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O Invisível e o Insensível

invisível

Dói perceber que não figuras na lista dos afetos de quem tu amas e a quem dedicas amizade leal e sincera.

Não há dúvidas; no âmbito dos relacionamentos humanos ninguém passa ileso por uma rejeição.

Entretanto, acalma-te e segue em frente; não deixes de amar, mas respeita a vontade do companheiro que tem outro caminho a seguir com outros compromissos a cumprir e no momento não pode caminhar a teu lado.

Segue auxiliando na medida do possível, através da prece e boas vibrações, pedindo a Deus lhe conceda força e bom ânimo para que seja vencedor nas batalhas que ele necessita enfrentar.

Quanto à ti, agradece a preciosa oportunidade de saudar teus débitos e aprender, sentindo na própria pele, talvez, a indiferença que legastes ao teu irmão no passado.

Alegra-te, pois nesta existência, não negas ao teu semelhante o que podes e tens de melhor para dar. Estás caminhando a passos largos na estrada da evolução.

E embora ainda não compreendas, quando estiveres diante do tribunal de tua própria consciência perceberás que na contabilidade Divina é melhor ser invisível para quem amas do que ser insensível com quem te ama.

Um Amigo

 
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Publicado por em 25/05/2013 em Espiritualidade

 

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O que nos faz ser o que somos

amor e amizade

Manhã ensolarada, aproveitando o finalzinho do verão e a luz intensa de mais um dia lindo na caminhada matinal, ainda refletindo sobre a releitura do livro “Presentes da Vida” de Emily Giffin.

Uma leitura, que a princípio parece meio “água com açúcar”, mas que vai se tornando bem interessante até o final.

A protagonista narra com riqueza de detalhes a sua história de vida desde uma infância tranquila e abastada, passando por uma adolescência também sem dificuldades materiais e por isso mesmo baseada em valores efêmeros e superficiais até a descoberta, na idade adulta da amizade e do amor verdadeiros.

Nada de espetacular, já que isso seria lógico que acontecesse com todos nós, mas a realidade é que nem sempre estamos atentos as lições que a vida nos oferta e muitas vezes deixamos passar a oportunidade de crescermos e nos tornarmos pessoas melhores.

A futilidade o orgulho e o egoísmo que causam sofrimento e angústia a protagonista transformam-se ao longo da narrativa, dando lugar a uma pessoa mais humana e mais feliz, nos fazendo pensar sobre o que realmente precisamos para sermos felizes.

No final do livro a frase que me fez escrever esta pequena crônica:

“Amor e Amizade… são eles que nos fazem ser quem somos e podem nos mudar, se deixarmos.”

É muito simples o que necessitamos para alcançar a felicidade por aqui mesmo, neste planeta ainda de provas e expiações.

Se prestarmos atenção ao que acontece a nossa volta e apreciarmos o que está bem perto e nós insistimos em procurar lá longe, onde na maioria das vezes não conseguiremos, não devemos e nem precisaríamos chegar.

E se abrirmos o coração e compreendermos que esses dois sentimentos nobres se completam, pois para amar de verdade é preciso ser amigo…e para ser amigo de verdade é preciso amar.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 01/03/2013 em Literetura

 

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Viver com alegria

 
 
