RSS

Arquivo de etiquetas: Jesus

Trombetas modernas

trombetas modernas

Há mais de dois mil anos, quando Jesus estava entre nós, era comum as pessoas fazerem doações para os necessitados.

Cofres eram colocados numa determinada área dos templos denominada gazofilácio. Eles tinham bocas de metal em forma de grandes cones, conhecidos como trombetas.

Quando moedas eram lançadas neles, elas ressoavam e faziam barulho. Muitas vezes, ricos senhores jogavam suas moedas com estardalhaço, fazendo cantar as trombetas, com o objetivo de que as pessoas soubessem que estavam depositando ali grandes doações.

É a essas pessoas que Jesus Se refere, dizendo: Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.

*   *   *

Fazer o bem pressupõe anonimato, silêncio dos próprios atos.

Aqueles que alardeiam o que fazem, buscam aprovação e admiração dos demais, e dessa forma o bem não é praticado com desinteresse. Agem para alimentar a vaidade e sobressair perante a comunidade.

É possível ver algumas ações de caridade, anunciadas nas trombetas modernas: espaços em que as pessoas noticiam o que fazem, como jornais, revistas e redes sociais.

Algumas chegam a produzir vídeos caseiros e postar na Internet. Neles, pode-se ver pessoas simples – muitas vezes constrangidas – recebendo doações de brinquedos, roupas, dinheiro, e agradecendo a quem fez a doação.

A isso não podemos chamar de caridade, porque a caridade não constrange, não expõe quem a recebe, nem exige reconhecimento.

Caridade verdadeira é um gesto de amor e respeito para com o semelhante. Um ato, cujo único interesse é ver o bem do próximo, sem aguardar retribuição ou reconhecimento.

Tal gesto é, também, caridade moral, pois não fere o amor próprio de quem recebe.

A verdadeira caridade é delicada e dissimula habilmente o benefício que oferta, evitando melindrar quem está em posição de recebê-la.

A verdadeira caridade não coloca quem a faz em posição de superioridade em relação ao que recebe, mas os iguala, porque é realizada entre irmãos.

Também é acompanhada de palavras afáveis, gentis, evitando aumentar o sofrimento de quem se encontra em necessidade.

A verdadeira caridade cala o que faz porque sabe que se hoje está em posição de ajudar, no passado talvez tenha estado em posição de receber.

E se, atualmente, pode oferecer algo ao próximo, sente-se grata a ele por lhe proporcionar a oportunidade de se tornar melhor e praticar o que o Mestre ensinou.

Por mais atrativas que sejam as trombetas modernas, promovendo pessoas com a desculpa de compartilhar boas ações, os que compreendem o verdadeiro sentido da caridade não se deixam seduzir e preferem o anonimato, compartilhando o bem que fazem, exclusivamente com quem realmente importa: Deus, nosso Pai.

Esse Pai amoroso e bom que oferece o ar, o sol, a chuva a todos. O Criador que dispôs as belezas da natureza e a cada dia prepara novas maravilhas, simplesmente para que Seus filhos sejam felizes, no bendito lar chamado Terra.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 13, de
O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB
e no Evangelho de Mateus,  cap. 6, versículo 2.
Em 3.2.2016.

Anúncios
 
1 Comentário

Publicado por em 13/02/2016 em Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Incondicionalmente Amor

Quando o Divino Mestre nos brindou com sua presença aqui na Terra, o fez por infinito e incondicional amor e reacendeu a Chama Divina, já contida em nós desde a nossa criação.

Falou, mas principalmente exemplificou o amor puro e sincero que não pede algo em troca, que abriga a todos sem exigir nada que não seja da vontade de cada um.

Aceitando cada ser com suas peculiaridades, apenas indicando o caminho certo para encontrarmos a paz, a harmonia e finalmente em toda a plenitude sermos luz.

No momento em que disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida”, convidou-nos a segui-lo, fazendo o que Ele fazia e não simplesmente, para proferirmos suas sábias palavras por desencargo de consciência, como um hábito ou uma tradição que passa de pai para filho.

