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Num dia como o de hoje

num dia como o de hoje

Num dia como o de hoje, crianças desvalidas morrerão sem sonhos e sem pão… Mas, também, almas generosas poderão ser vistas auxiliando os órfãos a se tornarem menos tristes.

Num dia como o de hoje, mães herdarão os troféus de guerras sangrentas… Porém, em algum lugar, uma outra agradecerá a Deus pelo filhinho que respira.

Num dia como o de hoje, um assassino enlouquecido marcará com sangue a sociedade que o repele e o odeia… Porém, não longe da iniquidade, transbordará a graça de milhares de atos silenciosos de renúncia.

Num dia como o de hoje, um convite à corrupção chegará aos seus ouvidos intranquilos… Mas, um olhar amigo chamará você à reflexão.

Num dia como o de hoje, bactérias resistentes trarão medo e desafios difíceis… Porém, no deserto de desilusão, alguém semeará a confiança.

Num dia como o de hoje, você poderá ouvir centenas de inverdades desesperadoras… Mas, bastará enxergar o céu, o sol, a chuva, o mar e a criança dormindo, para que você perceba as mãos do Altíssimo sobre tudo e sobre todos.

Num dia como o de hoje, almas desequilibradas estimularão sua paciência e sua capacidade de exercer o bom aprendizado… Porém, não desista se a recaída da intempestividade se fizer presente.

Num dia como o de hoje, talvez você pense em desistir de um sonho superior, talvez até escute o convite amargo do pensamento suicida… Mas, por favor, espere até amanhã, não desista assim…

Num dia como o de hoje, todos nós estivemos sujeitos a derrapar no caminho, e quem sabe até derrapamos. Porém, já nos propomos a refletir e a gentilmente ouvir mensagens como esta… Portanto, hoje estamos, sem dúvida, melhores do que ontem.

Num dia como o de hoje, ainda há chances de acrescentar uma estrela luminosa em nossa trajetória na escola da vida…

Num dia como o de hoje, poderemos saltar séculos para a felicidade plena, ou atrasar a caminhada com milênios de arrependimento.

*   *   *

São nossas as escolhas.

Escolhemos ver a vida apenas através das lentes do pessimismo, ou escolhemos ver o lado bom de tudo.

São nossas as escolhas.

Escolhemos crescer, aprender, modificar. Ou escolhemos estagnar, conformar, permanecer.

São nossas as escolhas.

Lembremos sempre disso.

*   *   *

Toda escolha que você faça pelos caminhos da sua vida terrena, apresentará aos que o cercam e acompanham o grau da sua maturidade, o nível dos seus ideais, a qualidade de tudo quanto o sensibiliza.

Será consequente que os seus irmãos de jornada passem a conceber imagens suas, caricatas ou não, em função do que você elege para a sua existência.

Sobre o mundo você será sempre o retrato dos seus gostos, dos seus interesses, das suas ações.

Cada gesto seu conduzirá um retrato do que você é, um recorte dos seus comportamentos.

Bom será que esses gestos demonstrem equilíbrio, bom senso, harmonia, para que alcancem a felicidade após serem vistos e observados por incontáveis criaturas.

Redação do Momento Espírita, com base em
texto de autor desconhecido e no cap. 16, do livro
Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia
de José Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 14.5.2015.

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Publicado por em 21/05/2015 em Reflexão

 

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Tons da paz

tons da paz

Muita gente deseja viver em paz convivendo, paradoxalmente, com situações que a tornam impossível. Ninguém consegue viver em paz, desrespeitando os direitos alheios.

Não se vive em paz cultivando na alma os corrosivos da mágoa, da inveja, da prepotência, da ingratidão, do desrespeito.

A paz consciente é incompatível com a ignorância e com o descaso.

Não se pode construir a paz nas bases da indiferença moral, nem nos alicerces da violência íntima disfarçada de autenticidade.

…Muita gente deseja viver em paz convivendo, paradoxalmente, com situações que a tornam impossível.

A paz que não está sedimentada na razão e no mais profundo sentimento de amor ao próximo, não é paz, é ilusão.

Quem observa a superfície calma das águas de um charco, por exemplo, pode ter a ilusão de vislumbrar a mansuetude, mas se sondar as profundezas, encontrará miasmas pestilentos e odor fétido de podridão.

Para que a nossa paz não passe de mera ilusão, nossas atitudes precisam ser iluminadas pela luz da razão e aquecidas pelo sol do sentimento.

Certa vez alguém escreveu sobre a paz:

Paz é suave melodia, extraída da alma pelos dedos invisíveis da consciência tranquila.

É canção que cala a voz da violência, que desperta consciências e dulcifica quem a possui.

A paz tem a singeleza e o perfume de flores silvestres, cultivadas no solo fértil da lucidez, pelas mãos habilidosas da razão e do sentimento.

E é nesse jardim da alma que brotam as sementes da ternura e da compaixão, do afeto e da mansuetude.

Um coração sem paz é como uma orquestra sem tons nem sons, sem flores nem perfumes, sem leveza e sem harmonia.

A vida sem paz é como embarcação que navega sem luz, que desconhece o caminho e se perde na imensidão de breu.

A paz, ao contrário, enobrece os dons da alma e acarinha a vida…

Tem a suavidade da brisa, ao amanhecer… e os vários tons multicores que despertam a aurora.

Possui o vigor da mais pujante sinfonia e a sutileza entre tons e semitons.

Paz: a sinfonia perfeita cuja maior nota é o amor.

