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Resista um pouco mais…

resistaHá dias em que temos a sensação que chegamos ao fim da linha. Não conseguimos vislumbrar uma saída viável para os problemas que surgem em grande quantidade.

Com você também não é diferente, você também faz parte deste mundo cheio de provas e expiações…desta escola  chamada Terra.
 
E já deve ter passado por um desses dias, e pensou em desistir…No entanto, vale a pena resistir…
 
Resista um pouco mais, mesmo que as feridas latejem e que a sua coragem esteja cochilando.
Resista mais um minuto e será  fácil resistir aos demais.
 
Resista mais um instante, mesmo que a derrota seja ímã… mesmo que a desilusão caminhe em sua direção.
 
Resista mais um pouco, mesmo que os pessimistas digam para você parar… mesmo que sua esperança esteja no fim.
 
Resista mais um momento, mesmo que você não possa avistar a linha de chegada… mesmo que a insegurança brinque de roda  à sua volta.
 
Resista um pouco mais, ainda que a sua vida esteja sendo pesada como a consciência dos insensatos, e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.
 
As dores, por mais amargas, passam…tudo passa…
A ilusão fascina, mas desvanece…
A posse agrada, porém transfere-se de mãos…
O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.
A glória terrestre exalta e desaparece.
O triunfador de hoje, passa mais tarde vencido…
Tudo nessa vida tem um propósito…
A dor que aflige, mas também passa.
O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.
A situação muda… Como mudam as estações…
O verão brinca de esconde-esconde com a brisa morna… mas cede lugar ao outono, que espalha suas tintas sobre a folhagem.
O inverno chega e, sem pedir licença, congela a brisa e derruba as folhas. Tudo parece sem vida, sem cor, sem perfume… Será o fim? Não!
Eis que surge a primavera e estende seus  tapetes  multicoloridos… espalhando perfume no ar e reverdecendo novamente a paisagem.
 
Assim, quando as provas lhe baterem  à porta… não se deixe levar pelo desejo de desistir… resista um pouco mais.
Resista, porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço…
E essa manhã bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em breve, desde que você resista.
Resista, porque alguém que o ama está sentado na arquibancada do tempo, torcendo para que você vença… e ganhe o troféu que tanto deseja:
 
A FELICIDADE!
 
Não se deixe abater pela tristeza. Todas as dores terminam.
Aguarde que o tempo, com  suas mãos cheias de bálsamo, traga o alívio.
A ação do tempo é infalível, e nos guia suavemente pelo caminho certo… aliviando nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão.
Mais depressa do que supõe, você terá a resposta, na consolação  de que necessita.
Por tudo isso, resista…e confie nesse abençoado aliado chamado TEMPO.

 

Texto: Equipe da Redação do Momento Espírita, inspirada em mensagem de Rubens Costa Romanelli, em frases do livro “Momentos de Meditação” (Ed. Leal) e no cap. 178 do livro “Minutos de Sabedoria” (Ed. Vozes)

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Publicado por em 11/05/2013 em Otimismo, Uncategorized

 

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Outro olhar

O pintor e documentarista francês, Hugues de Montalembert, tinha trinta e cinco anos quando sua vida mudou drasticamente. Durante um assalto ocorrido no ano de 1978, em Nova York, ele perdeu a visão.
 
Após o acidente, ele teve que se adaptar a outra realidade. Na vida, que antes era banhada pela luz e cor, agora predominaria a escuridão.
 
Ele que, em sua profissão, entendia o mundo através dos olhos, fotografando paisagens e pintando telas, encontrou-se em um mundo abstrato, composto basicamente por sons.
 
 
Mas não se deixou abater e descobriu que a saída estava dentro dele mesmo.
 
Com o objetivo de reconquistar sua independência e recuperar a liberdade, ele seguiu enfrentando a nova realidade, iniciando um processo contínuo de autossuperação.
 
O primeiro obstáculo foi vencido quando aprendeu a caminhar pelas ruas acompanhado apenas pela bengala.
Para reencontrar o prazer de viver, empreendeu viagens solitárias a lugares distantes como Indonésia, Groenlândia e Himalaia, desenvolvendo uma impressionante habilidade de ver sem os olhos.
 
Descobriu que o medo é o principal inimigo da pessoa cega. E, mesmo sem enxergar, continuou a amar a vida.
Uma grande descoberta que fez foi quando identificou que a luz é capaz de tornar muitas coisas invisíveis.
 
Antes ele se ocupava tanto em olhar, que deixava de perceber, escutar e sentir as pessoas.
Simplesmente porque seus olhos agora não podiam mais enxergar, ele passou a conhecer as pessoas melhor, buscando o sentimento que traziam na voz, no sorriso, no toque e na movimentação.
 
No constante duelo com a escuridão, acabou entrando em contato com a sua essência, encontrando, dentro de si, características que não teria identificado em outra situação.
 
