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Coração Civil

coração civil

Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a felicidade nos olhos de um pai
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser amizade, quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver
São José da Costa Rica, coração civil
Me inspire no meu sonho de amor Brasil
Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Bom sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal
Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder?
Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida
Eu vou viver bem melhor
Doido pra ver o meu sonho teimoso, um dia se realizar

Milton Nascimento

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Sobre bestas humanas, Arthur e Lula

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Cheguei a uma idade em que não me permito mais ficar com sentimentos engasgados. Compartilho este texto do Professor Jonas Duarte, pois penso da mesma forma. Respeito quem pensa diferente, porém não poderia deixar de me expressar sobre este caos que estamos vivendo. 

Falhamos feio enquanto sociedade e precisamos urgentemente trilhar novos caminhos como seres humanos que todos somos. 

Peço à Deus sinceramente que ilumine as mentes e os corações daqueles que tiveram a insensatez, pra dizer o mínimo, de comemorar a morte de uma criança de 7 anos.

“Como não durmo, escrevo.

Li inúmeras mensagens de nazifascistas comemorando a morte de Arthur, neto de Lula.

Essa é a moral forjada nessa sociedade podre, que vivemos.

Esses monstros, indiferentes ao sofrimento alheio, aos que morrem nas filas dos hospitais; indiferentes aos que morrem barbaramente assassinados nas periferias. Essas bestas humanas que são absolutamente insensíveis as milhões de crianças a quem se nega afeto, carinho, escola, lazer, saúde, comemoram a morte do neto de Lula. Sabe por que?
Porque Lula é a expressão mais elaborada desse povo, desse povo pobre fadado a morrer ainda criança ou jovem sem assistência médica, sem escola, sem respeito social.

Lula é o filho desse povo que virou Presidente, recebeu 51 títulos de doutor Honoris Causa e fez o mundo admirar o Brasil.

Demorei a compreender isso.

Sempre olhava Lula com análise política, econômica, crítica…

Desde que topei com um imbecil no aeroporto que disse preferir ser governado por uma quadrilha de corruptos milicianos do que por um ” *Cabeça Chata, Nove Dedos* ” que passei a compreender que Lula não é só uma figura política. Não é da liderança política Lula, que eles têm ódio. Afinal Lula nunca foi um radical, nunca destituiu essa corja da elite… não. Lula sempre foi o conciliador que fez questão de sempre fazer concessões a esse pessoal.

O problema é que Lula é povo. É o “Cabeça Chata”. O Nordestino – retirado do seu chão por uma estrutura social mantida sob o latifúndio e a servidão para ser escravo da lógica do Capital no Centro Sul.

E lá ser o operário do chão de fábrica, o porteiro, o zelador, a doméstica, invisíveis para uma burguesia de nariz empinado, formada no privilégio, na “mamata”… Lula é o “Nove Dedos” que liderou multidões com uma sabedoria ímpar. É o “debaixo” ensinando a uma nação fazer política, crescer…

Impossível, essa Corja aceitar Lula hoje.

Observem. Foi possível e até necessário à eles, o Lula de 2002. Achavam que Lula sempre iria precisar e se curvar a eles. Até setores da própria esquerda, intelectualizados, olharam sempre para Lula de cima, com a arrogância normal de sua formação…

Lula foi o economista e o cientista político que nossa elite nunca produziu. E sabemos hoje, é incapaz de produzir.

A morte do neto de Lula escancarou a crise moral desse país.

Um país que produziu Vinícius de Moraes, que escreveu Rosa de Hiroshima. Um país que produziu Augusto Boal, Paulo Freire, Josué de Castro, Paulo Pontes…

No filme documentário de Marcus Vilar sobre Ariano Suassuna, “Senhor do Castelo”, há um momento que Ariano vai contar a história de um colega de colégio e não consegue. Ele descobrira que o colega passava fome, por isso se isolava.

Aquilo, contado anos depois, ainda tocava tanto Ariano que o fazia chorar de dor…

O país que produziu pessoas sensíveis como Ariano Suassuna também produziu monstros como esses que são capazes de festejar a morte de um neto pela dor do seu avô. Porque esse avô é o povo que essa gente quer ver escravo.

Estamos em um país doente. Gravemente doente…

Não dormi, sentindo a dor de Lula.

Os netos são bálsamos que aliviam a aspereza da vida.

Queria abraçar Lula hoje. Com o carinho que nós “cabeças chatas” sabemos transmitir. Ter uma forma de aliviar sua dor. De dizer que estamos solidários a ele e aos pais de Arthur.

E que Arthur foi e continuará sendo esse bálsamo em sua vida.

Força Lula. 
Apesar de tudo,
Venceremos.”

