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Valorize

valorize

Valorize a vida que Deus te deu

Valorize o pai, a mãe o irmão

Valorize o dia que amanheceu

Valorize a flor que brotou do chão

 

Valorize os bons momentos

Valorize o sol que desponta cedo

Valorize seus bons sentimentos

Valorize sua coragem e não seu medo

 

Valorize quem a seu lado decidiu ficar

Pelo simples prazer de tudo compartilhar

Pois junto a ti gosta de estar

 

Valorize o amigo que se importa

Que liga, que se interessa

Que quando bate em tua porta

Só quer saber se você está bem 

E desfrutar a sua companhia sem pressa

 

Valorize porque ninguém, mantém a presença

Por mais que queira, por mais amor que tenha

Onde reina a indiferença

 

Valorize o amor que lhe é ofertado

Pois não há sensação mais doce que amar

E não há felicidade maior que sentir-se amado.

 

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 04/11/2016 em Poesia

 

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Ando devagar porque já tive pressa

ando devagar

Ando devagar porque já tive pressa… Pressa de ter tantas coisas, de chegar a tantos lugares, pressa do ter, do parecer.

Mas hoje ando a passo lento, pois já entendo que a vida é uma busca de si mesmo, do ser: ser melhor, ser amável, ser amigo, ser sensível, ser compassivo, ser caridoso…

Hoje compreendo que é preciso paz para poder sorrir, pois o sorriso verdadeiro, a felicidade autêntica, vem da paz de espírito, a paz de consciência, de quem segue o caminho do bem a todo custo.

Entendo também que as chuvas são bem-vindas, e que sem elas não há floradas, pois é preciso chuva para florir.

A dor nos esculpe a alma, quando bem entendida, quando bem absorvida nos passos diários da lida.

Ando devagar porque já tive pressa… Pressa do sucesso a qualquer custo, pressa de ser popular, de ser o primeiro, de agradar a todos…

Mas hoje ando tranquilo, percebendo mais as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs, absorvendo a vida em toda sua plenitude.

O viver pode ser o mesmo, as circunstâncias podem permanecer inalteradas, mas minhas lentes são outras. Enxergo tudo de outra forma.

E o mais importante de tudo: descobri que para cumprir a vida, para cumprir meu papel, minha missão aqui, preciso compreender minha própria marcha.

Sêneca, antigo sábio, afirmou que nenhum vento é a favor para quem não sabe para onde ir. Então, compreender a marcha é fundamental. Precisamos saber para onde estamos indo, precisamos saber o que é nossa marcha, nossa vida.

Só então posso ir tocando em frente, com simplicidade e devoção, com alegria e coração.

Pois todos temos talento, todos carregamos o dom de ser capaz e ser feliz.

A felicidade não é para poucos, não, é para todos. E cada um a vai encontrando no seu tempo, no seu momento, da sua forma.

Ando devagar porque já tive pressa… Pressa de partir, já quis desistir de tudo, em alguns momentos, mas hoje ando como que em câmera lenta, com a coragem de quem quer ficar e ver tudo até o fim.

Carrego esse sorriso porque já chorei demais, mas isso não quer dizer que não voltarei a derramar alguma gota dos olhos. Significa apenas que os sorrisos serão a regra. A lágrima, exceção.

Ando devagar no passo curto dos meus filhos, pois se resolver andar acelerado, os deixarei para trás.

Ando devagar para perceber o sabiá cantador, pois se torno minha vida uma bomba-relógio, passo a não perceber a vida que passa ao largo de meus passos, e assim, os sabiás passam a não existir mais.

Ando devagar para ainda conseguir olhar onde piso, e não esmagar nada, nem ninguém com minha desatenção ou deselegância.

Ando devagar para pensar um tanto mais antes de agir, para escolher as palavras certas, para digerir uma ideia nova, para escolher um caminho, para silenciar a mim mesmo por alguns instantes.

Ando devagar… Porque já tive pressa.

*   *   *

A vida é especialmente rica para que se passe por ela, às pressas, sem atentar para os detalhes.

O mundo é pleno de belezas para que se o percorra aos saltos, sem nos determos a descobrir as belezas das flores, o segredo das matas, o encanto das fontes.

Pensemos nisso!

 

Redação do Momento Espírita, com base na
canção Tocando em frente, de Almir Sater.
Em 28.11.2013.

 
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Publicado por em 05/12/2013 em Reflexão

 

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Por que a agressividade?… Para que a pressa?

Rio Grande experimenta um grande Desenvolvimento Econômico que deveria trazer tranquilidade para a população, visto que temos mais emprego, logo, mais condições para todos usufruírem do prazer de poder proporcionar a suas famílias, mais conforto.

