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Arquivo de etiquetas: juventude

Canção do sonho acabado

Já tive a rosa do amor
– rubra rosa, sem pudor.
Cobicei, cheirei, colhi.
Mas ela despetalou
E outra igual, nunca mais vi.
Já vivi mil aventuras,
Me embriaguei de alegria!
Mas os risos da ventura,
No limiar da loucura,
Se tornaram fantasia…
Já almejei felicidade,
Mãos dadas, fraternidade,
Um ideal sem fronteiras
– utopia! Voou ligeira,
Nas asas da liberdade.
Desejei viver. Demais!
Segurar a juventude,
Prender o tempo na mão,
Plantar o lírio da paz!
Mas nem mesmo isto eu pude:
Tentei, porém nada fiz…
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis… mas não quero mais…

CECÍLIA MEIRELES

 
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Publicado por em 03/08/2017 em Poesia

 

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A melhor idade

a melhor idade

Qual será a melhor idade para o ser humano? É comum se denominar melhor idade a que está acima dos cinquenta e oito anos.

Pessoas mais maduras costumam brincar, indagando: Melhor idade para quê? Para morrer, para ficar doente, ficar sozinho, para cair? E por aí vão, desfiando o rosário do que acreditam acompanhe aqueles que se encontram beirando a casa dos sessenta anos para mais.

Se perguntarmos, no entanto, às pessoas, qual consideram ser a melhor idade, as respostas variam ao infinito. Vejamos que, quando somos crianças, de um modo geral, ficamos ansiosos para crescer, ter mais anos somados à nossa idade porque isso significa maior independência.

Afinal, os irmãos mais velhos têm liberdade para fazer uma série de coisas que nos são interditadas. Com dez anos, poderemos andar no banco da frente do carro.

Com doze anos, teremos liberdade para assistir certos filmes.

Quando estamos na adolescência, desejamos galgar os degraus da juventude com presteza. Afinal, a juventude é o momento glorioso para os desafios serem vencidos, um a um: a faculdade, as viagens internacionais, a possibilidade de um emprego.

Em alguns momentos, ansiamos pela madureza porque olhamos aqueles que já concluíram os estudos universitários e estão triunfando em suas profissões.

Olhamos para os que têm certa estabilidade financeira e os invejamos. Os que já constituíram a família e desfrutam da alegria da maternidade e da paternidade. Ah, quando chegarmos lá!

É bem natural, também, que, em certas fases mais duras da vida ou de muitas cobranças e deveres, olhemos para os anos passados e expressemos: Eu era feliz e não sabia.

Que saudades da minha infância: sem maiores compromissos, sem ter tanta conta para pagar, sem ter que levantar tão cedo, todos os dias, para atender a agenda lotada.

Ou nos recordamos da juventude e lamentamos o tempo passado. Como era boa a juventude. Saíamos para dançar à noite e, no dia seguinte, aguentávamos o trabalho, sem maiores problemas.

Viajávamos nos finais de semana, para a praia, jogávamos futebol e, na segunda-feira, lá estávamos nós, no batente.

Somos assim mesmo: ora olhando para a frente, vivendo a ansiedade dos dias futuros. Ora contemplando o passado, que nos parece mais feliz do que quando por ele transitamos.

Então, qual será a melhor idade: a infância, a adolescência, a juventude, a madureza, a velhice?

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Acreditemos: a melhor idade é sempre aquela que estamos vivendo, com sabedoria, desfrutando minuto a minuto, dia a dia.

Cada fase tem seu encanto. A infância é o período dos folguedos, das brincadeiras despreocupadas, do amanhã risonho e pleno de fantasias.

A adolescência é o período das descobertas, das paixões que explodem pela manhã e morrem com o entardecer.

A juventude é o período das conquistas, as surpresas com o curso escolhido, o diploma conquistado arduamente, a carreira que se inicia, a constituição de um novo lar.

Na madureza, a carreira exitosa, os filhos crescidos, novos horizontes que se abrem.

E a velhice é a idade de gozar o aconchego dos netinhos, de realizar as viagens sonhadas em tantos dias, planejar ainda e sempre o amanhã.

Portanto, a melhor idade é aquela em que nos encontramos por ser a única sobre a qual podemos agir.

Por isso, vivamos intensamente o dia de hoje, com a nossa melhor idade. 

Redação do Momento Espírita.
Em 2.4.2014.

 
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Publicado por em 05/04/2014 em Reflexão

 

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Viajantes

 
De muitos deles tiveste notícia da glória que ostentavam na Terra.
 
Pompeavam adornos de alto preço e chamavam-se príncipes.
Brandiam armas sanguinolentas e faziam-se chefes.
Mostravam brasões e manejavam a autoridade.
 
Eram mulheres primorosamente vestidas e atuavam no pensamento dos ditadores,
alterando a sorte das multidões.
 
Entretanto, apenas viajavam no caminho dos homens…
Outros muitos conheceste de perto.
Urdiam golpes de inteligência e dirigiam enormes comunidades.
 
Sobraçavam livros famosos e tornavam-se mestres.
Amontoavam dinheiro e erguiam-se poderosos.
 
Exibiam louros da mocidade e articulavam aventuras e sonhos.
Contudo, viajavam também…
Se eram bons ou maus, justos ou injustos, realmente não sabes, porque as verdadeiras contas de cada um são examinadas além…
 
No entanto, não ignoras que nem o poder e nem o encargo, nem a juventude e nem o ouro, nem a fama e nem a Ciência lhes conferiram qualquer privilégio de fixação.
Todos passaram, uns após outros…
 
Pensa nisso e recorda que te encontras no mundo igualmente em viagem.
No último dia da grande romagem, nada carregarás contigo do que temporariamente desfrutas, a não ser aquilo que fizeste e colocaste em ti mesmo.
Ninguém te aconselha a fazer da existência o culto inveterado da morte, mas é imperioso caminhes na convicção de que a vida prossegue…

Emmanuel
Mensagem “VIAJANTES

(Reunião pública, 28-4-61, do livro “Justiça Divina”, F.C. Xavier)

 
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Publicado por em 22/06/2012 em Espiritualidade

 

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