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Escola

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Fita o mundo em derredor
E a vida que te bendiz:
Soma as bênçãos que te cercam
Não te digas infeliz.
Onde estiveres, anota
Ao senso que te conduz:
O Sol igual para todos 
É fonte jorrando luz.
Respirando, dia e noite,
Gastando ar e mais ar,
Pelas bênçãos que assimilas
Nada precisas pagar.
Toda mata é um quadro lindo
Em tela verde e formosa;
Ninguém explica na Terra
A beleza de uma rosa.
Atravessas mares, montes,
Primaveras encantadas;
Desfrutas árvores, frutos,
Cidades, campos, estradas…
Terra!… eis a escola bendita.
O lar tantas vezes meu!…
Não te digas infeliz
Na escola que Deus te deu.

Casimiro Cunha

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Publicado por em 04/02/2018 em Poesia

 

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A vida não para!

A vida não para enquanto choramos a partida rumo a pátria espiritual, daqueles que tanto amamos.

A vida não para quando o nosso grande amor resolve bater a asas voando em outros ares.

A vida não para no momento em que percebemos a indiferença daqueles por quem nutrimos imenso carinho.

A vida não para no instante em que nos sentimos sozinhos sem ninguém pra segurar a mão.

A vida não para e justamente porque não para é que ela é perfeita!

Pois logo ali adiante, a saudade dos que partiam primeiro deixa de ser dor, vira história pra lembrar e  certeza de que nos encontraremos novamente, é só uma questão de tempo.

Logo ali adiante encontraremos quem nos dê a mão, quem não será indiferente às nossas dores.

Logo ali, reconheceremos os nossos verdadeiros amigos, aqueles que celebrarão nossa presença e conseguirão perceber a nossa alma.

Como diz uma canção de Ângela Rô Rô, que marcou minha adolescência:

“Dói em mim saber que a solidão existe

E insiste no teu coração

Dói em mim sentir que a luz que guia

O meu dia, não te guia, não.

 

Quem dera pudesse

A dor que entristece

Fazer compreender

Os fracos de alma

Sem paz e sem calma

Ajudasse a ver

 

Que a vida é bela

Só nos resta viver

A vida é bela

Só nos resta viver!”

 
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Publicado por em 24/11/2017 em serenidade

 

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Telha de vidro

telha de vidro

Nem sempre a vida segue o curso que se deseja, que se espera. Assim foi com Rachel.

Depois da morte de seus pais, ela, ainda bem moça, deixou a cidade em que nascera para morar na fazenda, com os tios que mal conhecia.

Moraria na casa que havia sido construída por seu bisavô, há muito tempo.

Era uma casa muito antiga e a maior parte dos móveis eram peças pesadas e escuras que ali estavam há mais tempo do que as pessoas saberiam dizer.

Seus tios eram pessoas simples, acostumados com a vida que sempre viveram, desconfiados com tudo que pudesse alterar a rotina que lhes dava segurança.

A chegada de Rachel representou para eles um certo transtorno.

Onde ficaria instalada a sobrinha?

Como não havia um cômodo mais apropriado, deram-lhe um quarto pequeno, que ficava no sótão.

Nem o tamanho reduzido, nem o cheiro de mofo incomodaram Rachel.

O que a entristecia, naquele quartinho abafado, era apenas o fato de não ter janelas.

Não se podia ver o sol, nem o céu, nem as árvores do quintal ou as flores do jardim.

A luz limitava-se a entrar timidamente pela porta. A falta de claridade parecia encher ainda mais de tristeza o coração dolorido da moça.

Até que um dia, depois de muito ter chorado em silêncio, decidida a voltar a sorrir, ela pediu que lhe trouxessem da cidade uma telha de vidro.

Um pouco desconfiados, seus tios acabaram cedendo. Daí, um milagre aconteceu.

Mesmo sem janelas o quarto de Rachel, antes tão sombrio, passou a ser a peça mais alegre da fazenda.

