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Campanha do Bem

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Quando você assiste ao noticiário televisivo, com frequência se cansa, rapidamente, não é verdade? As notícias são, na grande maioria, as da corrupção, que toma de assalto autoridades, que deveriam dar exemplo de austeridade e honestidade.

Ou imagens de tragédias que vão desde a queda de um avião, consumindo mais de uma centena de vítimas, ao naufrágio de navios, com muitos mortos e total descomprometimento dos comandantes, preocupados com a preservação da própria vida.

Você troca de canal e ali, as imagens são incêndios, explosões, acidentes rodoviários. Sombras e mais sombras.

E você conclui que o mundo anda sempre pior. Onde, então, o mundo renovado do Terceiro Milênio? Utopia?

No entanto, se você retirar o olhar da TV, ou do seu celular ou das páginas de jornais e revistas sensacionalistas, descobrirá um panorama bem diverso.

Se passar pela frente de uma igreja, em dia de preces especiais ou novenas, verificará que os fiéis são em tal número, que ficam, em pé, do lado de fora, impossibilitados de adentrarem, porque ela está lotada.

Isso diz que as pessoas estão em busca de espiritualidade, de alguns momentos de paz e recolhimento.

Se você transitar frente a um centro espírita, verá o expressivo número de carros estacionados à porta, demonstrando das dezenas ou centenas de pessoas que ali se encontram.

Isso falará de quantos estão à procura de respostas e de consolo: por que se nasce? Por que se morre? Por que nos encontramos sobre a Terra?

Se você adentrar uma livraria, verificará o número não pequeno de crianças, jovens e adultos, buscando salutar literatura, ou mídias diversas, com áudio e vídeo.

Todos interessados em algo bom, construtivo.

Se você comparecer a asilos, hospitais, instituições de caridade, encontrará uma legião de voluntários que se ocupa com o próximo, em desveladas horas de trabalho.

Em nome do amor.

A lista é interminável: jovens que se debruçam horas a fio sobre livros, no intuito de alcançar ensino superior, a graduação, a especialização.

Outros que se esmeram nos treinamentos diários no intuito da primorosa execução musical. E há os que dançam, cantam, no cultivo do belo.

Observe e concluirá: há muito maior soma de bem, de coisas positivas do que negativas, sobre a face da Terra.

O que estamos precisando é desligar o ruim, para deixar de assinalar grandes índices de audiência, deixar de comprar o jornal, de cujas páginas verte tanto mal.

Isso fará com que o foco seja alterado, e que as coisas positivas passem a ter foro de cidadania. Porque estaremos demonstrando que desejamos ler, ver, ouvir, a respeito de quem produz nas ciências, nas artes, para o bem da Humanidade.

E hoje é o momento ideal para iniciar esta campanha.

Pense nisso! Comece agora!

Privilegie os canais televisivos que mostram os avanços da ciência, a beleza das artes, o altruísmo impregnando as pessoas.

Ouça o bem, divulgue o bem, invista no bem, no bom, no belo.

Comece hoje! Estamos com você!

Redação do Momento Espírita.
Em 8.7.2014.

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Publicado por em 17/07/2014 em Otimismo

 

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Pessoas são Música

pessoas sao musica

Pessoas são Música.
Você já percebeu?
Elas entram na vida da gente e deixam sinais.
Como a sonoridade do vento ao final da tarde.
Como os ataques de guitarras e metais
presentes em cada clarão da manhã.

Olhe a pessoa que está ao seu lado
e você vai descobrir, olhando fundo,
que há uma melodia brilhando no disco do olhar.
Procure escutar.

Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, interpretadas.
Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas,
para tocarem suas vidas com toda essa magia de serem música.

E de poderem alçar todos os vôos,
de poderem vibrar com todas as notas,
de poderem cumprir, afinal, todo o sentido que a elas foi dado pelo COMPOSITOR.