Jonas Duarte (Professor da UFPB)

 
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Publicado por em 05/03/2019 em injustiças, Reflexão

 

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Deixe-me ir, preciso Anddad…(Elisa Lucinda)

Elisa Lucinda

ARTIGO – “A ditadura não foi uma revolução, nem um movimento. Foi, sobretudo, um misto de ignorância e covardia” 

Fonte: Jornalistas Livres

O que mais me preocupa nessas eleições é o domínio da irracionalidade diante de uma escolha tão importante. E para que essa irracionalidade se concretizasse, o ódio foi vendido em massa na cara da população, que consome todos os dias um excesso de espelho do modelo americano imperialista, que há muito nos subjuga.

Vivemos no país da melhor música do mundo, onde se ouve de norte a sul música americana em todas as lojas. Nas boates, nas salas de espera, nas festas. Uma chatice. Uma espécie de estrangeirisse em todos os lugares. É a trilha oficial da academia, quem aguenta? E junto com isso vem o lixo dos games de guerra, a indução à violência em todos os canais abertos a toda pobre inocente criancinha brasileira.

A educação pela superação para vencer o outro, ser melhor do que o outro, ser o único, avança a cada dia. “Colégio São Sicrano, seu filho em primeiro lugar no vestibular!” Acontece que esse vencedor terá 799 inimigos ali, porque são 800 alunos. O que é isso, o tempo inteiro melhor do que o outro? A cultura da vantagem: pessoas compram o que não querem por causa da vantagem e começam a consumir o que escolheram só por causa da vantagem. “Comprei cinco latas de salsicha, estava na promoção”. Mas você gosta? “Agora eu gosto, né? Saio ganhando”. É tudo meio torto.

O desprezo por si, pelo que se come, o desprezo pelo outro que é potencialmente aquele que eu vou vencer, e por isso é que se vende nos EUA armamento a todo momento e o povo dispõe de balas, de armas de fogo expostas e vendidas ao lado das balas de chupar no cinema. Socorro! Não se pode vender arma sem vender o ódio. Estamos experimentando uma civilidade que não quer pensar além da capa, e tudo que lhe é contrário não existe, é mentira, é fake news. Um mundo irreal, onde é preciso criar uma paranoia para justificá-lo.

Estamos experimentando o resultado de uma negligência e uma irresponsabilidade que o nosso jornalismo sofreu nos últimos tempos. Em especial na história mais recente do país, onde há omissão dos muitos dos que narram a informação e deixaram-se contaminar pela teoria e prática da polarização política do país, pela uniformidade da informação, e de nos deixar ausentes de uma avaliação crítica do nosso tempo com mais independência.

Parece que a população está com raiva, parece que fomos mordidos por uns cachorros bravos. Peraí, mas ao mesmo tempo, as mulheres se reuniram em 37 cidades brasileiras e não se registrou nenhuma briga. Não estou puxando sardinha para o nosso lado não, meninas. Mas pode fazer sentido: à mulher foi dada uma educação onde a sensibilidade, o gosto pelas coisas pequenas e delicadas e, principalmente, pelas tarefas de doação, como amamentar, carregar criança dentro da barriga, cozinhar com ela no colo, cuidar do outro, coisa que toda mulher aprende e o homem não. Talvez culturalmente tenhamos mesmo a boa  possibilidade de produzir a paz.

Por isso também agora pulsa em mim uma certeza de que, ainda que a critiquemos, a democracia ainda é o melhor sistema político encontrado para respeitar a diversidade dos seres e a liberdade do pensamento. É ela que quero garantir nesse primeiro turno. É ela que está ameaçada. O projeto de país que me atrai não pode ser mais excludente do que esse já é, nem mais homicida e violento. A cidadania avançou, nós caminhamos para respeitar o jeito de ser de cada um, sem racismo, sem homofobia, sem tudo o que não presta, tudo que vem pela via da intolerância.

No país que eu quero o Estado não é grande nem pequeno. É do tamanho do seu povo. Estado mínimo para mim é povo mínimo. Eu pago meus impostos e quero receber por ele: saúde, segurança, educação e cultura. Simples assim. E mais, no meu sonho, os bens de um tempo devem pertencer a todos daquela comunidade, no caso a grande comunidade brasileira. Não quero mais do só olhar para o MEU próprio umbigo, a segurança do MEU condomínio, do colégio do MEU filho, o seguro do MEU carro. Esse negócio de pouca gente ter tudo e muita gente ter pouco ou nada não parece que nos levará a alguma espécie de paz.

Fui criada na ditadura, a infância passei sob ela. E não era bonito ser criança e ver a tensão dos pais com seus filhos estudantes adolescentes em perigo, cantores sendo presos, intelectuais silenciados. A impressão que se tinha, mais tarde confirmei, era de que os presos eram inocentes. Muita gente morreu, muita gente foi torturada. E o Brasil paga até hoje um custo alto por esta interrupção muito violenta num país de Darcy Ribeiro e Paulo Freire, para citar dois. A ditadura não foi uma revolução, nem um movimento. A ditadura foi, sobretudo, um misto de ignorância e covardia. Foi sério. As cabeças cortadas, os exílios que foram impostos a inteligentes brasileiros, tudo isso faz falta no país que hoje somos. 

