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Pessoas são Música

pessoas sao musica

Pessoas são Música.
Você já percebeu?
Elas entram na vida da gente e deixam sinais.
Como a sonoridade do vento ao final da tarde.
Como os ataques de guitarras e metais
presentes em cada clarão da manhã.

Olhe a pessoa que está ao seu lado
e você vai descobrir, olhando fundo,
que há uma melodia brilhando no disco do olhar.
Procure escutar.

Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, interpretadas.
Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas,
para tocarem suas vidas com toda essa magia de serem música.

E de poderem alçar todos os vôos,
de poderem vibrar com todas as notas,
de poderem cumprir, afinal, todo o sentido que a elas foi dado pelo COMPOSITOR.

Pessoas são como você que tenho o prazer de conhecer.
Pessoas são música como você
que terei o prazer de continuar ouvindo.

Pessoas tem que fazer o sucesso que lhes desejamos.

Mesmo que não estejam nas paradas.

Mesmo que não toquem no rádio.

Apenas no coração…

 

José Oliva

Fonte: O Mensageiro

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Publicado por em 03/01/2014 em Poesia

 

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Oração da Amizade

fraternidade

Agradeço Senhor,
Cada afeição querida
Com que me deste a vida
Alegria, esperança, entendimento, amor!

Enaltece, por mim, a amizade que vem
Resguardar-me a fraqueza em caridade infinda,
Sem perguntar porque não posso ainda
Entregar-me de todo a prática do bem.

Sê louvado Jesus, pela criatura boa
Que me escora no caminho.
Estendendo-me paz, reconforto e carinho
Toda vez que me encontra, auxilia ou perdoa.

Faze brilhar, no mundo, o olhar branco e perfeito
Que me tolera as faltas, de hora a hora
Que me percebe o anseio de melhora
E me ensina a servir sem notar meu defeito…

Santifica, na terra, o ouvido que me escuta,
Sem espalhar a queixa e as aflições que faço,
Nos erros que cometo, passo a passo,
Nos meus dias de mágoa, sombra e luta!…

Abrilhanta, onde esteja, aquele coração.
Que me acolhe nos dons da palavra serena
E nunca me censura e nem condena,
Quando me vejo em treva e irritação.

Reclama de esplendor para a Glória Celeste
A mão, cuja bondade, em júbilo, proclamo,
Que me socorre e ampara aqueles que mais amo
No refúgio do lar que me fizeste

A Ti, Jesus, meu pálido louvor!…
Pelo gesto mais leve e pequenino
Das santas afeições que me deste ao destino.
Agradeço Senhor!….

Maria Dolores

 
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Publicado por em 07/02/2013 em Poesia

 

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O mais importante…

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Foi há três anos. A ex-governadora do Estado do Texas assistiu à mãe doente, até o seu estágio terminal.

Acompanhando-a dia a dia, observando como a doença ia minando as forças físicas e preparando aquele corpo para a morte, Ann Richards viu a drástica mudança que sua mãe sofreu.

Era uma mulher que passou sua vida inteira obcecada por cristais lapidados, baixelas de prata, toalhas de renda, porcelanas e joias, que colecionava com extremo cuidado.

À medida que a doença foi destruindo o seu vigor físico e falando-lhe que a morte se aproximava, tudo aquilo deixou de ser importante. Para ela só importavam agora as visitas, a família e os amigos.

A mudança foi radical. Depois da morte da mãe, Ann Richards resolveu se livrar de todas as antiguidades que, mais de uma vez, tinham feito com que ela desse mais importância aos objetos do que às pessoas.

Montou um bazar na garagem. Num só dia, tudo foi embora. Vendido. E a ex-governadora, concluiu: Aprendi que para dar valor ao presente, preciso me livrar daquilo que me detém. Hoje, não hesito diante de nada.

* * *

Nada é mais importante na vida do que as pessoas. As coisas têm o valor que lhes damos. E o valor muda com o tempo e as convenções sociais.

Em tempos antigos, o sal era tão precioso que se pagavam funcionários com ele. De onde, inclusive, surgiu a palavra salário.

Depois, os homens foram convencionando, no transcorrer do tempo, a considerar esse ou aquele metal mais precioso. De um modo geral, aquele mais raro naquele momento.

Hoje, a preocupação é ter carro do ano, tapetes importados, roupas de grife. E existem pessoas que fazem coleções de objetos, livros, perfumes. O importante é amontoar, ter bastante para mostrar com orgulho, como se fossem troféus.

No entanto, quando a enfermidade chega, quando a soledade machuca, nenhum objeto, por mais precioso, por mais que o prezemos, conseguirá espantar a doença, diminuir a solidão.