Ensinou a sermos felizes com a felicidade do outro, mesmo que isso signifique renúncia de nossa parte. A dividirmos o pão, a respeitarmos a Natureza, a sermos justos e a jamais atentarmos contra a vida do nosso irmão e nem contra a nossa própria vida.

Mostrou que precisamos uns dos outros para progredir e que os tesouros efêmeros da Terra não se comparam aos valores do Espírito.

Exemplificou ainda, que o amor é o mais importante e que quanto mais o doarmos, mais ele cresce dentro de nós, dando sentido a nossa vida.

Mas, muitas e muitas vezes deixamos essa chama enfraquecer, duvidamos da sua luz e nos perdemos nos labirintos das sensações insatisfeitas, dando lugar a depressão, tristeza e melancolia.

Por mais que não queiramos ver, temos na nossa trajetória, todos nós, momentos em que de alguma maneira seguimos o exemplo de Jesus.

Seja quando cuidamos com zelo e carinho de nossos filhos, pais e irmãos, quando doamos nosso tempo para ouvir um amigo ou quando nos dispomos a auxiliar em alguma causa comunitária, entre outros.

Até agora, é bem verdade, ainda restritos ao âmbito familiar e a um pequeno círculo social, demonstrando  nossas muitas limitações.

Mas cada um de nós no seu passo, na sua velocidade, reacenderá a Divina Chama, que é parte integrante da nossa alma e envolverá seus semelhantes e todos os seres do Universo em um incondicional Amor que derrubará todos os muros que ainda insistimos em construir.

Silvia Gomes

 
2 Comentários

Publicado por em 13/11/2012 em Espiritualidade

 

Etiquetas: , , , , , , , , ,

A grandeza da compaixão

Algumas das mais lindas histórias da Humanidade podem ser encontradas na literatura da velha Índia.

A que você vai conhecer agora está no poema épico Mahabharata.

Uma grande batalha estava prestes a ocorrer: os Kurus e seus primos Pandavas se enfrentariam, dentro de poucas horas.
 
Mas, instantes antes do início da batalha, os olhos do príncipe Krishna pousaram sobre uma avezinha que estremecia diante dos ruídos da guerra. Era uma ventoinha.
 
O passarinho havia feito seu ninho em meio à grama alta. Logo, os elefantes e cavalos da guerra esmagariam os ovinhos que abrigavam os filhotes.

Os olhos claros de Krishna se encheram de compaixão. Desceu da carruagem e aproximou-se.

Viu a avezinha que se recusava a abandonar o ninho indefeso. Ouviu seus pios desesperados. Observou como ela se debatia, aflita, adivinhando o perigo iminente. Comoveu-se.

Mãezinha – disse Krishna – que bela é a devoção que tens à tua família! Que elevada forma de amor há em teu coração.

Buscou então um pesado sino de bronze e, cuidadosamente, cobriu a mãe e o ninho.

Conta a História que a batalha foi terrível, mas, quando terminou, a família de passarinhos estava a salvo.

Os milênios se passaram e aquele campo de batalha ainda existe na Índia. E nele se pode ouvir os pios das ventoinhas que ali fazem seus ninhos.

São a lembrança viva do gentil Krishna e de sua compaixão por todos os seres vivos.

Que lição temos nesta história singela! E como podemos estendê-la às nossas vidas.

Compaixão é enxergar o sofrimento do outro, mesmo quando estamos em meio aos nossos próprios problemas.

Compaixão é uma doce palavra, que torna o coração sensível e está muito além de somente comover-se com o sofrimento material de alguém.

É claro que fome, pobreza e doença sensibilizam a alma, mas a compaixão também pode ser traduzida pelo sentimento de compreensão perante as pessoas difíceis, pelo perdão a quem nos ofende e maltrata.

Diga-se, a mais difícil forma de compaixão é tolerar aqueles que são desagradáveis ou causam prejuízos.

Portanto, a mais séria pergunta é: Como amar os que nos humilham sem nos tornarmos covardes?

