RSS

Arquivo de etiquetas: honestidade

O endereço certo

conselhos

O jovem rapaz fazia os últimos preparativos para a viagem que se avizinhava.

Ficaria distante da família, do país, na busca de novos desafios profissionais.

Estava às portas de iniciar uma nova fase da vida, na qual precisaria se afastar do lar, dos amigos.

Pela primeira vez, pensava ele, estaria sozinho, dono de si e de seu destino.

Os vinte e poucos anos davam-lhe o combustível para correr em busca dos sonhos e das aventuras, no desejo natural de se descobrir e descobrir a vida.

Certo dia, o avô o chamou, pois queria ter com ele uma conversa antes de partir.

Recebido entre abraços e brincadeiras carinhosas, o velho senhor o convidou a ouvi-lo, pois tinha um último conselho a lhe dar antes da viagem.

O jovem, afeito aos cuidados naturais do avô, imaginou que seriam as falas de sempre, aqueles conselhos para se cuidar, mandar notícias, e outras coisas do gênero.

Sentou-se e esperou. Contudo, com o peso da sabedoria que os anos lhe possibilitavam, o avô o olhou, profundamente, nos olhos e lhe disse:

Meu filho, por onde quer que você vá, não importam os caminhos e possibilidades que a vida lhe oferte, lembre-se de nunca perder o endereço de sua casa.

O rapaz achou, a princípio, que se tratava de alguma brincadeira, ou mesmo que o juízo do avô falhara por alguns instantes. Afinal, como ele iria esquecer o nome da rua, o número da casa que lhe fora lar por toda a vida?

Como assim, vovô, perder o endereço de casa? O senhor acha que eu não vou me lembrar onde moro?

Depois de uma pausa natural, o ancião explicou:

Meu filho, muitos serão os convites que lhe chegarão. E cada convite, será uma bifurcação na estrada de sua vida. Você terá a opção de ir para um lado ou para outro.

Terá sempre a chance de dizer sim ou de dizer não. A sua resposta, para cada convite é que definirá o rumo de sua caminhada, o destino que você estará construindo para si mesmo.

Assim, quando tiver dúvidas, quando se perguntar se vale a pena isso ou aquilo, lembre-se do endereço de sua casa.

Lembre-se dos valores com que foi educado. Lembre-se de que é aqui que você aprendeu a ser honesto, honrado, solidário com o próximo, a ser uma pessoa de bem.

As propostas que o afastarem da sua casa, tenha certeza, não valerão à pena.

Não importa se possam acenar com sucesso, conquistas, dinheiro ou reconhecimento social.

Escutando as valiosas palavras do avô, o jovem, emocionado, o abraçou, guardando na alma a lição.

****************

Os valores recebidos no lar deverão nos acompanhar vida afora, aonde quer que nos conduzam nossos passos e nas mais diversas circunstâncias, sorria-nos o sucesso ou as momentâneas nuvens do fracasso.

Os conselhos dos que nos antecederam na jornada reencarnatória devem nos merecer acurada reflexão, uma vez que, tendo experienciado determinadas lutas, eles têm, além do peso natural dos anos, a própria vivência a lhes guiar as palavras.

Pensemos nisso. Fiquemos atentos às ponderações dos que nos querem bem e somente desejam que sejamos felizes nesta vida, sob a bandeira da honestidade e da dignidade.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 7.8.2014.

 
1 Comentário

Publicado por em 08/08/2014 em Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , , , ,

Sinceridade

sinceridade

Há quem viva alardeando possuir esta virtude baseando-se no fato de, como dizem os ‘mais antigos ‘… ‘Não ter papas na língua’ e dizer sempre o que pensa.

Mas sinceridade é muito mais do que isso. Sinceridade é não só dizer o que se pensa, mas realmente sentir e vivenciar o que idealizamos e dizemos

Posso dizer que sou honesta e reclamar da desonestidade alheia, mas se no momento em que sou chamada a vivenciar esta virtude ao não aceitar certas ‘ facilidades’, que podem prejudicar o próximo, inventar qualquer argumento que tente justificar aceitação e a prática desonesta… Não serei sincera nem comigo mesma.