Pessoas são como você que tenho o prazer de conhecer.
Pessoas são música como você
que terei o prazer de continuar ouvindo.

Pessoas tem que fazer o sucesso que lhes desejamos.

Mesmo que não estejam nas paradas.

Mesmo que não toquem no rádio.

Apenas no coração…

 

José Oliva

Fonte: O Mensageiro

 
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Publicado por em 03/01/2014 em Poesia

 

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Só, na presença do mar…

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Quando abraço o oceano todo com um olhar, volto a questionar sete milhões de coisas… Tantas quanto as ondas velozes que ganham a areia a cada minuto.

Volto a indagar: Como alguém pode se sentir só, na presença do mar? Acariciado por esta brisa incessante? Preenchido por este perfume raro?…

Como ainda posso me sentir só, sabendo que os braços do invisível me abraçam, que aqueles que partiram continuam existindo, e que todos nós, sem exceção, somos amados por alguém, em algum lugar, de alguma forma?…

Como ainda posso me sentir só?…

Talvez seja eu que me isole do mundo, e que exija demais das pessoas. Pode ser isso…

Talvez seja eu que não permita que os outros conheçam minha vida, meus sonhos, minhas mazelas (e, percebendo melhor, acho que há um pouco de orgulho nisso)…

Quem sabe seja eu que procure a solidão, e não ela que me persiga, como sempre imaginei…

É… Talvez eu precise conversar mais com as pessoas, interessar-me mais por suas vidas… Ouvir mais…

Há tempos que não ouço alguém. Um desconhecido relatando os acontecimentos corriqueiros do dia a dia; um colega de trabalho falando das peripécias de seus filhos; meu irmão… Puxa!… Há tempos não converso com meu irmão…

É curioso, pois me lembro que, há algumas semanas, ouvi uma mensagem de cinco minutos, num programa de rádio, que falava exatamente sobre isso, sobre como as pessoas se isolam umas das outras, e do quanto isso é prejudicial para a saúde mental e física, já que uma é consequência da outra – dizia o locutor.

Vem-me claramente à memória uma frase: Quem ama não se sente só.

É interessante, pois acho que sempre acreditei que para não se sentir só era necessário ser amado, e não amar.

Dizia, ainda, que quando nos sentimos úteis, e concluímos que muitos dependem de nossa dedicação, de nosso amor, também esquecemos a solidão.

É… Talvez ele tenha razão, pois lembro que, um dia desses, fui visitar uns parentes que não via há muito tempo, e aquela visita fez-me tão bem!

Falamos de assuntos comuns, como notícias de televisão, de família (em verdade ouvi muito mais do que falei, pois eles desembestaram a falar que só vendo!)

Mas, sabe que gostei de ouvir… Ao final, saí de lá com menos tensão, menos preocupado com a solidão… Percebi – não sei ao certo – um ar estranho entre os dois, como se estivessem cansados, entediados, possivelmente um pouco tristes…

Abracei minha tia (lembrei o quanto gosto dela!), e a ouvi dizer com os olhos levemente umedecidos: Gostamos muito de você, viu! Venha mais vezes! Não é sempre que recebemos visitas!

Ela estava certa. Não é sempre que recebemos visitas, pois não é sempre que visitamos os outros, creio eu…

Naquele final de tarde, vi que poderia ser útil em coisas tão pequenas, porém tão significativas!… E aquilo me afastava do desânimo, da solidão…

Dentro do carro, voltando para casa, observando a vida lá fora, por entre gotas de uma garoa discreta, lembro-me que essas mesmas questões emergiram:

Como pode alguém sentir-se só, na presença de tanta gente, de tanta vida! Quantas dessas pessoas esperam apenas por uma visita? E quantos deles estão dispostos a fazer uma?

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Como alguém pode se
sentir só, na presença do mar, do livro O que as águas não refletem, de
Andrey Cechelero, edição do autor.
Em 5.12.2012.

 

 
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Publicado por em 14/12/2012 em Reflexão

 

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