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As vozes do silêncio

Como diria um amigo querido:

“Se por um lado, a internet me oferece muitas idéias prontas, os livros me dão a oportunidade de aprontar ideias.”(¹)

Portanto, muito melhor ler uma hora por dia do que navegar na web por horas a fio.

De fato, a internet nos brinda com uma profusão de pensamentos e idéias de grandes vultos da humanidade e que devem servir para nossa reflexão.

Porém o que mais vemos, principalmente nas redes sociais, são pensamentos, idéias e receitas prontas de felicidade, de bem viver… e coisa e tal, formulados por todos nós e que retratam nosso estado de espírito e nossas experiências de vida no momento em que os escrevemos.

Pensamentos do tipo: “ Felicidade é isso… Felicidade é aquilo…”, “ Não faça isso… Não faça aquilo…”, “ Não de importância …”, “ Seja assim… Seja assado…” etc.

Dentre os vários assuntos abordados por estes pensamentos e idéias lançadas na rede, nos chama a atenção os que falam sobre o silêncio.

Receitas mil sobre como utilizar o silêncio como proteção para sua privacidade, sua felicidade doméstica, sua vida tranquila… e por aí vai.

Muitas destas receitas que ensinam a arte do silêncio, retiramos das literaturas religiosas e embora trazendo alguma sabedoria, em certos momentos as usamos para demonstrar orgulho, egoísmo e vaidade.

Se analisarmos melhor, veremos que o silêncio total é impossível, pois o silêncio fala…, e fala alto!

Calar em matéria de amor pode querer dizer: “Eu não te respondo nem te procuro, porque não te amo e não me importo contigo”.

Mas também pode dizer: “Eu não te respondo nem te procuro porque te amo demais, mas devido ao que a vida nos apresenta no momento presente o melhor é manter distância, porém nunca deixarei de te amar”.

Silenciar em matéria de amizade pode querer dizer: “Eu não quero ser teu amigo, não gosto da tua presença em minha vida”.

Mas também pode dizer: “Eu gosto de ti, gostaria de tê-lo sempre por perto, mas tenho medo de me envolver e me decepcionar.” Somente para dar alguns exemplos das várias vozes do silêncio.

Chico Xavier, com a sabedoria dos missionários nos ensina: “Lembra-te de que falando ou silenciando sempre é possível fazer algum bem”.

Se o silêncio fala tão alto quanto palavras ditas em um tom alterado, cuidemos para que a voz do nosso silêncio não seja a lâmina cortante da indiferença e sim, que seja a voz do amor, do carinho, do perdão e até, por que não, da renúncia em prol da felicidade daqueles que amamos, daqueles a quem aprendemos a amar e até de quem não conhecemos, pois todos somos irmãos em Deus.

Silvia Gomes

(¹) Claudio Viana Silveira ( http://www.blogdovelhinho.com.br)

 
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Publicado por em 16/10/2012 em Reflexão

 

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O que é mais importante?

 
Perdoar ou pedir perdão?
Quem pede perdão mostra que ainda crê no amor
Quem perdoa mostra que ainda existe amor para quem crê.
 
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.
­É sempre importante saber que: Perdoar é o modo mais sublime
de crescer e pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar…
 
O que é mais: amar ou ser amado?
Amar significa tudo aquilo que todo mundo deve.
 
Ser amado significa tudo aquilo que todo mundo deseja.
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais
 
E sempre importa saber que; Ninguém pode querer amar
sem se esquecer, e ninguém pode querer ser
amado sem se lembrar de todos
 
O que é mais: Abrir a porta ou abrir o coração?
Quem abre a porta mostra que vai receber alguém
Quem abre o coração quer que ninguém fique fora.
 
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.
E sempre importa saber que: Abrir a porta é o modo mais
delicado de ser bom e abrir o coração é o modo divino de amar…
 
O que é mais; Levar rosas ou enxugar lágrimas?
Quem leva rosas mostra que se lembrou de alguém na felicidade.
Quem enxuga lágrimas mostra que não esqueceu de alguém na infelicidade.
 
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.
E sempre importa saber que:
 
Levar rosas é um gesto de amor que todo mundo faz,
e enxugar lágrimas é um gesto que só o amor faz a todo mundo!..
 
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Publicado por em 06/08/2012 em Reflexão

 

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Nem castigo, nem perdão!

 
 
Um dos maiores temores que vibram no coração do homem é o medo do castigo
divino.
 
Convivendo com a possibilidade de que Deus possa se ofender e castiga-lo por
suas faltas, o indivíduo sofre e se divide entre o amor e o temor de Deus.
 
Atribuindo ao Criador os mesmos vícios que ainda possui, o ser humano teme ser castigado a qualquer momento por um Deus caprichoso e cruel que está sempre à procura de defeitos para se vingar, impondo-nos sofrimentos.
 
Paulo, o apóstolo, se manifestou a respeito desse tema dizendo o seguinte:
“Gravitar para a Unidade Divina, eis o fim da humanidade.
 
Para atingi-lo, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência.
Três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a
injustiça.
 
Pois bem! Digo-vos, em verdade, que mentis a estes princípios fundamentais,
comprometendo a idéia de Deus, exagerando-lhe a severidade.
Duplamente a comprometeis, deixando que no espírito da criatura penetre a
suposição de que há nela mais clemência, mais virtude, amor e verdadeira
justiça, do que atribuis ao ser infinito.
 