Tão claro que, ao meio-dia, aparecia uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos que, só a partir de então, conheceram a luz do dia.

A lua branda e fria também se mostrava, às vezes, pelo clarão da telha milagrosa. E algumas estrelas audaciosas arriscaram surgir no espelho onde a moça se penteava.

O quartinho que era feio e sem vida, fazendo os dias de Rachel cinzentos, frios, sem luar e sem clarão, agora estava diferente.

Passou a ser cheio de claridade, luzes e brilho. Rachel voltou a sorrir.

Toda essa mudança só porque um dia ela, insatisfeita com a própria tristeza, decidiu colocar uma telha de vidro no telhado daquela casa antiga, trazendo para dentro da sua vida a luz e a alegria que faltavam.

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Muitas vezes, presos a hábitos antigos e em situações consolidadas, deixamos de lado verdades que nos fazem felizes.

Deixamos que a ausência de janelas em nossa vida escureça nossas perspectivas, enchendo de sombras o nosso sorriso e o nosso cotidiano.

Vamos nos acomodando, aceitando estruturas que sempre foram assim e que ninguém pensou em alterar, ou que não se atreveu a tanto.

Mudanças e reformas são necessárias e sadias.

Nem todas dão certo ou surtem o efeito que desejaríamos, porém, cabe-nos avaliar a realidade em que nos encontramos e traçar metas para buscar as melhorias pretendidas.

Não podemos esquecer, porém, que em busca de nossos sonhos de felicidade não devemos simplesmente passar por cima do direito dos outros.

Nesse particular, cabe-nos lembrar a orientação sempre segura de Jesus de que devemos fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.

Redação do Momento Espírita, com base no
Poema  Telha de vidro, de Rachel de Queiroz

 
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Publicado por em 25/03/2016 em Reflexão

 

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Apego ou Desapego

desapego

Desapego… que exercício difícil para nós ainda presos ao ego humano… o apego é uma das maiores ilusões da vida terrena… apegar-se a que? A quem? Apegar-se para que? Se tudo é transitório, se tudo é passageiro…

O apego é uma das fontes de maior sofrimento… quanta dor, quantas lágrimas…

O apego é o mesmo que querermos segurar o vento, o ar… somente com o desapego é que podemos ter… ter o que é da alma… porque nós não temos… nós simplesmente somos… somos o que somos.

O sofrimento do apego se inicia aqui, quando acreditamos ter posse sobre as coisas materiais; a nossa terra, a nossa casa, as nossas roupas, a nossa beleza, o nosso carro, o nosso cargo, a nossa posição social, o nosso talão 5 estrelas, o nosso cartão de crédito internacional, a nossa empresa e assim por diante…

Claro que a prosperidade é um direito do ser, é bom estarmos em sintonia com a energia da abundância cósmica, mas não podemos confundir com posse… alguns tem um forte sentimento de apego dentro de um Fusca 64 e outros passarão totalmente desapegados dentro de uma Mercedes 2014… nós aprendemos na Luz e na sombra…

Temos que perder para darmos valor ao ganhar, temos que passar pela escassez para aprendermos a buscar a abundância; e a vida é uma grande roda, que gira e gira e nós vamos vivenciando todos os desafios, todas as situações para adquirirmos sabedorias… tudo é cíclico… tudo é empréstimo temporário para o nosso aprendizado.

Quanto sofrimento é gerado à alma no momento do seu desencarne, quando, presa aos apegos terrenos… não alcança a Luz porque está olhando as sombras; não atinge um nível maior de consciência porque está presa à inconsciência dos apegos terrenos…

Devemos sim viver os prazeres da terra, com o desapego da alma… vivendo aquilo que a vida está nos proporcionando sem a prisão do medo da perda…

E o que dizermos do apego emocional? Ah… é mais e muito mais dolorido!