São as pessoas com seu carinho, sua ternura, seus gestos simples, traduzindo amizade, ternura, afeição que nos conferem forças para aguentar a dor e para espantar a solidão.

São as pessoas que nos dão calor com seu aperto de mão, seu abraço, sua presença, seu olhar.

São as pessoas que fazem a grande diferença em nossas vidas.

O afeto é como o sol. Surge silencioso e ilumina tudo com seus raios, espalhando luz e calor.

Ninguém pode viver sem afeto. Pode ser o amor de marido, de mulher, de um irmão.

O carinho de um amigo que se candidata a tutor da nossa vida afetiva. A ternura de alguém com quem nos encontramos na jornada das dores e que nos oferece as flores delicadas de sua atenção.

De tudo que há na Terra para se gozar, nada faz mais feliz o homem do que o amor que receba, o amor que compartilhe, o amor que doe.

 

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Segredos de uma vida bem vivida – Alivie sua carga,da Revista Seleções Reader´s Digest, de junho de 2000. Em 12.1.2013

“Recebi esta mensagem por e-mail e como o propósito deste Blog é passar e repassar mensagens positivas e que toquem o coração dos leitores, repasso com carinho a todos!”

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 15/01/2013 em Reflexão

 

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Outro olhar

O pintor e documentarista francês, Hugues de Montalembert, tinha trinta e cinco anos quando sua vida mudou drasticamente. Durante um assalto ocorrido no ano de 1978, em Nova York, ele perdeu a visão.
 
Após o acidente, ele teve que se adaptar a outra realidade. Na vida, que antes era banhada pela luz e cor, agora predominaria a escuridão.
 
Ele que, em sua profissão, entendia o mundo através dos olhos, fotografando paisagens e pintando telas, encontrou-se em um mundo abstrato, composto basicamente por sons.
 
 
Mas não se deixou abater e descobriu que a saída estava dentro dele mesmo.
 
Com o objetivo de reconquistar sua independência e recuperar a liberdade, ele seguiu enfrentando a nova realidade, iniciando um processo contínuo de autossuperação.
 
O primeiro obstáculo foi vencido quando aprendeu a caminhar pelas ruas acompanhado apenas pela bengala.
Para reencontrar o prazer de viver, empreendeu viagens solitárias a lugares distantes como Indonésia, Groenlândia e Himalaia, desenvolvendo uma impressionante habilidade de ver sem os olhos.
 
Descobriu que o medo é o principal inimigo da pessoa cega. E, mesmo sem enxergar, continuou a amar a vida.
Uma grande descoberta que fez foi quando identificou que a luz é capaz de tornar muitas coisas invisíveis.
 
Antes ele se ocupava tanto em olhar, que deixava de perceber, escutar e sentir as pessoas.
Simplesmente porque seus olhos agora não podiam mais enxergar, ele passou a conhecer as pessoas melhor, buscando o sentimento que traziam na voz, no sorriso, no toque e na movimentação.
 
No constante duelo com a escuridão, acabou entrando em contato com a sua essência, encontrando, dentro de si, características que não teria identificado em outra situação.
 
Sentiu-se vitorioso, quando muitas pessoas na mesma condição sentir-se-iam derrotadas.
 
Em suas novas aventuras pelo mundo contemplou paisagens, criando sua própria visão através da somatória dos sons, movimentos e aromas que a natureza lhe oferecia.
 
Aprendeu a criar imagens evocando um mundo que havia observado intensamente por trinta e cinco anos. Tornou-se capaz de descrever uma paisagem e reconhecer sua beleza, sem vê-la, apenas com a percepção dos demais sentidos.
 
Sirvamo-nos do exemplo de superação desse homem, que foi capaz de enfrentar as dificuldades e adaptar-se com alegria a uma nova vida, não se prendendo ao passado, pois sabia que se o fizesse, ceifaria seu futuro.
 
Deixemos a nossa sensibilidade fluir, descobrindo que os olhos da alma são capazes de enxergar dimensões infinitas, que vão além do que podemos ver com os olhos físicos.
 
Ainda que tenhamos uma visão perfeita, não nos tornemos cegos para a beleza e poesia da vida.
Ver é enxergar além. É se colocar além da aparência e identificar que há um outro mundo além do mundo real.
 
Redação do Momento Espírita, com base no livro
Um outro olhar, de Hugues de Montalembert, ed.
Sextante.

Em 2.8.2012.
 
 
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Publicado por em 22/09/2012 em Otimismo

 

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