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Invertendo a lógica

 
Incrível como vivemos em constante contradição.
 
Sofremos  porque não somos aceitos como somos por nossos semelhantes, no entanto não movemos uma palha para aceitarmos os outros como realmente  são.
 
Exigimos carinho, afeto, compreensão, porém não temos tempo nem disposição para dar afeto, carinho… não temos tempo nem vontade de compreender, de nos colocarmos no lugar do outro.
 
Apregoamos que não temos preconceitos, no entanto quando alguém de nossas relações, até mesmo as mais estreitas, se mostra um pouco diferente dos padrões estabelecidos, vamos aos poucos, nos afastando e deixando um rastro de desamor e indiferença.
 
Muitas vezes, toda uma vivência e convivência fraterna é simplesmente colocada na vala comum do esquecimento completo, por causa de uma opinião contrária a nossa em qualquer assunto banal do dia a dia, que fará então em questões mais profundas.
 
Nossa lógica é exigir dos outros o amor que ainda não sabemos ou muitas vezes não queremos dar.  É não nos conformarmos quando os outros não agem de acordo com o nosso código de conduta e criticarmos severamente e sem absolvição.
 
A frase mais usada é: “Hoje em dia é tudo assim, não se tem mais respeito por nada, todo mundo é igual.” O que significa que somente nós somos os guardiões da moral e dos bons costumes e pairamos acima de tudo e de todos.
 
Afinal, se no nosso entender, “a terra está arrasada”… e, “se passa o tempo e tudo piora”…quem sabe usemos nossa capacidade de reflexão e atentemos para a possibilidade de que esta atitude perante a vida pode estar errada.
 
Quem sabe invertemos a lógica e tentamos nós mesmos ser a mudança que queremos ver no mundo.
 
Que tal, abrirmos o coração e passarmos a dar mais amor, carinho e atenção ao próximo.
 
Talvez ao invés de querermos ter mais amor, amigos e reconhecimento, sejamos nós a dar mais amor, mais amizade, mais carinho, mais gratidão…
 
Certamente o nosso exemplo pode se espalhar e contagiar mais gente, mudando assim a lógica atual, trazendo mais leveza, liberdade e felicidade aos nossos corações.
 
Está ao nosso alcance, é só querer!
 
Silvia Gomes
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Publicado por em 05/10/2012 em Reflexão

 

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A melhor parte de amar

 
 
As declarações de amor revelam muito do que vai em nossa alma. Por vezes elas nos descrevem com perfeição.
 
Elas contam se somos possessivos ou ciumentos, se deixamos espaço para o outro crescer como indivíduo ou não.
 
Por exemplo, quando somos enfáticos demais no Eu preciso de você; no Não consigo viver sem você, revelamos, mesmo sem querer, que nosso amor é mais carência do que doação.
 
Amar o outro, tendo, como razão e sustento desse amor, tudo aquilo que o outro nos dá, isto é, tudo que recebemos do parceiro, é certamente um amar frágil, que pode não se manter por muito tempo.
 
Basta que o outro não mais nos forneça o que estava nos oferecendo, que não mais atenda nossas expectativas, para que todo aquele dito grande amor desapareça, como em um passe de mágica.
 
Recentemente, ouvimos uma declaração de amor que nos chamou a atenção, por apontar uma direção um pouco diferente da comum.
 
Dizia assim:
A melhor parte de amar é ser o alguém de outra pessoa, e eu quero ser este alguém, o seu alguém…
 
Vejamos que o princípio por trás da frase é diferente, e bastante nobre. Muito mais compatível com o verdadeiro sentido do amor, o amor maduro.
 
Querer ser o alguém da outra pessoa é identificar que o outro também tem expectativas, que também quer ser amado, e se colocar na posição de dar-se ao outro, e não só na de receber, o que é bastante egoísta.
 
As jovens e os jovens, em determinada idade, quando das primeiras paixões, chegam a fazer listas de exigências. Como ele ou ela precisam ser para ganhar o meu coração?…
 
Notemos que, em momento algum, consideramos que o outro também tem sua lista, suas expectativas. Pensamos apenas em preencher a nossa, o que eu quero, o que eu sonho.
 