No entanto, como tudo na vida tem seu bônus e seu ônus, o desenvolvimento também ocasiona crescimento da população, crescimento da frota de veículos, maiores exigências profissionais e tudo mais.

Diante disso aumenta nosso nível de stress, irritação e o trânsito caótico que enfrentamos todos os dias é infelizmente o resultado da incompetência de nossos dirigentes que são responsáveis pela organização do mesmo e em vez disso tomam medidas que só atrapalham, mas também é de cada um de nós enquanto pedestres e condutores de automóveis e motocicletas.

Motoristas que trafegam em uma rua que logo ali adiante limita a passagem para um carro só andam e três ou duas pistas causando congestionamento desnecessário. Motociclistas que cortam a frente dos carros, numa urgência sem sentido.

Pedestres que atravessam fora das faixas e quando motoristas educados e conscientes os alertam que a poucos metros há um sinal que lhes garante a segurança, os brindam com palavras de baixo calão adicionadas a gestos obscenos e deprimentes.

Sem contar quando pegamos atalhos, ignorando a sinalização existente e contrariando totalmente a lógica e o bom senso, como o que causou a morte de mais um motociclista esta semana.

Por que a agressividade???…Para que a pressa???

Se perdermos a vida ao realizarmos manobras arriscadas para não atrasar uma entrega ou para não chegarmos atrasados ao trabalho, a marcha do progresso seguirá em frente e a empresa providenciará para que outro empregado entregue o produto. Nosso chefe colocará outro funcionário em nosso lugar e pronto, a engrenagem será refeita e… vida que segue.

De que adiantará termos agredido a quem apenas quis preservar nossa vida, se a perdermos porque tentamos ganhar alguns segundos? A vida continuará seu curso natural para essa boa alma que tentou nos ajudar.

E os nossos entes queridos? Ah! Esses nunca mais serão os mesmos, privados que estarão de nossa presença e nosso cuidado para o resto de suas vidas.

Mas o tempo vai passar… e nossa família embora carregando a dor de nossa ausência vai seguir seu caminho e aproveitar esta existência.

A vida continuará inclusive para nós que chegaremos ao outro plano com a terrível sensação de termos perdido, por pura imprudência,a oportunidade de aprendizado e crescimento que Deus com imenso amor nos concedeu.

É preciso paramos para refletir e valorizar mais a vida. Nossa família, nossos amigos, a sociedade, o Planeta precisam de cada um de nós, pois todos possuímos uma tarefa a cumprir na Obra de Deus e não temos o direito abdicar da vida por valorizar demais o que não levaremos na bagagem quando retornarmos para Casa.

Pare, pense, conte até dez…dê valor a Vida!!!

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 15/11/2012 em Reflexão

 

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Inspiração do poeta

 
 
Conta-se que, num dia qualquer, o compositor Almir Sater estava em São Paulo para uma temporada. Em certo momento, desceu do seu apartamento para tomar um cafezinho num mercado ali perto.
 
Encontrou um amigo, que o convidou para experimentar uma viola que acabara de comprar. Enquanto tomavam café, Almir dedilhou a viola e soltou a voz:
 
Ando devagar… ao que o amigo emendou… porque já tive pressa.
 
Dizem que essa maravilha chamada Tocando em frente, ficou pronta em dez minutos. Um dia, alguém perguntou ao Almir como essa música fora feita e ele respondeu: Ela estava pronta. Deus apenas esperou que eu e o Renato nos encontrássemos para mostrá-la para nós.
 
Será verdade ou será mais uma dessas lendas que se inventam, a respeito de pessoas célebres e suas produções?
 
Lenda ou verdade, não importa. O que sabemos é que a inspiração existe e disso entendem muito bem os gênios de todos os matizes.
 
E a letra e música de Tocando em frente são uma joia rara.
Convidam-nos a parar em meio à correria, a viver com mais vagar, como a saborear cada momento.
Também nos recordam que, na vida, lágrimas e sorrisos se sucedem.
 
Assim dizem os versos:
 
Ando devagar porque já tive pressa.
E levo esse sorriso, porque já chorei demais.                                         
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe…
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei…
 
Há tanto para aprender. E quantos cremos ser superiores, por entendermos disso ou daquilo. E, contudo, quem verdadeiramente se dedica a aprender, descobre que quanto mais aprende, mais há a ser pesquisado, descoberto.
 
Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.
 
O planeta Terra é o grande laboratório Divino em que provamos a dor, a alegria. Em que nos extasiamos ante a manhã que se espreguiça e nos encantamos com a riqueza das pessoas.
 