Sentiu-se vitorioso, quando muitas pessoas na mesma condição sentir-se-iam derrotadas.
 
Em suas novas aventuras pelo mundo contemplou paisagens, criando sua própria visão através da somatória dos sons, movimentos e aromas que a natureza lhe oferecia.
 
Aprendeu a criar imagens evocando um mundo que havia observado intensamente por trinta e cinco anos. Tornou-se capaz de descrever uma paisagem e reconhecer sua beleza, sem vê-la, apenas com a percepção dos demais sentidos.
 
Sirvamo-nos do exemplo de superação desse homem, que foi capaz de enfrentar as dificuldades e adaptar-se com alegria a uma nova vida, não se prendendo ao passado, pois sabia que se o fizesse, ceifaria seu futuro.
 
Deixemos a nossa sensibilidade fluir, descobrindo que os olhos da alma são capazes de enxergar dimensões infinitas, que vão além do que podemos ver com os olhos físicos.
 
Ainda que tenhamos uma visão perfeita, não nos tornemos cegos para a beleza e poesia da vida.
Ver é enxergar além. É se colocar além da aparência e identificar que há um outro mundo além do mundo real.
 
Redação do Momento Espírita, com base no livro
Um outro olhar, de Hugues de Montalembert, ed.
Sextante.

Em 2.8.2012.
 
 
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Publicado por em 22/09/2012 em Otimismo

 

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Espalhando alegria!!!

De um periódico do Estado de Santa Catarina, colhemos a notícia feliz de alguém que se importa com o bem-estar e felicidade do seu próximo.

A nota em destaque tem como endereço a Praia Central de Balneário Camboriú. Como personagem, um gari que, junto a outros tantos, tem a responsabilidade de executar a limpeza da praia.

Pois Cícero Martins usa o rastelo e o sorriso espontâneo para fazer muito mais do que o próprio trabalho.

 

Todas as manhãs, na altura da Rua Dois Mil, ele escreve na areia um caprichado e enorme Bom dia.

Ele já se tornou conhecido de muitos. Vez ou outra, recebe um cumprimento vindo de um dos prédios em frente à praia.

Alguém, de lá de cima, grita: Bom dia, Amarelinho.

Amarelinho é o apelido que recebeu, inspirado na cor do uniforme que ele usa para trabalhar.

Eu escrevo para animar. Às vezes, vejo pessoas tristes pelos bancos da praia e acho que, dessa maneira, posso ajudar. – Conta o simpático homem de quarenta e cinco anos.

O funcionário encanta quem mora nos arranha-céus da Avenida Atlântica e aos que visitam a praia.

Por vezes, interrompe o passo sem pressa de um turista que caminha, com o olhar vago em direção ao mar e se surpreende com o Bom dia, escrito na areia.

Ele não ganha nada a mais para escrever o seu Bom dia. Nada, em termos materiais, porque a sua atitude já lhe rendeu novas amizades.

E também estimulou alguns a pensarem a respeito das próprias atitudes pois, por vezes, se acorda pela manhã e não se dá Bom dia nem para quem mora com a gente.

Há os que param, indagam da autoria da proeza e o vão cumprimentar, abraçar.

Há os que afirmam que a atitude desse gari lhes modificou a forma de encarar a vida. Porque, enquanto os outros vão à praia para tomar sol, passear, descansar, ele está lá, dia após dia, limpando a praia, uniformizado.

Com sol forte, com brisa ou sem ela, ele cumpre a sua tarefa, sem reclamar, com alegria. E distribuindo bom ânimo aos outros.

Acrescenta o seu algo mais, que diz da sua própria alegria de viver…

Não aguardemos o aplauso do mundo. Não esperemos que os nossos atos sejam louvados pelos que transitam ao nosso lado.

Seja a nossa caminhada assinalada pelas pegadas de claridade na Terra, a fim de que, aquele que venha após os nossos passos, encontre as setas apontando o caminho.

Sejamos os que cantam o hino da alegria plena na ação que liberta consciências, na atividade que nos irmana e no amor que nos felicita.

Se cada um de nós se decidir por viver o amor, por expressar a sua alegria de viver, a paisagem atual do mundo se modificará.

No planeta em convulsão, a primavera reflorescerá. Nas almas empedernidas, as flores dos sorrisos irão despontar.

Nos seres em cuja intimidade jazem ressecados os galhos da fraternidade, brotos novos se apresentarão.

Sejamos nós os promotores dessas mudanças. Ainda hoje, principiemos a espalhar alegrias.

 

Redação do Momento Espírita, com base em fato da vida do gari
catarinense Cícero Martins e com pensamentos do cap. 11, do livro
Momentos enriquecedores, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 08.06.2012.

 
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Publicado por em 14/06/2012 em Otimismo

 

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