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Cuida quem se importa

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Publicado por em 04/12/2017 em Reflexão

 

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Incapaz

incapaz

Andy Foster tem quarenta e cinco anos. É autista e garçom num restaurante da Inglaterra.

Quando alguns clientes se sentiram incomodados com sua presença, como se tivessem algum problema em serem atendidos por ele, o dono do estabelecimento tomou uma atitude radical.

Escreveu uma carta e postou numa rede social:

“Hoje passamos o dia reconstruindo a autoestima de um dos membros da nossa equipe, depois dele ter sido desrespeitado e discriminado ao servir uma mesa, no jantar de ontem à noite.

“Qual é o problema dele?” E “por que você deu este trabalho para ele?” – Os clientes perguntaram…

Aqui em nosso restaurante, nós contratamos nossos funcionários com base na experiência e paixão pelo trabalho…

Não contratamos pela cor da pele, pela aparência, pela quantidade de tatuagens, pelo tamanho das roupas, pelas crenças religiosas ou por doenças. Nós não discriminamos!

Mas se você faz isso… Então, por favor, não reserve uma mesa conosco. Você não merece nosso tempo, esforço, nem respeito!”

Ainda trazemos vícios antigos na alma.

Por que homens e mulheres recebem remunerações diferentes ao realizarem o mesmo trabalho, ao ocuparem o mesmo cargo?

Por que pessoas idosas não podem trabalhar?

Por que nos utilizamos do termo incapaz, referindo-nos à pessoa com deficiência?

Incapaz do quê? De realizar certas tarefas?

Reflitamos: será que todos nós não somos ainda incapazes de muitas coisas? Como Espíritos em desenvolvimento na Terra não temos muitas lacunas intelecto-morais?

Alguns de nós, vendo alguém tocando alguns acordes de uma música num instrumento qualquer, afirmamos: Não sou capaz de tocar nem uma campainha!

Outros não temos jeito algum para trabalhos manuais.

Outros, ainda, não entendemos uma vírgula das notícias sobre economia, bolsa de valores, câmbio, etc.

E somos chamados de incapazes por isso? Seria uma grande ofensa, no mínimo.

Assim, debruçando nosso olhar para esses que são considerados especiais, perceberemos que eles podem ter muita dificuldade em certas áreas; que aprendem com mais vagar. Entretanto, ao mesmo tempo, fazem muitas outras coisas com maestria, até com virtuosismo.

São capazes de atender uma mesa num restaurante com mais simpatia e alegria do que muitos dos chamados normais;

são capazes de realizar tarefas com extrema atenção, com capricho – algo muito difícil de se encontrar em funcionários, no geral;

são capazes de cozinhar, de ministrar uma aula, de atuar e de tudo que possamos imaginar. Mais ainda, são capazes de nos fazer acreditar no poder da persistência, do esforço e da resignação. Eles nos ensinam muitas coisas.

Pensemos bem. Reflitamos um pouco mais da próxima vez que ouvirmos o termo incapaz ou quando percebermos qualquer tipo de discriminação com quem quer que seja.

Por fim, sejamos nós aqueles que abrimos portas para eles, para que deixem de ser excluídos em nossa sociedade e possam ter uma vida plena.

Não permitamos que nosso preconceito nos transforme em verdadeiros incapazes.

 Redação do Momento Espírita,
 com base em fato. 
Em 30.5.2016.

 
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Publicado por em 04/06/2016 em Reflexão

 

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Tolerância e respeito

respeito e tolerância

A tecnologia vem permitindo que nos comuniquemos cada vez mais, com uma quantidade sempre maior de pessoas.

As redes sociais, os telefones móveis, são alguns dos mecanismos que nos mantêm em contato uns com os outros.

Outrora, para conversarmos com alguém, necessário era estar junto a essa pessoa.

Para conhecer seu posicionamento sobre algum assunto, teríamos que esperar um encontro para a troca de ideias.

Assim se reduziam as possibilidades e a quantidade das colheitas de pareceres.

Poucas eram as chances de trocar experiências, ou de analisar outros pontos de vista.

Não é a realidade atual.

Conseguimos nos expressar de inúmeras maneiras, em um raio de ação antes impensável.

As redes sociais fazem ecoar nossas opiniões muito além do que imaginamos.

De igual forma, somos alcançados pelas opiniões de tantos, próximos ou não de nosso círculo de amizade.

É natural que nem sempre concordemos com a opinião alheia.

Algumas vezes são as posições políticas, ou a visão sobre sistemas de governo.

Em outro momento, nos vemos à frente de posturas que acreditamos serem insensatas, ou mesmo tolas.