Cada uma com seu talento especial, sua forma de ser, de agir em nossas vidas.
E, neste planeta de provas e expiações, com quantas delícias nos agracia Deus. Sabores de frutas, consistências inúmeras.
 
É preciso tudo provar. Aprender a degustar, reconhecendo o sabor de cada fruta, do trigo transformado em pão, do grão triturado, moído, servido com aroma de café.
 
Mas é preciso o amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, continua cantando o inspirado poeta.
Sim, o amor nos é imprescindível porque fomos criados e somos mantidos pelo amor de Deus, trazendo essa essência Divina em nossa intimidade.
 
E somente sorri, num mundo de tanta perversidade ainda, quem já descobriu o segredo da vida na Terra, que se chama oportunidade e progresso.
 
Por isso, cada um de nós compõe a sua história. E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, de ser feliz.
E, como todo mundo ama, todo mundo chora, não esqueçamos que um dia a gente chega, no outro vai embora.
 
A vida é transitória. Aproveitemo-la, ao máximo, vivendo com a família, os amigos. Produzindo na sociedade, deixando nossas marcas de luz para, como alguém já falou, quem venha atrás, possa dizer: Por aqui passou um ser iluminado. Uma estrela…
 
Redação do Momento Espírita.
Em 23.08.2012.
 
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Publicado por em 28/08/2012 em Poesia

 

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Espalhando alegria!!!

De um periódico do Estado de Santa Catarina, colhemos a notícia feliz de alguém que se importa com o bem-estar e felicidade do seu próximo.

A nota em destaque tem como endereço a Praia Central de Balneário Camboriú. Como personagem, um gari que, junto a outros tantos, tem a responsabilidade de executar a limpeza da praia.

Pois Cícero Martins usa o rastelo e o sorriso espontâneo para fazer muito mais do que o próprio trabalho.

 

Todas as manhãs, na altura da Rua Dois Mil, ele escreve na areia um caprichado e enorme Bom dia.

Ele já se tornou conhecido de muitos. Vez ou outra, recebe um cumprimento vindo de um dos prédios em frente à praia.

Alguém, de lá de cima, grita: Bom dia, Amarelinho.

Amarelinho é o apelido que recebeu, inspirado na cor do uniforme que ele usa para trabalhar.

Eu escrevo para animar. Às vezes, vejo pessoas tristes pelos bancos da praia e acho que, dessa maneira, posso ajudar. – Conta o simpático homem de quarenta e cinco anos.

O funcionário encanta quem mora nos arranha-céus da Avenida Atlântica e aos que visitam a praia.

Por vezes, interrompe o passo sem pressa de um turista que caminha, com o olhar vago em direção ao mar e se surpreende com o Bom dia, escrito na areia.

Ele não ganha nada a mais para escrever o seu Bom dia. Nada, em termos materiais, porque a sua atitude já lhe rendeu novas amizades.

E também estimulou alguns a pensarem a respeito das próprias atitudes pois, por vezes, se acorda pela manhã e não se dá Bom dia nem para quem mora com a gente.

Há os que param, indagam da autoria da proeza e o vão cumprimentar, abraçar.

Há os que afirmam que a atitude desse gari lhes modificou a forma de encarar a vida. Porque, enquanto os outros vão à praia para tomar sol, passear, descansar, ele está lá, dia após dia, limpando a praia, uniformizado.

Com sol forte, com brisa ou sem ela, ele cumpre a sua tarefa, sem reclamar, com alegria. E distribuindo bom ânimo aos outros.

Acrescenta o seu algo mais, que diz da sua própria alegria de viver…

Não aguardemos o aplauso do mundo. Não esperemos que os nossos atos sejam louvados pelos que transitam ao nosso lado.

Seja a nossa caminhada assinalada pelas pegadas de claridade na Terra, a fim de que, aquele que venha após os nossos passos, encontre as setas apontando o caminho.

Sejamos os que cantam o hino da alegria plena na ação que liberta consciências, na atividade que nos irmana e no amor que nos felicita.

Se cada um de nós se decidir por viver o amor, por expressar a sua alegria de viver, a paisagem atual do mundo se modificará.

No planeta em convulsão, a primavera reflorescerá. Nas almas empedernidas, as flores dos sorrisos irão despontar.

Nos seres em cuja intimidade jazem ressecados os galhos da fraternidade, brotos novos se apresentarão.

Sejamos nós os promotores dessas mudanças. Ainda hoje, principiemos a espalhar alegrias.

 

Redação do Momento Espírita, com base em fato da vida do gari
catarinense Cícero Martins e com pensamentos do cap. 11, do livro
Momentos enriquecedores, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 08.06.2012.

 
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Publicado por em 14/06/2012 em Otimismo

 

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