Existirão muitos momentos em que pensarei que sou amiga verdadeira e lamentarei a ingratidão, a indiferença e a impaciência dos outros, porém se fizer uma revisão em minhas atitudes, certamente encontrarei ocasiões em que não vivi o que penso de mim mesma e fui ingrata, indiferente, impaciente…

– Se digo que sou amiga sincera, precisarei compreender que muitas vezes terei que pedir perdão mesmo estando convicta de que tenho razão, pois se sou verdadeiramente amiga  do meu amigo (a), não o abandonarei na primeira discussão ou dificuldade que surgir entre nós.

– Se digo que amo meu companheiro (a) sinceramente, terei que entender que em vários momentos vou precisar escolher entre ter razão e ser feliz… E não poderei desistir desse amor no primeiro desentendimento. Ainda por vezes, vou ter que renunciar a minha própria felicidade para poder ver quem eu amo feliz.

Muito mais do que palavras fortes e impactantes, que no máximo servirão para realçar o meu orgulho inútil e a minha frágil prepotência, sinceridade tem a ver com sentimento, atitude, compromisso, coerência e todas as suas aplicações e implicações.

É um aprendizado constante, que requer coração e mente abertos sem medo de seguir em frente com determinação e nem de, se for preciso, voltar atrás, reconhecer os erros, fazer o que for possível para repará-los e recomeçar.

Silvia Gomes

 
1 Comentário

Publicado por em 15/09/2013 em Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , ,

Somos maioria

bondade

Nunca antes na Humanidade houve tantas pessoas fazendo o bem e amando o próximo como em nossos dias.

À primeira vista, a frase parece fora de contexto e mesmo alienada das coisas que vemos.

Temos a impressão de que todos estão fazendo o mal, que poucos são honestos, que ninguém respeita o próximo.

Vemos as notícias na televisão, lemos manchetes nos jornais, escutamos conversas no trabalho e na condução.

Tudo parece convergir e se dirigir para a maldade, para o prejuízo alheio, para gerar dificuldades.

Porém, o que ocorre é que escutamos meias verdades, ou às vezes um pedaço bem pequeno de verdade e, apenas com isso, concluímos ser o todo.

O que não vemos nos noticiários são os milhares de heróis anônimos que ganham sua vida no trabalho honesto e que, com responsabilidade, criam os seus filhos.

Não é notícia as mães e os pais que velam horas a fio o sono de seus filhos para terem certeza que estão bem; que acompanham seus deveres escolares e os educam com amor e carinho.

Poucos comentam a respeito da multidão de voluntários que dedicam horas e horas para minimizar dores, dificuldades e problemas do próximo que, na maioria das vezes é alguém desconhecido. E tudo isso fazem pelo prazer de ajudar.PROJETO FAZENDO O BEM

Esquecemos que se há muitos que transgridem as leis, nunca tivemos tanta proteção legal para as crianças, os idosos, as mulheres e tantas outras minorias na sociedade.

Se ainda existem políticos que não honram seus cargos e missões públicas, há muitos funcionários públicos que trabalham além do que seus contratos preveem, pelo ideal de melhorar a vida da população.

São inúmeros os pesquisadores e cientistas, que dedicam suas vidas para solucionar problemas, encurtar distâncias, salvar vidas, oferecer conforto e bem-estar a todos.

Debruçam-se nos laboratórios, utilizando-se de sua inteligência e ciência, no ideal de conseguir algo que beneficie a Humanidade.

Esquecemos que incontáveis são os médicos, professores, ou ainda garis e pedreiros, que cumprem muito mais que sua missão e seu dever profissional.fazendo o bem_g

São muitos aqueles que se doam generosamente, que oferecem o melhor que possuem, para também contribuir por um mundo melhor.

Há muito mais pessoas honestas que desonestos no mundo. Há muito mais bondade que maldade no coração da maioria de nós. Há muito mais pessoas fazendo o bem do que prejudicando.

Assim, ao olharmos nossa sociedade, lembremos que não estamos sós nem somos minoria aqueles que fazemos o bem, que somos honestos e idealistas.