Muitos expressam opiniões que julgamos despropositadas, inadequadas.

Nesses momentos, nasce a oportunidade de desenvolvermos em nós a tolerância.

No século XVIII, Voltaire, célebre filósofo humanista, afirmou que poderia não concordar com nenhuma das palavras que alguém dissesse, mas defenderia até a morte o direito desse alguém de pronunciá-las.

E assim o fazia porque tinha clara a plena percepção de que todos têm o direito de expressar as suas ideias.

Na medida em que a tolerância e o respeito pela expressão do pensamento alheio se faz, ganhamos o igual direito de nos expressarmos.

Ser tolerante com o pensar do outro não nos obriga a aceitar o que ele pensa.

Ser tolerante é ter o entendimento que ninguém é obrigado a pensar e agir como fazemos.

Cada um de nós traz os seus valores, seus conceitos, sua visão de mundo.

Assim escolhemos nossa postura política, nossa religião, nossos valores.

E nascerá sempre da tolerância nossa capacidade de bem conviver com a diversidade, sem gerar divergência.

O amadurecimento perante a vida nos fará conviver com o diferente, sem precisar impor nossas diferenças.

A cada um suas crenças, seus valores.

A todos nós, o respeito uns com os outros, oferecendo a liberdade de pensar e agir que desejamos para nós mesmos.

Se alguém nos pede a opinião, que nos posicionemos, de maneira clara, honesta e respeitosa.

No mais, iremos nos envolver em discussões, que serão sempre o exercício da imposição de nosso ponto de vista sobre o alheio.

Esses dias de convívio de ideias cada vez mais intenso e frequente, são também dias de convite a fomentarmos a tolerância.

Sem ela, a guerra se faz, as disputas se acirram, as famílias se dividem, as amizades se desfazem.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.5.2015.

 
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Publicado por em 10/06/2015 em Reflexão

 

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Por um mundo melhor

Mundo-unido

Você acredita que o mundo pode ficar melhor?

Pois um jovem escreveu um texto, dirigindo-se a um ditador que cometeu muitos desatinos em nome do poder, e que estava nas mãos da justiça para julgamento.

O texto diz mais ou menos o seguinte:

“Desejo-lhe, sinceramente, um julgamento justo, de acordo com o direito e, na medida do possível, uma cela limpa, cômoda e digna.

Tomara que ninguém bata no senhor, que ninguém o submeta a humilhações.

Que não confisquem sua casa, nem seu carro, nem destruam sua biblioteca.
Que não tapem seus olhos nem o atirem no chão para dar-lhe chutes e coronhadas.

Que não o pendurem pelos polegares, nem lhe administrem descargas elétricas.

Que não o mutilem nem o afoguem em água suja, nem tentem asfixiá-lo metendo sua cabeça num saco plástico.

Que não o ceguem e não quebrem os ossos de suas mãos.
Que não sequestrem seus irmãos, nem façam maldades com suas filhas.

Quero dizer, senhor, oxalá não façam nada do que seus subordinados fizeram, sob suas ordens e responsabilidade, a milhares de cidadãs e cidadãos de vários países do mundo.

Desejo que organizem um julgamento justo e que preparem uma cela limpa e cômoda, onde possa passar seus últimos dias sem frio nem fome.

Não é nada pessoal. É que, se a gente conseguir isso, a Humanidade terá dado um grande passo para o reencontro consigo mesma e, por conseguinte, para a construção de um mundo melhor.”

*   *   *

Nas palavras desse jovem, podemos encontrar a fórmula para a conquista de um mundo novo, sem violência nem desrespeito aos direitos do cidadão.

Muito se fala em acabar com a violência, mas muita violência se emprega nessa tentativa.

Quando a Humanidade compreender que é preciso mostrar a outra face, então estaremos a um passo da paz.

A face oposta da violência é a não-violência, e a do desrespeito é o respeito.

Enquanto os métodos para combater a crueldade forem cruéis, não se logrará êxito algum.

Enquanto se tentar apagar incêndios com álcool ou gasolina, as chamas continuarão destruindo.

Mas, no momento em que forem usados produtos que realmente ponham fim às labaredas, teremos a solução do problema, e não o seu agravamento.

Assim, o jovem tem toda razão ao desejar um tratamento oposto ao que foi oferecido por aquele líder arbitrário e equivocado.

Se, ao contrário, lhe fosse oferecida a violência como punição, seus juízes seriam como ele, e o círculo da crueldade jamais se romperia.

Quando todos nós pensarmos como aquele jovem, a Humanidade poderá fechar, definitivamente, a página que encerra um capítulo da sua história, da qual a violência fazia parte.

