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Escola

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Fita o mundo em derredor
E a vida que te bendiz:
Soma as bênçãos que te cercam
Não te digas infeliz.
Onde estiveres, anota
Ao senso que te conduz:
O Sol igual para todos 
É fonte jorrando luz.
Respirando, dia e noite,
Gastando ar e mais ar,
Pelas bênçãos que assimilas
Nada precisas pagar.
Toda mata é um quadro lindo
Em tela verde e formosa;
Ninguém explica na Terra
A beleza de uma rosa.
Atravessas mares, montes,
Primaveras encantadas;
Desfrutas árvores, frutos,
Cidades, campos, estradas…
Terra!… eis a escola bendita.
O lar tantas vezes meu!…
Não te digas infeliz
Na escola que Deus te deu.

Casimiro Cunha

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Publicado por em 04/02/2018 em Poesia

 

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Analfabetos de Céu

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Numa Escola de Ensino Fundamental, uma menina de 7 anos faz um desenho de uma paisagem com tintas coloridas.

Era a tarefa do dia na aula. Pintar um lugar onde eles gostariam de estar.

A menina se esmerou com a palheta de cores, e produziu, empolgada, sua obra de arte.

Ansiosa, levantou-se da cadeira e foi mostrar à professora.

Ao ver a pintura, a educadora notou algo estranho já de súbito.

Disse baixinho um Muito bem, para incentivar a criança, fez um carinho e pegou o desenho em mãos.

Os trabalhinhos seriam expostos no outro dia no mural da Escola.

No intervalo para o lanche, a professora não se conteve, pegou o desenho e foi mostrar às outras que se encontravam na secretaria da Escola.

Ela queria uma opinião sobre aquilo. Algumas delas eram mais entendidas em psicologia infantil, e quem sabe poderiam ajudá-la a decifrar o que estava pintado ali.

O que será que ela quis dizer com isso? Isso deve estar mostrando algum sentimento, algo que ela tem guardado. O que será?

As amigas de profissão não souberam dizer. Algumas disseram que não era nada, que não deveria se preocupar. Mas ela estava encafifada.

Voltou à sala de aula, e resolveu que, ao final do período, iria conversar com a menina e perguntar a ela o que significava.

Chamou-a então, com discrição, à sua mesa e perguntou, com a pintura na mão:

Querida, você pode explicar algo para mim? – A criança acenou com a cabeça.

Se o céu é azul, por que você desenhou um céu cor-de-rosa?

Mas o céu não é azul, professora! – Respondeu ela, com educação.

Quem diz que o céu é azul é analfabeto de céu!

Ontem, no final da tarde, o céu, atrás de minha casa, estava assim, rosa.

Esses dias vi um céu laranja! À noite ele é sempre preto, ou azul escuro, mas de dia ele pode ser cinza claro, cinza escuro, vermelho…

Sabe… Uma vez vi uma tempestade tão grande no céu, que ela chegou a pintar o céu de verde! Não é todo mundo que acredita, mas eu vi, era verde.

*************

A menina fez um verdadeiro discurso sobre as cores do céu, deixando boquiaberta a professora desatenta.

Ela nunca havia parado para pensar nisso. Aceitou tão facilmente a verdade, o clichê de que o céu é azul, que acabou esquecendo a variedade de cores possíveis no zimbório terreno.

Percebeu então como as crianças têm uma sensibilidade admirável, e que muito tinha a aprender com elas.

Com certeza, na próxima vez, antes de achar que possa existir algum problema numa criança, iria se analisar, para perceber se não era sua sensibilidade que precisava de escola.

*****************

Toda criança é especial, e merece ser tratada como tal.

Da mesma forma como nem sempre o céu é azul, cada criança tem suas particularidades, e os educadores precisam estar atentos a elas.

Não se pode usar uma mesma fórmula, um mesmo padrão de ensino ou educação no lar, para todas as crianças.

Faz-se necessário ajustes, adequações, atenções individualizadas.

Todo céu é belo, mesmo sendo amarelo, rosa, vermelho ou negro.

Redação do Momento Espírita
Disponível no CD Momento Espírita,
v. 13, ed. Fep.
Em 01.12.2008

 
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Publicado por em 16/09/2014 em Reflexão

 

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Para mudar o mundo

manchetes

Na manhã que apenas se espreguiçava, a manchete estampada na primeira página do jornal, chamava a atenção: Maldade registrada.

Em outro jornal, a notícia, em letras garrafais, era a respeito da infelicidade de uma família, cujo filho adolescente fora vítima de uma dita bala perdida.

Isso, no Dia das Mães, enquanto a família se preparava para o almoço, e o jovem se dirigia à farmácia para comprar medicamento para o pai.

Desgraças. Violência.

Olhamos o mundo e, por vezes, nos sentimos inseguros, amedrontados.

Parece que a honra se despediu da Humanidade, a decência se escondeu em algum recanto secreto e os maus tomam conta do mundo.

Parece. Só parece. Tudo isso acontece, em verdade, porque, embora estejamos no Terceiro Milênio, no século XXI, ainda o homem se compraz com as coisas ruins.

Senão vejamos: por que estampamos na primeira página do jornal o criminoso cruel, desumano, com a descrição do seu crime hediondo?