Criamos inúmeras vezes na nossa mente, no nosso corpo emocional, a ilusão de que o outro nos pertence, que nós temos posse sobre o outro e também vendemos a ilusão que o outro tem posse sobre nós… e neste jogo emocional vivemos anos, vidas inteiras e criamos laços cármicos profundos… e o mais irônico, para não dizer o mais triste, é que nos atrevemos, presos a esta visão distorcida, a chamar isto de amor!

Mas temos que compreender que para atingirmos o Desapego e o Amor Maior, temos que vivenciar o apego e o amor terreno. São os nossos primeiros passos para alcançarmos a sabedoria…

Nós confundimos apego profundo com desapego e não conseguimos realmente enxergar nossa confusão e a vida faz a parte dela, ou seja, gera o desapego para percebermos o quanto estávamos apegados.

Desapego? Amor incondicional? Baixa auto estima? Sim, pode até ser amor mas o amor incondicional é desapego e desapego é amor incondicional… é querer a felicidade e o bem estar do outro e de si mesmo.

Mas para amarmos o outro temos também que nos amar e nos respeitar. Será que não é um apego tão forte, tão enraizado, que não permitimos que o outro seja feliz e num grande auto boicote, optamos em sermos infelizes para não nos desapegarmos do outro e não permitirmos que o outro se desapegue de nós?

O que aparenta desapego é um profundo apego; tão forte que preferimos renunciar à própria felicidade do que renunciarmos ao outro. Desapego nos liberta. Apego nos aprisiona.

Exercitemos o desapego das coisas materiais, das ilusões emocionais, dos rancores, das mágoas, de tudo aquilo que nos aprisiona. Libertemo-nos! Sejamos livres no Desapego!

Fonte: http://www.harmoniaespiritual.com.br/

 
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Publicado por em 02/05/2014 em Reflexão

 

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Momentos difíceis… Grandes oportunidades!

momentos dificeis

Há muitos momentos em nossas vidas em que somos convidados a refletir sobre o verdadeiro sentido de nossa existência.

Principalmente quando sofremos pela dor de alguma doença grave ou quando somos visitados pela dor de assistir aos nossos entes queridos em luta com suas enfermidades físicas, muitas e muitas vezes com quase nenhuma esperança de cura.

Estes são momentos difíceis em que mesmo envolvidos com nossas atribuições rotineiras, passamos a meditar sobre o que realmente vale a pena nesta vida.

Recordamos os vários momentos em que deixamos o orgulho e a vaidade, através da raiva, dirigirem nossos pensamentos, palavras e ações.

E diante da constatação da fragilidade de nossos envoltórios físicos, pensamos na inutilidade de tanto orgulho e tanta raiva já que, mais dia menos dia todos nós enfrentaremos estes momentos dolorosos.

Pensamos que entre o nascimento e a morte inevitável, seria melhor viver e conviver em paz e harmonia e que talvez fosse melhor escolher ser feliz do que ter razão sempre.

Talvez fosse melhor pedir desculpas por uma atitude ou palavra mais agressiva de nossa parte, mesmo que entendamos estar certos em nossa opinião.

Até por que nossos gestos agressivos e palavras ásperas não nos farão detentores da razão, se não a tivermos.

Nossa maior angústia nessas horas é sentir que não depende de nós a solução e melhoria da situação e diante da possibilidade da extinção da vida física, prometemos a nós mesmos modificar nossa maneira de agir em todos os aspectos de nossa existência.

Seja qual for o desfecho deste momento, aqui ou no outro plano, o tempo vai passar e nosso estágio evolutivo nos impedirá de aproveitar essa grande oportunidade e aprender de fato o ensinamento.

E o orgulho e a vaidade ainda muito presentes em nós, farão com que esqueçamos estas reflexões, e mergulhemos novamente na busca da felicidade através da satisfação dos prazeres materiais e transitórios.

Então, como vivemos em uma grande escola, repetiremos a matéria, tantas e quantas vezes forem necessárias, até aprendermos que; o que realmente vale a pena é o Amor.