Ando todo tempo pelo Brasil, e em São Paulo um taxista me disse: “Comprei essa autonomia e minha casa no governo Lula e o Haddad que era nosso ministro da Educação, bicho inteligente, mandou construir entre três cidades lá do Ceará, com distância de 11 km uma da outra, uma universidade e uma escola politécnica. Hoje meus sobrinhos não precisam sair do Nordeste para ser taxista aqui em São Paulo; são professores, estão na universidade”. Então, meus amores, este é o Brasil que eu quero. Um país de todos. E confio nele, pois tem uma juventude negra, aliás, uma juventude excluída que entrou nas universidades e vai votar certamente por uma educação para todos. Não vou esperar o segundo turno para ter certeza da minha vontade. Fico com o povo. Voto com o povo. Sou povo. Domingo já vou de Haddad!
 
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Publicado por em 24/10/2018 em Política, Reflexão

 

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A educação sempre em pauta

 
No amplo teatro, alugado especialmente para o encontro, se reuniam autoridades de todo o Estado. Discutia-se a questão de verbas para as tantas necessidades das diversas comunidades.
Horas foram planejadas para se apresentarem as necessidades, as estratégias de redução de gastos, a mais correta divisão dos recursos a fim de que todas as áreas fossem bem atendidas.
Planejava-se ali o atendimento à criança, ao jovem, ao idoso, à gestante, ao carente. Nenhum detalhe estava sendo esquecido.
As autoridades se revezavam ao microfone, falando de metas a serem alcançadas, de intenso trabalho a ser realizado.
Enfim, fez-se uma pausa para um pequeno descanso.
Todos demandaram o amplo salão onde várias mesas apresentavam o lanche com pães, doces, salgados, refrigerantes, café, água.
Entre um e outro salgadinho, os colegas aproveitavam para trocar ideias, para cumprimentar aqueles que já haviam discursado.
Retornando ao teatro para a continuidade dos trabalhos, um dos participantes levou um copo com refrigerante. Quase ao transpor a porta, a senhora encarregada da recepção pediu licença e lhe lembrou, conforme avisos afixados em vários lugares, que ele não poderia adentrar o teatro com o refrigerante.
O homem, até então muito educado, olhou-a de cima e falou alto:
A senhora sabe com quem está falando?
A senhora de pronto respondeu:
Não, senhor.
Ao que ele explicou:
Pois saiba a senhora que eu sou Fulano de tal. – E foi dizendo o cargo que ocupava no Estado.
Ela, ainda e sempre educada, prosseguiu:
Muito prazer em conhecê-lo, senhor. Mas devo continuar lhe dizendo para não entrar nas dependências do teatro com o refrigerante.
Mais do que ninguém, o senhor, como autoridade de um município do nosso Estado, sabe o quanto custa o patrimônio público e quanto custa mantê-lo.
O senhor é encarregado de zelar pelo dinheiro do povo e dar ao povo o melhor. O senhor, em sua cidade, zela pelas praças, pelos jardins, pelo teatro, a biblioteca pública, o museu, as escolas.
Mais do que ninguém o senhor sabe que o dinheiro público não pode ser desperdiçado. O refrigerante que o senhor deseja levar para o teatro pode derramar e manchar a poltrona ou o tapete. E haverá necessidade de se gastar para a substituição de uma ou de outro.
O homem olhou para a mulher, deu meia volta, depositou o copo de refrigerante sobre uma mesa próxima, voltou para a entrada do teatro e disse:
A senhora tem toda a razão. Obrigado pela lição.
E retornou para os trabalhos com seus colegas.
 
A verdadeira humildade está em reconhecer os próprios erros, não importando o cargo ou a função que se ocupa.
E todos podemos ser educadores, onde quer que estejamos. Podemos dar o exemplo, fazendo. Podemos falar, demonstrando o que é correto realizar.
Sempre que falemos com educação e demonstremos bom senso no que pedirmos, com certeza, seremos ouvidos e atendidos.
É que nem sempre estamos dispostos a realizar este trabalho e preferimos deixar passar. Com isso, estamos perdendo uma oportunidade sem par de melhorar o mundo em que nos encontramos.
 
 
Redação do Momento Espírita.
Em 29.02.2012.
 
Fica a mensagem, neste ano em que teremos novamente eleições, onde escolheremos quem vai nos representar nos governos municipais:
“Todos podemos ensinar e aprender, se tivermos humildade para ouvir, para falar e principalmente para agir.”
 
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Publicado por em 24/03/2012 em Reflexão

 

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