A resposta foi dada por Jesus: Seja o teu dizer sim, sim; não, não. Isto é: sinceridade, transparência sempre. Mas tudo isso dulcificado pela compaixão.

Não se trata de achar que o outro é um coitado ou um medíocre. Quem pensa assim está desprezando a outra pessoa.

O estado de compaixão compreende o próximo verdadeiramente. Não se põe em posição superior a ele. Não o humilha.
 
A verdadeira compaixão é generosa. Ela entende o momento e as razões da outra pessoa.

Um exemplo de gesto de compaixão está em Jesus: no alto da cruz, fustigado por fome e sede, traído pelos amigos,  torturado pelos homens, ele ergueu os olhos para o Céu.

E pediu simplesmente ao Pai Celeste: “Perdoa-os, Pai, pois não sabem o que fazem.

Não lhes enumerou os erros, mas suplicou para eles o perdão Divino.

Certamente cada um dos que feriram Jesus carregou, durante anos a fio, o peso do remorso. A Lei Divina não deixou de agir neles.

Mas, enquanto Seus algozes permaneciam na Terra, açoitados pela própria consciência, o Cristo seguia adiante, em paz consigo mesmo.

Hoje – pelo menos hoje – pense na grandeza desse gesto e imite Jesus.
 
 
Redação do Momento Espírita.
Em 26.02.2008.
 
1 Comentário

Publicado por em 01/10/2012 em Reflexão

 

Etiquetas: , , , , , , , , ,

Sempre o amor

 
 
“Há duas espécies de afeições; a do corpo e a da alma e, frequentemente se toma uma pela outra . A afeição da alma, quando é pura e simpática, é durável; a do corpo é perecível. Eis porque frequentemente, aqueles que crêem se amar, com um amor eterno, se odeiam quando a ilusão termina. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec (Final da resposta 939)”
 
A palavra amor nos dias de hoje, possui uma vasta aplicação teórica que a vulgariza e a torna desgastada, de difícil caracterização no que toca à sinceridade de quem a usa.
 
Amar significa doar-se. Doar do que tem e, sobretudo, de si mesmo.
 
Aprendeu a amar aquele que freqüentou e foi aprovado na escola da renúncia, da paciência e do perdão. Hoje, os que dizem amar pretendem possuir, impor diretrizes, cercear ideais. Temos o que retemos e retemos aquilo a que franqueamos liberdade.
 
Amar ao próximo constitui tal raridade nos dias atuais, que quando surge alguém mais fraterno, logo é rotulado de puxa-saco, ou colocado entre os que procuram vantagens pessoais pela bajulação.
 
Dias há em que encontramos dificuldade em amar até aos amigos, imaginem aos inimigos, como aconselha o evangelho.
 
O amor doação é conquista rara de raros Espíritos, que renunciam a si próprios e seguem limpando chagas e enxugando lágrimas pelo vale dos aflitos.
 
Quem diz amar e ausenta-se da disciplina, não ama. Quem se diz amoroso e não se faz de enfermeiro, não ama.
 
Ama aquele que, reconhecendo-se frágil, faz-se forte para amparar a enfermidade. É comum ouvirmos jovens, em confidências, dizerem: – Eu te amo! No entanto, não resistem por um mês no teste de convivência.
 
O exemplo maior dessa virtude é Jesus. Se Kardec foi o bom senso encarnado, Jesus foi o amor encarnado, clarificando com a sua luz gloriosa as nossas trevas espirituais. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
 
Eis a receita para a felicidade neste mundo. Mais de dois mil anos passados e o homem ainda não conseguiu adaptar-se a este mandamento, preferindo o “armai-vos uns aos outros”.
 
Quando nos amaremos? Talvez a dor seja a única mestra a saber de tais perspectivas.
 
 
Retirado do livro “Diário de um Doutrinador – Luiz Gonzaga Pinheiro”
 
3 Comentários

Publicado por em 06/07/2012 em Espiritualidade

 

Etiquetas: , , , , , , , , , ,