Amor, que se vivido mesmo ainda de forma tímida e insegura, nos conduzirá ao nosso destino glorioso, sem tanto sofrimento, fazendo brilhar a nossa luz e trazendo paz, saúde e harmonia para nossas vidas.

Sivia Gomes

 
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Publicado por em 12/12/2012 em Reflexão

 

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Luz do bem querer

A vida não está fácil, sobretudo nos dias atuais em que a demasiada valorização da matéria, nos empurra para um tempo de perturbação, inquietação e violência, não somente física como emocional.

Violência contra as nossas crianças, nossos idosos, contra os animais, em fim contra nós mesmos.

Infelizmente esta valorização exagerada do ter em detrimento do ser, é a mola que impulsiona os meios de comunicação que se utilizam da perturbação atual da humanidade para contabilizar lucros.

Assim, cria-se um círculo vicioso, onde mergulhamos, nos tornando profundamente inseguros e desconfiados de tudo e de todos.

No entanto, basta parar apenas alguns minutos, desacelerar a mente e o coração, sentarmos na grama de alguma praça no meio de qualquer centro urbano… e olhando para cima, observar os passarinhos calmamente construindo seus ninhos nas árvores, sem nem se importar com o caos do trânsito, muito menos com a nossa pressa.

Olhando para o chão, poderemos ver a formiga serenamente carregando folhas para o formigueiro, cumprindo a sua missão sem se importar com aqueles que caminham apressados sem olhar para baixo.

E olhando para o lado, certamente veremos um irmão sem teto, sem nada, se acomodando em um banco, protegendo seus filhos e lutando pela sobrevivência de sua família com um sorriso no rosto, transparecendo a gratidão a Deus por estar vivo, confiando que amanhã será outro dia e Deus os abençoará com o necessário para seguirem sua jornada.

Agora, neste mesmo instante há muitas pessoas vivendo calmamente suas vidas confiantes num futuro melhor que estão plantando hoje, através do amor, da gratidão, da gentileza da generosidade…

Pessoas que apesar de tudo, escolheram viver com o coração e alma abertos e deixaram o sol entrar.

Gente que sofre e tem dificuldades, passa fome, mas que quando tem divide com os companheiros do caminho. Que mesmo em meio a tanta miséria não nega amor nem amizade, iluminando o mundo ao seu redor com a luz do bem querer.

E nós que temos tudo a nosso alcance, vivemos em conflito, desconfiados, agitados, correndo, negando, rejeitando e perdendo o bom da vida, fechados em nós mesmos.

Que possamos dedicar um pouco de nosso tão precioso tempo, para prestar atenção na beleza da vida, na perfeição da natureza, apreciando as flores do caminho.

Para aproveitar o prazer e a alegria de estar junto, valorizando tudo o que todos temos de bom, deixando a luz do bem querer entrar em nossos corações e certamente estaremos experimentando já aqui na Terra um pedacinho do Céu.

Silvia Gomes

 

 
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Publicado por em 08/11/2012 em Reflexão

 

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Espiritismo

Espiritismo é uma luz
Gloriosa, divina e forte,
Que clareia toda a vida
E ilumina alem da morte.
 
É árvore verde e farta
Nos caminhos da esperança,
Toda aberta em flor e fruto
De verdade e de bonança.
 
É uma fonte generosa
De compreensão compassiva,
Derramando em toda parte
O conforto d`Água Viva.
 
É a claridade bendita
Do bem que aniquila o mal,
O chamamento sublime
Da vida espiritual.
 
É o templo da Caridade
Em que a Virtude oficia,
E onde a benção da Bondade
É flor de eterna alegria.
 
Se buscas o Espiritismo,
Norteia-te em sua luz:
Espiritismo é uma escola,
E o Mestre Amado é Jesus.
 
CHICO XAVIER
 
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Publicado por em 22/08/2012 em Poesia

 

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