Mas e o outro? Não tem sonhos? Será que podemos atender aos anelos da outra pessoa? Será que preenchemos a lista dele ou dela? E que esforços fazemos para isso?
 
Assim, querer ser o alguém do outro é levar tudo isso em consideração sempre, e não apenas exigir e exigir constantemente.
 
Nesse nível de amor perceberemos que o que nos completa, o que nos faz feliz numa relação, é também o quanto fazemos pelo outro, o quanto nos doamos à outra pessoa.
 
Dessa forma, esse patamar de amor nunca nos fará frustrados.
Precisamos enxergar a tal via de mão dupla das relações amorosas, através de uma nova perspectiva, mais inteligente e mais altruísta.
 
Querer ter outra pessoa ao lado, apenas para nos preencher, como se diz, é muito perigoso e frágil.
 
A relação a dois é muito mais do que isso.
Amar precisa sempre vir antes do ser amado.
É o amar que nos fará grandes no Universo e não o ser amado.
 
Foi o amar de tantos Espíritos iluminados que garantiu que a Terra continuasse a existir, e não sucumbisse por inteiro nas mãos do orgulho e do egoísmo.
“Que eu procure mais amar do que ser amado, pois é dando que se recebe…”
 
Redação do Momento Espírita.
Em 4.9.2012.
 
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Publicado por em 06/09/2012 em Reflexão

 

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Carinhos Quentes

 
Era uma vez, uma cidade, uma cidade como todas as outras e ao mesmo tempo diferente de todas as demais porque naquela cidade todo mundo era feliz.
 
Certa vez, uma bruxa má resolveu se instalar naquela cidade e como toda bruxa má que se preza ela vendia poções, pozinhos e etc, enfim, aquelas coisas que as bruxas más vendem…
 
Mas, para o espanto da bruxa, ninguém comprava os produtos da bruxa, e ela ficou encafifada com aquilo.
 
Ela então contratou uma equipe de marketing – era uma bruxa moderna – para resolver aquela situação. A equipe fez pesquisas, levantamentos, e explicou para a bruxa que naquela cidade todo mundo ao nascer vinha ao mundo com um saquinho mágico, em que nele havia uma substância realmente mágica que quando era ofertada à alguém, essa substância mágica crescia energeticamente envolvendo tanto quem deu como quem recebeu proporcionando uma autêntica sensação de paz e de felicidade.
 
E o Nome dessa substância mágica era “Carinhos Quentes”; e todo mundo dava – e, naturalmente, assim todo mundo recebia -Carinhos Quentes e assim todos eram felizes e não precisavam dos produtos da bruxa.
A bruxa pensou, pensou e pensou até que então arquitetou um plano. Ela chegou para um pai de família e disse:
– Olha sua esposa dando Carinhos Quentes para os outros… Já pensou se acabam?
 
Até então, nunca alguém havia pensado na possibilidade dos Carinhos Quentes se esgotarem. O marido chegou para sua esposa e disse:
 
– Esposa, acabou essa história de ficar dando Carinhos Quentes para os outros. Agora é só nosso e olhe lá…
E se tornaram egoístas quanto aos Carinhos Quentes.
 
As crianças vendo aquilo – e as crianças sabem que palavras convencem mas exemplos arrastam… – começaram também a se tornar egoístas dos Carinhos Quentes. E com o passar do tempo, aquele novo comportamento foi se alastrando pela cidade até que um dia ninguém mais dava – e assim ninguém mais recebia – Carinhos Quentes.
 
As pessoas passaram a sentir um vazio, uma angústia, uma falta que não sabiam explicar do que, e assim, por desespero, começaram a consumir os produtos da bruxa.
 
E a bruxa ganhou rios de dinheiro, ficou muito contente, com sorriso de orelha a orelha, até que aconteceu algo com o que não contava. O que aconteceu?
 