Sauda o dia nascente com alegria de viver aureolada pela gratidão a Deus.
Cada novo dia é abençoada oportunidade de crescimento espiritual e de iluminação interior.
Atravessar o rio dos problemas de uma para a outra margem, onde se encontram as formosas atividades de engrandecimento moral, é a tarefa inteligente da pessoa que anela pela conquista da felicidade.
Quando se abre a mente e o coração à alegria, é possível descobri-Ia em toda parte, bastando olhar-se para a Vida, e ei-la jubilosa…
Quando se adquire a consciência da responsabilidade, de imediato sente-se que se é livre, mas essa liberdade é sempre conquistada pela ação que se converte em bênção de amor.
Somente através do amor perfeito é que o ser humano pode considerar-se realmente livre de todas as amarras, mesmo que essa aquisição seja lograda, de alguma forma, através do sofrimento.
O sofrimento faz mal, no entanto, não é um mal, porque oferece os recursos valiosos para a aquisição do bem permanente.
Eis porque o trabalho de qualquer natureza deve ser realizado com o sentimento de amor, o que equivale a uma postura de liberdade em ação.
Quando o amor não está presente no sentimento, a alegria não se enfloresce, porque permanece sombreada pelas dúvidas e suspeitas, porquanto somente através do amor é que se adquire a perfeição, em face dos mecanismos de ação que movimenta.
Pessoas existem que afirmam não poderem amar porque não compreendem o seu próximo, tendo dificuldade em aceitá-lo conforme é. A questão, no entanto, é mais sutil, e deve ser formulada nos seguintes termos: porque não ama, torna-se difícil compreender, em razão dos caprichos egoísticos que dificultam a bondade em relação aos outros.
Quando o amor se instala, a alegria de viver esplende como resultado da própria alegria de ser consciente.
A alegria não é encontrada em mercados ou farmácias, mas nos recônditos do coração que sente e ama, favorecendo-lhe o surgimento como um contínuo amanhecer.
Basta que se lhe ausculte a intimidade, e ei-la triunfante sobre a noite das preocupações.
Em realidade, viver com alegria não impede a presença dos sofrimentos que fazem parte do processo da evolução. Pelo contrário, é exatamente por serem compreendidos como indispensáveis que proporcionam satisfações e bem-estar.
Sempre que possível expressa a tua alegria de viver.
Os sentimentos cultivados transformam-se em estímulos para as ações que se materializarão mais tarde.
Se permitires que a tristeza torne-se companheira frequente das tuas emoções, a melancolia em breve estará instalada nos teus sentimentos, tirando a beleza da existência.
Se te apoias à queixa contumaz, a tua será uma conduta amargurada, fazendo-te indisposto e desagradável.
Se optas pelo cultivo de ideais enobrecedores de qualquer natureza, o entusiasmo pela sua preservação fará dos teus dias um contínuo encantamento.
Se tens o hábito de encontrar sempre o melhor, quase invisível ou imperceptível, nos acontecimentos menos felizes, desfrutarás de esperança e de júbilos permanentes.
A existência física não é uma viagem miraculosa ao país da fantasia, mas uma experiência de evolução assinalada por processos de refazimento uns e outros de conquistas inevitáveis, que geram sofrimento porque têm a finalidade de desbastar os duros metais da ignorância e aquecer o inverno do primarismo…
É natural, pois, que a dor seja companheira do viajante carnal.
Quando jovem, tudo são expectativas, ansiedades, incertezas…
Quando na idade madura, a colheita de reflexos da juventude propicia, quase sempre, insatisfações e desencantos.
Quando na velhice, em face do desgaste, o aborrecimento pela perda da agilidade, da memória, da audição, da visão, da facilidade que era habitual, se manifesta…
Sempre haverá motivo para reclamação, porque cada dia tem a sua própria quota de aflição, que deve ser aceita com bonomia e naturalidade.
Com a alegria de viver instalada no imo, sempre haverá uma forma de encarar os acontecimentos, concedendo-lhe validade e dele retirando a melhor parte, como afirmou Jesus, aquela que não lhe será tirada, porque representa conquista inalienável para a mente e para o coração.
Adapta-te, desse modo, às ocorrências existenciais, alegrando-te por estares no corpo, fruindo a oportunidade de corrigir equívocos, de realizar novos tentames, de manter convivências saudáveis, de enriquecimento incessante…
A vida com alegria é, em si mesma, um hino de louvor a Deus.
Não te permitas, portanto, a convivência emocional com as manifestações negativas do caminho por onde transitas.
Observa as margens do teu caminho e rega-as, mesmo que seja com suor e lágrimas, a fim de que as sementes do Divino Amor que se encontram nelas sepultadas, germinem e transformem-se nas flores que adornarão a tua marcha ascensional.
Liberta-te, mesmo que te seja exigido um grande esforço, das heranças primárias, filhas da agressividade, do inconformismo, dos impositivos egoístas que te elegem como especial no mundo, e considera que fazes parte da grande família terrestre, sujeito como todos os demais às injunções dos mecanismos da evolução.
Alguém que cultiva a alegria de viver já possui um tesouro. Esparze-o onde te encontres e oferta-o a quem se te acerque, tornando mais belo o dia a dia de todos os seres com o sol do teu júbilo.
Se já encontraste Jesus, melhor razão tens para a alegria, porque envolto na Luz do mundo, nenhuma sombra te ameaça.
Serás, ao longo da vilegiatura carnal, o que te faças a cada instante, conforme o és, resultado do que te fizeste.
Alegra-te com a vida que desfrutas e agradece sempre a Deus a glória de saber e de amar para agir com acerto.
 
 
Joanna de Ângelis
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã
de 29 de maio de 2009, no G-19, em Zurique, Suíça.
Em 09.10.2009.
 
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Publicado por em 09/03/2012 em Espiritualidade

 

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