Por que tanto espaço para a atrocidade que ele cometeu, que é descrita em detalhes?

Por que a visita de um cientista que se dedica, há anos, à pesquisa em laboratório, para a descoberta de uma vacina, recebe uma nota pequena, numa página interna?

Por que estampamos na primeira página a corrupção, enquanto um ato de heroísmo é noticiado sem destaque algum?

Por que valorizamos o mal, a maldade, em detrimento do que é bom,  belo e deve ser imitado?solidariedade1

Por que não usamos a primeira página do jornal para noticiar a conquista de uma medalha por um atleta?

Ou para anunciar o espetáculo de ballet que uma escola apresentará?

Ou, ainda, um espetáculo, cuja renda beneficiará  portadores de determinada enfermidade?

Por que premiamos os que fazem o mal e não apontamos os que realizam o bem?

Quem já viu estampada manchete sobre entidade beneficente que abriga pessoas portadoras de necessidades especiais?

Por que não se mostra a dedicação de fisioterapeutas, de fonoaudiólogos trabalhando com paralisados cerebrais?

Os que trabalham com idosos, os portadores de Alzheimer?

Por que não se relata o trabalho dos médicos sem fronteiras, em manchete? Dos benefícios que propiciam, das batalhas vitoriosas contra a morte, das vidas que modificam?

Por que não se mostra a abnegação de mães valorosas que abraçam, todos os dias, seus filhos totalmente dependentes de seus cuidados?

O carinho de filhos adultos por pais idosos e dependentes?velhice alzheimer

Por que não se colocam, em amplo destaque, as entidades que protegem cães e gatos abandonados pelas ruas?

Por que não se anuncia, com grandes fotos coloridas, a inauguração de uma nova creche, de um jardim, de um parque?

Por que não se fala do bom trabalho de um hospital, de uma escola?

Quase sempre essas instituições aparecem, quando algo suspeito ou equivocado por lá acontece.

Será que anos e anos de dedicação, de serviço ao povo não valem nada?

*  *  *

Pensemos nisso e comecemos a exigir dos que movimentam a imprensa, a inserção de coisas positivas.

Digamos, não aderindo à onda de violência e maldade que deseja tomar conta da Terra, que desejamos ver, ouvir e sentir coisas boas.

Por isso, invistamos nas boas revistas, nos bons periódicos, nos programas de valor.

Ajudemos a sustentar um bom programa de rádio, de televisão.

E, se somos dos que escrevem, ilustram, criam, evidenciemos em nossas letras, gravuras e criações, com muito destaque, o que é bom, belo e proveitoso.

Guardemos a certeza que, desta forma, estaremos investindo no mundo melhor que todos desejamos para nós e para nossos filhos.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 13.09.2010.

 
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Publicado por em 29/05/2013 em Otimismo

 

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Sempre o amor

 
 
“Há duas espécies de afeições; a do corpo e a da alma e, frequentemente se toma uma pela outra . A afeição da alma, quando é pura e simpática, é durável; a do corpo é perecível. Eis porque frequentemente, aqueles que crêem se amar, com um amor eterno, se odeiam quando a ilusão termina. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec (Final da resposta 939)”
 
A palavra amor nos dias de hoje, possui uma vasta aplicação teórica que a vulgariza e a torna desgastada, de difícil caracterização no que toca à sinceridade de quem a usa.
 
Amar significa doar-se. Doar do que tem e, sobretudo, de si mesmo.
 
Aprendeu a amar aquele que freqüentou e foi aprovado na escola da renúncia, da paciência e do perdão. Hoje, os que dizem amar pretendem possuir, impor diretrizes, cercear ideais. Temos o que retemos e retemos aquilo a que franqueamos liberdade.
 
Amar ao próximo constitui tal raridade nos dias atuais, que quando surge alguém mais fraterno, logo é rotulado de puxa-saco, ou colocado entre os que procuram vantagens pessoais pela bajulação.
 
Dias há em que encontramos dificuldade em amar até aos amigos, imaginem aos inimigos, como aconselha o evangelho.
 
O amor doação é conquista rara de raros Espíritos, que renunciam a si próprios e seguem limpando chagas e enxugando lágrimas pelo vale dos aflitos.
 
Quem diz amar e ausenta-se da disciplina, não ama. Quem se diz amoroso e não se faz de enfermeiro, não ama.
 
Ama aquele que, reconhecendo-se frágil, faz-se forte para amparar a enfermidade. É comum ouvirmos jovens, em confidências, dizerem: – Eu te amo! No entanto, não resistem por um mês no teste de convivência.
 
O exemplo maior dessa virtude é Jesus. Se Kardec foi o bom senso encarnado, Jesus foi o amor encarnado, clarificando com a sua luz gloriosa as nossas trevas espirituais. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
 
Eis a receita para a felicidade neste mundo. Mais de dois mil anos passados e o homem ainda não conseguiu adaptar-se a este mandamento, preferindo o “armai-vos uns aos outros”.
 
Quando nos amaremos? Talvez a dor seja a única mestra a saber de tais perspectivas.
 
 
Retirado do livro “Diário de um Doutrinador – Luiz Gonzaga Pinheiro”
 
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Publicado por em 06/07/2012 em Espiritualidade

 

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