Quando essa sinfonia ecoa nos corações, produz tons e sons na mais perfeita harmonia…

Para extrair da alma a melodia da paz é preciso afinar os acordes da razão e do sentimento, as duas asas que nos guindarão para a luz inapagável, que a todos nos aguarda no limiar do infinito.

 

E é tão fácil a conquista da paz!…

Basta que não ambiciones em demasia; que corrijas os ângulos da observação da vida; que ames e perdoes; que te entregues às mãos de Deus que cuida das “aves do céu” e dos “lírios do campo” e que, por fim, cumpras fielmente com teus deveres.

 

Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do verbete Paz, do
livro Repositório de sabedoria,  v. II, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.
Em 05.03.2012.

 
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Publicado por em 04/02/2013 em Reflexão

 

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Doadores de Paz

 
 
“Não penseis que vim trazer paz à Terra;
não vim trazer paz, mas espada”. —  Jesus. (Mateus, 10:34.)
 
Os obreiros da paz são sempre esteios benditos, na formação da felicidade humana.
Os que falam na concórdia…
Os que escrevem, concitando a serenidade… Os que pregam a necessidade de entendimento…
Os que exortam à harmonia…
Os que trabalham pelo equilíbrio…
 
Os verdadeiros pacificadores, no entanto, compreendem que a paz se levanta por dentro da luta e, por isso mesmo, não ignoram que ela é construída laboriosamente construída — por aqueles que se dedicam à edificação do Reino do Amor, entre as criaturas, tais quais sejam:
os que carregam os fardos dos companheiros, diminuindo-lhes as preocupações;
os que agüentam, sozinhos, pesados sacrifícios para que os entes queridos não se curvem, sob o peso da angústia;
os que procuram esquecer-se para que outros se façam favorecidos ou destacados;
os que abraçam responsabilidades e compromissos de que já se sentem dispensados, para que haja mais amplas facilidades no caminho dos semelhantes.
 
Em certa ocasião, disse-nos Jesus: —  «Eu não vim trazer paz à Terra e sim a divisão»; entretanto, em outro lance dos seus ensinamentos, afirmou-nos, convincente: — «A minha paz vos dou, mas não vo-la dou como o mundo a dá». O Divino Mestre deu-nos claramente a perceber que, para sermos construtores da paz, é preciso saber doar-lhe o bálsamo vivificante, em favor dos outros, conservando, bastas vezes, o fogo da luta pelo próprio burilamento, no fechado recinto do coração.
 
 
(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier.)
Reformador – Junho de 1971
 
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Publicado por em 19/05/2012 em Espiritualidade

 

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Harmonia das diferenças

 
Você já pensou que o nosso grande problema, nas relações pessoais, é que desejamos que os outros sejam iguais a nós?
Em se falando de amigos, desejamos que eles gostem exatamente do que gostamos, que apreciem o mesmo gênero de filmes e música que constituem o nosso prazer.
No âmbito familiar, prezaríamos que todos os componentes da família fossem ordeiros, organizados e disciplinados como nós.
No ambiente de trabalho, reclamamos dos que deixam a cadeira fora do lugar, papel espalhado sobre a mesa e que derramam café, quando se servem.
Dizemos que são relaxados e que é muito difícil conviver com pessoas tão diferentes de nós mesmos. Por vezes, chegamos às raias da infelicidade, por essas questões.
E isso nos recorda da história de um menino chamado Pedro. Ele tinha algumas dificuldades muito próprias. Por exemplo, quando tentava desenhar uma linha reta, ela saía toda torta.
Quando todos à sua volta olhavam para cima, ele olhava para baixo. Ficava olhando para as formigas, os caracóis, em sua marcha lenta, as florzinhas do caminho.
Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado, chovia. E lá se ia por água abaixo todo o piquenique programado.
Um dia, de manhã bem cedo, quando Pedro estava andando de costas contra o vento, ele deu um encontrão em uma menina e descobriu que ela se chamava Tina. E tudo o que ela fazia era certinho.
Ela nunca amarrava os cordões de seus sapatos de forma incorreta nem virava o pão com a manteiga para baixo.
Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e até sabia escrever o seu nome direito.
Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Foi ela que lhe mostrou a diferença entre direito e esquerdo. Entre a frente e as costas.
Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore.
Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Os dois acharam tudo muito engraçado. A casa ficou linda, embora as trapalhadas de Pedro.
Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. Ela gostava da forma de Pedro viver e ver a vida.
Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. E toda vez que brincavam, Tina colocava o chapéu e o casaco, para ficar mais parecida com Pedro.
Depois, Pedro ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas.
Juntos, rolaram morro abaixo. E juntos aprenderam a fazer aviões de papel e a fazê-los voar para muito longe.
Um com o outro, aprenderam a ser amigos até debaixo d’água. E para sempre.
Eles aprenderam que o delicioso em um relacionamento é harmonizar as diferenças.
Aprenderam que as diferenças são importantes, porque o que um não sabe, o outro ensina. Aquilo que é difícil para um, pode ser feito ou ensinado pelo outro.
É assim que se cresce no mundo. Por causa das grandes diferenças entre as criaturas que o habitam.
A Sabedoria Divina colocou as pessoas no mundo, com tendências e gostos diferentes umas das outras.
Também em níveis culturais diversos e degraus evolutivos diferentes.
Tudo para nos ensinar que o grande segredo do progresso está exatamente em aprendermos uns com os outros, a trocar experiências e valorizar as diferenças.

Redação do Momento Espírita com base no livro
Pedro e Tina, de autoria de Stephen Michael King, ed. Brinquebook. Em 08.03.2010
 
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Publicado por em 14/03/2012 em Reflexão

 

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