Apenas somos, aparentemente, transparentes uns para os outros.

Não nos vemos, porém, estamos todos agindo para que os dias, um após o outro, tornem-se melhores e mais felizes.

Dessa forma, não devemos jamais desistir do nosso ideal.

Ao nos imaginarmos sozinhos, basta que olhemos para o lado, e logo perceberemos que somos uma grande maioria, uma multidão mesmo aqueles que semeamos o bem, a justiça e a paz nas estradas da vida.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 25.4.2013.

 
1 Comentário

Publicado por em 29/04/2013 em Otimismo

 

Etiquetas: , , , , , , , , ,

É possível ser bom

          

Há no mundo pessoas cuja bondade causa encantamento geral.

São exemplos: madre Teresa de Calcutá, irmã Dulce, Francisco Cândido Xavier, dentre outros.

Não há nada como a grandeza alheia para fazer a criatura perceber a própria pequenez. 

Assim, o altruísmo dessas grandes almas torna as pessoas conscientes da necessidade de burilarem o próprio caráter.

Ao mesmo tempo, exemplos de virtudes tão transcendentes parecem demasiado longínquos às criaturas comuns.

Realmente, ninguém vira missionário do amor de um momento para outro.

Ocorre que o bem possui infinitas formas. Não é necessário ser sublime para ser bom.

As virtudes são conquistas graduais do espírito, que lentamente as incorpora em seu modo de ser.

A criatura aprende a amar em um círculo restrito, composto de familiares e amigos.

Paulatinamente, ela expande o sentimento, que por fim abarca a humanidade toda. Jesus é o perfeito exemplo do amor universal. 

Malgrado as fissuras morais que ainda caracterizam a humanidade, ele nos ama profundamente.

Ainda estamos muito longe de tão sublime sentimento. Mas em algum momento é preciso que nos decidamos pelo bem.

A vaidade faz com que o homem vincule a idéia de virtude a atos retumbantes. Ele imagina que somente assim todos perceberiam o seu valor e o admirariam.

Nessa ótica, pequenas coisas não teriam qualquer valor. Mas é a soma de diminutos esforços que conduz a um grande resultado. Ademais, a felicidade, que constitui a meta real da humanidade, não se identifica com a aclamação pública.

Esse sentimento de plenitude relaciona-se com a paz de quem possui a consciência tranqüila.

Ante a exortação do cristo: “amai-vos”, torna-se evidente nosso dever de colaboração mútua. Somente quem procura auxiliar o progresso geral realiza sua missão na terra. E não há como viver em paz traindo o próprio destino.

Na verdade, todos no mundo têm oportunidade de ser úteis. Apenas o egoísmo impede a prática do bem.
Talvez ainda não tenhamos estofo moral para atos de genuíno desprendimento. Quiçá, dedicar a vida ao bem coletivo ainda não esteja ao nosso alcance.

Mas podemos fazer o bem em nosso restrito círculo de atuação. Embora certas atitudes sejam singelas, elas constituem os primeiros passos na direção ao sumo bem.

Por exemplo, ser bom pai, filho ou irmão. Não é preciso ostentar virtudes angelicais para tratar bem os
subordinados, para ser um bom profissional.

A gentileza com o próximo, qualquer que seja a sua situação, não demanda grande esforço. Ser pontual, honesto e confiável também nada tem de excepcional. Contudo, tais características são preciosas na vida em sociedade.

Imagine-se um ambiente composto exclusivamente de seres gentis, íntegros e cumpridores de seus deveres. Não é difícil conceber o quão prazeroso seria viver nele.

O clima psíquico da terra compõe-se da vibração de todas as
pessoas que a ela se vinculam.

Está em nossas mãos colaborar para que nosso planeta gradualmente se converta em um paraíso. Para tal, não são necessários atos grandiosos.

Basta fazermos o bem na medida de nossas possibilidades.
Pensemos nisso.

 

Equipe de Redação do Momento Espírita.

 
2 Comentários

Publicado por em 28/02/2012 em Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , ,