual

 
 
Na superfície da terra exatamente agora há guerra e violência e tudo parece obscuro…
 
Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma luz mais elevada.
 
Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora,de baixo para cima.É uma operação global, uma conspiração espiritual. 
Há células dessa operação em cada nação do planeta.
 
Vocês não vão nos assistir na TV, nem ler sobre nós nos jornais, nem ouvir nossas palavras nos rádios.
 
Não buscamos a gloria. Não usamos uniformes. Nós chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes.Temos costumes e cores diferentes.
 
A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena.
Em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales, nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas.
 
Você talvez cruze conosco nas ruas e nem perceba…
Seguimos disfarçados, ficamos atrás da cena, e não nos importamos com quem ganha os louros do resultado,e sim, que se realize o trabalho.
 
De vez enquanto nos encontramos pelas ruas,trocamos olhares de reconhecimento e seguimos nosso caminho.
Durante o dia muitos se disfarçam em seus empregos normais. Mas à noite, por atrás de nossas aparências,
o verdadeiro trabalho se inicia.
 
Alguns nos chamam do Exército da Consciência…Lentamente estamos construindo um novo mundo e com o poder de nossos corações e mentes, seguimos com alegria e compaixão.
 
Nossas ordens nos chegam da Inteligência Espiritual e Central.
Estamos jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note; poemas- abraços – musicas- fotos- filmes- palavras carinhosas- meditações e preces- danças- ativismo social- sites- blogs- atos de bondade…
 
Expressamos- nos de uma forma única e pessoal, com nossos talentos e dons, sendo a mudança que queremos ver no mundo.
 
Essa é a força que move nossos corações.Sabemos que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação.
Sabemos que no silêncio e humildade temos o poder de todos os oceanos juntos. Nosso trabalho é lento e meticuloso como na formação das montanhas.
 
O amor será a religião do século 21, sem pré-requisitos de grau de educação sem requisitar um conhecimento excepcional para sua compreensão, porque nasce da inteligência do coração escondida pela eternidade no pulso evolucionário de todo ser humano.
 
Seja a mudança que quer ver acontecer no mundo. Ninguém pode fazer esse trabalho por você.
Nós estamos recrutando.
 
Talvez você se junte a nós, ou talvez já tenha se unido.
Todos são bem bem-vindos.
A porta está aberta!
 
Autor desconhecido
 
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Publicado por em 30/06/2012 em Espiritualidade

 

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Um dos mais belos trajes da alma

 
O médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega, e de forma ríspida, pergunta: Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranquilidade, o médico responde: Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Impaciente, a mulher indaga: Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contesta ele: Senhora, o médico sou eu. Em que posso ajudá-la?
Como?! O senhor?!?! Com esta roupa?
Ah, senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta…
Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde! É que…vestido assim, o senhor nem parece um médico…
Veja bem as coisas como são…- diz o médico -… As vestes parecem não dizer muitas coisas mesmo… Quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos, e depois daria um simpaticíssimo “Boa tarde!”
Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito…
 
Um dos mais belos trajes da alma é, certamente, a educação.
Educação que, no exemplo em questão, significa cordialidade, polidez, trato adequado para com as pessoas.
São tantos ainda no mundo que não têm tato algum no tratamento para com os outros!
Sofrem e fazem os outros sofrerem com isso.
Parece que vivem sempre à beira de um ataque de nervos, centrados apenas em si, em suas necessidades urgentes e mais nada.
O mundo gira ao seu redor e para lhes servir. Os outros parecem viver num mundo à parte, menos importante que o seu.
Esses tais modos vêm da infância, claro, em primeiro lugar. Dos exemplos recebidos da família em anos e anos de convivência.
Mas também precisam vir da compreensão do ser humano, entendendo todos como seus irmãos.
Não há escolhidos na face da Terra. Não há aqueles que são mais ou menos importantes. Fomos nós, em nossa pequenez de Espíritos imperfeitos, que criamos essas hierarquias absurdas, onde se chega ao cúmulo de julgar alguém pelas roupas que veste.
Quem planta sorrisos e gentileza recebe alegria e gratidão, e vê muitas portas da vida se abrindo naturalmente, através da força estupenda da bondade.
O bem é muito mais forte que o mal.
O bem responde com muito mais rapidez e segurança às tantas e tantas questões que a existência nos apresenta, na forma de desafios.
Ser gentil, ser cordial é receber a vida e as pessoas de braços abertos, sem medo de agir no bem.
Ser bem educado é contribuir com a semeadura do amor na face da Terra, substituindo, gradualmente, tantas ervas daninhas que ainda existem nesses campos, por flores e mais flores de felicidade.
Ser fraterno, em todas as ocasiões, é vestir-se com este que é um dos mais belos trajes da alma: a educação.
 
 
Redação do Momento Espírita, com base em conto de autoria desconhecida.
Em 14.06.2011.
 
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Publicado por em 16/03/2012 em Reflexão

 

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