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Tons da paz

tons da paz

Muita gente deseja viver em paz convivendo, paradoxalmente, com situações que a tornam impossível. Ninguém consegue viver em paz, desrespeitando os direitos alheios.

Não se vive em paz cultivando na alma os corrosivos da mágoa, da inveja, da prepotência, da ingratidão, do desrespeito.

A paz consciente é incompatível com a ignorância e com o descaso.

Não se pode construir a paz nas bases da indiferença moral, nem nos alicerces da violência íntima disfarçada de autenticidade.

…Muita gente deseja viver em paz convivendo, paradoxalmente, com situações que a tornam impossível.

A paz que não está sedimentada na razão e no mais profundo sentimento de amor ao próximo, não é paz, é ilusão.

Quem observa a superfície calma das águas de um charco, por exemplo, pode ter a ilusão de vislumbrar a mansuetude, mas se sondar as profundezas, encontrará miasmas pestilentos e odor fétido de podridão.

Para que a nossa paz não passe de mera ilusão, nossas atitudes precisam ser iluminadas pela luz da razão e aquecidas pelo sol do sentimento.

Certa vez alguém escreveu sobre a paz:

Paz é suave melodia, extraída da alma pelos dedos invisíveis da consciência tranquila.

É canção que cala a voz da violência, que desperta consciências e dulcifica quem a possui.

A paz tem a singeleza e o perfume de flores silvestres, cultivadas no solo fértil da lucidez, pelas mãos habilidosas da razão e do sentimento.

E é nesse jardim da alma que brotam as sementes da ternura e da compaixão, do afeto e da mansuetude.

Um coração sem paz é como uma orquestra sem tons nem sons, sem flores nem perfumes, sem leveza e sem harmonia.

A vida sem paz é como embarcação que navega sem luz, que desconhece o caminho e se perde na imensidão de breu.

A paz, ao contrário, enobrece os dons da alma e acarinha a vida…

Tem a suavidade da brisa, ao amanhecer… e os vários tons multicores que despertam a aurora.

Possui o vigor da mais pujante sinfonia e a sutileza entre tons e semitons.

Paz: a sinfonia perfeita cuja maior nota é o amor.

Quando essa sinfonia ecoa nos corações, produz tons e sons na mais perfeita harmonia…

Para extrair da alma a melodia da paz é preciso afinar os acordes da razão e do sentimento, as duas asas que nos guindarão para a luz inapagável, que a todos nos aguarda no limiar do infinito.

 

E é tão fácil a conquista da paz!…

Basta que não ambiciones em demasia; que corrijas os ângulos da observação da vida; que ames e perdoes; que te entregues às mãos de Deus que cuida das “aves do céu” e dos “lírios do campo” e que, por fim, cumpras fielmente com teus deveres.

 

Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do verbete Paz, do
livro Repositório de sabedoria,  v. II, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.
Em 05.03.2012.

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Publicado por em 04/02/2013 em Reflexão

 

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Deixa o sol entrar

JANELA

Os dias difíceis que vivemos hoje, com tantas tragédias nas manchetes dos jornais e telejornais, dando conta de inúmeros conflitos nas relações humanas, transformam nossas vidas em algo pesado… denso… tenso… e nublado.

Definitivamente não foi para viver assim que Deus nos criou.

Construiu o Universo lindo e perfeito em que nos movimentamos, para que pudéssemos sentir e vivenciar o Seu Amor.

Criou a Natureza maravilhosa e perfeitamente harmoniosa, para que dela retirássemos necessário para a nossa sobrevivência, a fim de preservarmos nosso corpo, que é o instrumento de nossa evolução.

Para, através da convivência com nossos semelhantes e com todos os seres da Criação, aprendermos a amar.

Mesmo tendo mandado seu mais iluminado filho para guiar a humanidade com segurança no caminho da Verdade, os corações humanos ainda não se abriram para a Luz Divina.

Acordamos todos os dias com a luz solar, convidando-nos a viver a vida com leveza, no entanto não abrimos as janelas de nossa alma, insistimos em dormir até tarde.

Lá no fundo, todos, sabemos que a vida é eterna e que teremos infinitas chances de acertar o passo. Mas, que vantagem temos, em adiar indefinidamente a entrada na estrada iluminada, insistindo em trilhar caminhos escuros, que só deixam na boca o gosto amargo do arrependimento?

A vida não precisa ser pesada e nublada, pois mesmo nos dias de chuva, a beleza e a leveza podem nos acompanhar se deixarmos o sol do Amor Divino entrar em nossa casa, em nosso coração.

Não percamos mais tempo! Todos, desejamos viver melhor, amar e ser amados. Todos reivindicamos o direito a felicidade.

Todos, queremos ter ar puro para respirar, água limpa para beber, uma cama aconchegante para descansar da luta diária…

Por que alguns se acham no direito de ter tudo só para si? Não só as coisas materiais, mas também as emoções e os sentimentos, sem compartilhar sem dividir?

Esse egoísmo é que faz a vida mais pesada. Por que carregar esta bagagem inútil?

Deixa o sol entrar, se deixe aquecer pelo seu calor e iluminar pela sua luz, mas não o queira só para si.

Compartilhe… distribua… espalhe e perceberá que é inesgotável a fonte  do Amor!

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 12/01/2013 em Reflexão

 

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Invertendo a lógica

 
Incrível como vivemos em constante contradição.
 
Sofremos  porque não somos aceitos como somos por nossos semelhantes, no entanto não movemos uma palha para aceitarmos os outros como realmente  são.
 
Exigimos carinho, afeto, compreensão, porém não temos tempo nem disposição para dar afeto, carinho… não temos tempo nem vontade de compreender, de nos colocarmos no lugar do outro.
 
Apregoamos que não temos preconceitos, no entanto quando alguém de nossas relações, até mesmo as mais estreitas, se mostra um pouco diferente dos padrões estabelecidos, vamos aos poucos, nos afastando e deixando um rastro de desamor e indiferença.
 
Muitas vezes, toda uma vivência e convivência fraterna é simplesmente colocada na vala comum do esquecimento completo, por causa de uma opinião contrária a nossa em qualquer assunto banal do dia a dia, que fará então em questões mais profundas.
 
Nossa lógica é exigir dos outros o amor que ainda não sabemos ou muitas vezes não queremos dar.  É não nos conformarmos quando os outros não agem de acordo com o nosso código de conduta e criticarmos severamente e sem absolvição.
 
A frase mais usada é: “Hoje em dia é tudo assim, não se tem mais respeito por nada, todo mundo é igual.” O que significa que somente nós somos os guardiões da moral e dos bons costumes e pairamos acima de tudo e de todos.
 
Afinal, se no nosso entender, “a terra está arrasada”… e, “se passa o tempo e tudo piora”…quem sabe usemos nossa capacidade de reflexão e atentemos para a possibilidade de que esta atitude perante a vida pode estar errada.
 
Quem sabe invertemos a lógica e tentamos nós mesmos ser a mudança que queremos ver no mundo.
 
Que tal, abrirmos o coração e passarmos a dar mais amor, carinho e atenção ao próximo.
 
Talvez ao invés de querermos ter mais amor, amigos e reconhecimento, sejamos nós a dar mais amor, mais amizade, mais carinho, mais gratidão…
 
Certamente o nosso exemplo pode se espalhar e contagiar mais gente, mudando assim a lógica atual, trazendo mais leveza, liberdade e felicidade aos nossos corações.
 
Está ao nosso alcance, é só querer!
 
Silvia Gomes
 
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Publicado por em 05/10/2012 em Reflexão

 

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