As pessoas começaram a morrer – pois ninguém vive sem Carinhos Quentes! – e a bruxa pensou: “Isso eu não quero, pois se não, quem vai continuar me dando dinheiro?”… A bruxa pensou, pensou e pensou e então lançou no mercado um novo produto: Os Espinhos Frios.
 
Os Espinhos Frios servem para ferir, agredir, magoar as outras pessoas.
 
Entre dar e receber nada ou trocar Espinhos Frios, as pessoas então passaram a trocar entre si Espinhos Frios. Já não mais morriam, mas continuavam extremamente insatisfeitas, infelizes, movidas por um desejo deslizante que nunca se saciava e por aquele rol de negatividade anteriormente mencionado.
 
Mais adiante, alguém da equipe da bruxa teve a idéia de revestir os Espinhos Frios com uma camada que imitava aqueles quase esquecidos Carinhos Quentes de outrora. A esse novo produto foi dado o nome de “Carinhos de Plástico”.
 
Os “Carinhos de Plástico”, à primeira vista, parecem Carinhos Quentes, mas assim que se desmancha a superficialidade, revela-se que o que tem por dentro é um tremendo de um Espinho Frio.
 
Pois bem. Assim ia a cidade sobrevivendo, com as pessoas mediocremente trocando entre si Espinhos Frios e Carinhos de Plástico, até que um dia, um jovem regressou à cidade e a bruxa não conseguiu fazer a cabeça desse jovem.
 
E ele seguia sua própria natureza, dando Carinhos Quentes para quem encontrasse em seu caminho.
 
Algumas pessoas vendo aquilo, exclamaram: “Esse homem é louco! Está dando Carinhos Quentes…”
 
Mas pelo grau de evolução que ele havia conquistado em suas peregrinações e estudos na vida, ele sabia que não devia “dar bola” para esse tipo de comentário. E assim continuou seguindo sua própria natureza, dando Carinhos Quentes para quem encontrasse.
 
Outros disseram: “Ele é um aproveitador, um ‘171’; deve estar tentando levar alguma vantagem, por isso está dando Carinhos Quentes…”.
 
Mais uma vez, pelo grau de evolução que havia conquistado, sabia que não devia se deixar atingir por essas acusações. E assim prosseguiu seguindo sua natureza, distribuindo autênticos Carinhos Quentes para todos.
 
Até que um dia, ele encontrou uma moça -e que não era uma moça comum; era uma moça especial – e ela ao receber os Carinhos Quentes, percebeu despertar em si uma luz, uma sensação de ternura e de amor e sentiu um desejo sincero de voltar a dar Carinhos Quentes. Juntos, ela e o rapaz, continuaram dando Carinhos Quentes às pessoas.
 
Ao poucos, outras pessoas inspiradas pelo exemplo autêntico e sincero daquele casal, foram despertando e voltando a dar Carinhos Quentes.
 
Pois bem. E como então essa história termina?
 
Para ser muito honesto, até hoje essa história ainda não terminou…
Em todos os países, em todos os estados, em todas as cidades, existem dois grupos de pessoas:
 
Um deles, que é a maioria, é formado pelas pessoas comuns. E quem são as pessoas comuns? São aquelas que se limitam a dar Espinhos Frios e Carinhos de Plástico…
 
E o outro grupo, que por enquanto ainda é a minoria, é formado pelas chamadas pessoas especiais.
 
E quem são as Pessoas Especiais? São as pessoas que ousam… que se permitem compartilhar com a humanidade… autênticos, genuínos Carinhos Quentes.
 
Esse grupo por enquanto ainda é minoria, mas temos a crença que se fizermos a nossa parte, uma massa crítica será atingida revolucionando toda a humanidade, e assim estaremos dando nossa contribuição para a edificação de um mundo melhor de se viver…
 
Você que chegou até aqui lembre-se desse convite para descobrir-se uma Pessoa Especial…Semeando Carinhos Quentes!
 

Claude Steiner

 

 

 
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Publicado por em 27/05/2012 em Uncategorized

 

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