Quem é, com efeito, o culpado? É aquele que, por um desvio, por um falso
movimento da alma, se afasta do objetivo da criação, que consiste no culto
harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo humano, pelo
Homem-Deus, por Jesus-Cristo.
 
Que é o castigo? A conseqüência natural, derivada desse falso movimento; uma
certa soma de dores necessária a desgosta-lo da sua deformidade, pela
experimentação do sofrimento.
 
Assim, o que se chama castigo é apenas a conseqüência das leis naturais.
É graças à dor física que a criatura procura o remédio para sua enfermidade.
É graças ao sofrimento moral que a alma busca a própria cura.
O sofrimento só tem por finalidade a reabilitação, o retorno do aprendiz ao
caminho reto.
 
Como podemos perceber, o mal não é de essência Divina, é gerado pelas
criaturas, ainda imperfeitas.
 
O sofrimento não é imposto por Deus como castigo, é o efeito natural do
falso movimento da criatura, e que a estimula, pela amargura, a se dobrar
sobre si mesma, a voltar ao objetivo traçado pelas leis divinas, que é a
harmonia.
 
E essas leis são justas, imparciais e amorosas.
Um exemplo disso acontece quando um homem, enlouquecido, assassina várias
pessoas, foge e, na fuga, se fere profundamente.
 
O que acontece com seu organismo?
Suas células, obedecendo a lei natural, começam imediatamente a se
movimentar para estancar o sangue, cicatrizar a ferida e expulsar os germes
que causam infecção.
 
Se Deus quisesse castiga-lo, derrogaria suas próprias leis e faria com que
as células desse indivíduo não trabalhassem a seu favor, mas se rebelassem e
o deixassem morrer.
Afinal, ele é um criminoso!
 
Mas não é isso que acontece. As leis divinas seguem naturalmente seu curso.
O sol brilha, incansável, sobre justos e injustos, sem se importar com o que
acontece sob sua luz.
 
A chuva cai sobre a mansão e sobre o casebre. O frio fustiga a pobres e
ricos. As catástrofes naturais arrebatam sábios e ignorantes, velhos e
crianças, fortes e fracos.
 
Por todas essas razões devemos entender que o Criador não derroga suas
próprias leis para nos punir ou para nos premiar.
 
As nossas ações é que geram efeitos sobre essas leis.
As boas ações geram efeitos positivos, e as infrações às leis geram efeitos
desajustados.
 
Nada mais justo do que esta sentença: “a cada um segundo suas obras.”
Nem castigo, nem perdão. Deus não castiga porque suas leis são de amor, e
não perdoa porque jamais se ofende.
 
Pensemos nisso, e busquemos atender essas leis soberanas que estão inscritas
em nossa própria consciência.
 
 
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no item 1009 de O
Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
 
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Publicado por em 17/07/2012 em Espiritualidade

 

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Cantigas de Perdão

Não te iludas, amigo 
Por mais se expandam lágrimas contigo,
Todo lamento é vão…
Tudo o que tende para a perfeição,
Todo o bem que aparece e persiste no mundo
Vive do entendimento harmônico e profundo,
Através do perdão…
Perdão que lembre o sol no firmamento,
Sem se fazer pagar pelo foco opulento,
A vencer, dia-a-dia,
A escuridão da noite insondável e fria
E a nutrir, no seu longo itinerário,
O verme e a flor, o charco e o pó, o ninho e a fonte,
De horizonte a horizonte,
Quanto for necessário;
Perdão que nos destaque a lição recebida
Na humildade da rosa,
Bênção do céu, estrela cetinosa,
Que, ao invés de pousar sobre o diamante,
Desabrocha no espinho,
Como a dizer que a vida,
De caminho a caminho,
Não despreza ninguém,
E bela, generosa, alta e fecunda,
Quer que toda maldade se transfunda
Na grandeza do bem…
Perdão que se reporte
À brandura da terra pisoteada,
Esquecida heroína de paciência,
Que acolhe, em toda parte, os detritos da morte
E sustenta os recursos da existência,
Mãe e escrava sublime de amor mudo,
Que preside, em silêncio, ao progresso de tudo!…
Amigo, onde estiveres,
Assegura a certeza
De que o perdão é lei da Natureza,
Segurança de todos os misteres.
Perdoa e seguirás em liberdade
No rumo certo da felicidade.
Nas menores tarefas que realizes,
Para lembrar sem sombra os instantes felizes,
Na seara da luz,
Na qual a Luz de Deus se insinua e reflete,
É forçoso exercer o ensino de Jesus
Que nos manda perdoar
Setenta vezes sete
Cada ofensa que venha perturbar
O nosso coração;
Isso vale afirmar,
Na senda de ascensão,
Que, em favor da vitória,
A que aspiras na luta transitória,
É mais do que importante, é essencial!
Que te esqueças, por fim, de todo mal!…
E que, em tudo, no bem a que te dês,
Seja aqui, mais além, seja agora ou depois,
Deus espera que ajudes e abençoes,
Compreendendo, amparando e servindo outra vez!…
 
 
Maria Dolores
Livro: Poetas Redivivos Psicografia de: Francisco C. Xavier
 
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Publicado por em 02/06/2012 em Poesia

 

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