*   *   *

Jesus Cristo foi o grande Mestre da não-violência e do perdão.
Quando o soldado, aproveitando-se do fato de ele estar com as mãos amarradas, o esbofeteia, o Mestre lhe pergunta com toda serenidade:

Se errei, aponta meu erro. Mas, se não errei, por que me bates?

Esse, sem dúvida, foi um ensinamento significativo sobre a maneira de pôr um ponto final na violência.

Verdadeiramente sábio, é aquele que não revida.

É aquele que oferece a face oposta da ira, da prepotência, da arbitrariedade.

E essa face só pode ser a da indulgência.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base em mensagem escrita
pelo jovem Pedro Miguel, dirigida a um ditador chileno.
Em 02.03.2009.

 
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Publicado por em 04/07/2013 em Reflexão

 

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Pontos e Vírgulas

Quando iniciamos nossa vida escolar em busca do conhecimento, lá nos primeiros anos do ensino fundamental, vamos aprendendo a usar corretamente o idioma pelo qual nos comunicamos. No nosso caso; o Português.

Em dado momento nos é ensinado o uso correto da pontuação.  E com certeza a maioria de nós acha a matéria um tanto difícil, para não dizer… “um pouco chata.”

Mais tarde, perceberemos que em todos os passos da nossa caminhada teremos que utilizar pontos e vírgulas.  

Atravessamos a adolescência e a efervescência dos hormônios, a incerteza e a insegurança, próprias desta fase da vida, por mais contraditório que possa parecer nos fazem usar mais pontos do que vírgulas.

Crescemos; chegamos à época dos compromissos e responsabilidades sérias e mais do que nunca eles; o ponto e a vírgula tornam-se necessários.

O ‘ponto’ sempre significará um encerramento de questão; a vírgula poderá indicar dúvida, indecisão, mas também que estamos abertos ao diálogo e por consequência mais abertos ao perdão, a compreensão… a convivência fraterna e harmônica baseada no respeito pela vida e pelo próximo.

É claro que muitas vezes vamos precisar encerrar algumas coisas, notadamente quando se trata de nossos próprios vícios e imperfeições, esses sim vão sempre merecer um ponto final.

Já quando se trata da convivência e da relação com o outro, a experiência nos mostra que muito mais vezes; será de bom senso e  muita sabedoria, usarmos a ‘vírgula’. Pois a vida sendo eterna, por sabedoria e bondade de Deus, não termina por aqui e se renova a cada instante.

Aquele irmão que hoje nos perturba, foi ontem aquele a quem nós prejudicamos e pode ser o motivo da nossa felicidade amanhã.

Cabe a cada um de nós, no pleno uso do nosso livre arbítrio, decidir quando e onde colocar pontos e vírgulas e de maneira responsável arcar com as consequências e aprender as lições provenientes das nossas decisões.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 19/10/2012 em Reflexão

 

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Invertendo a lógica

 
Incrível como vivemos em constante contradição.
 
Sofremos  porque não somos aceitos como somos por nossos semelhantes, no entanto não movemos uma palha para aceitarmos os outros como realmente  são.
 
Exigimos carinho, afeto, compreensão, porém não temos tempo nem disposição para dar afeto, carinho… não temos tempo nem vontade de compreender, de nos colocarmos no lugar do outro.
 
Apregoamos que não temos preconceitos, no entanto quando alguém de nossas relações, até mesmo as mais estreitas, se mostra um pouco diferente dos padrões estabelecidos, vamos aos poucos, nos afastando e deixando um rastro de desamor e indiferença.
 
Muitas vezes, toda uma vivência e convivência fraterna é simplesmente colocada na vala comum do esquecimento completo, por causa de uma opinião contrária a nossa em qualquer assunto banal do dia a dia, que fará então em questões mais profundas.
 
Nossa lógica é exigir dos outros o amor que ainda não sabemos ou muitas vezes não queremos dar.  É não nos conformarmos quando os outros não agem de acordo com o nosso código de conduta e criticarmos severamente e sem absolvição.
 
A frase mais usada é: “Hoje em dia é tudo assim, não se tem mais respeito por nada, todo mundo é igual.” O que significa que somente nós somos os guardiões da moral e dos bons costumes e pairamos acima de tudo e de todos.
 
Afinal, se no nosso entender, “a terra está arrasada”… e, “se passa o tempo e tudo piora”…quem sabe usemos nossa capacidade de reflexão e atentemos para a possibilidade de que esta atitude perante a vida pode estar errada.
 
Quem sabe invertemos a lógica e tentamos nós mesmos ser a mudança que queremos ver no mundo.
 
Que tal, abrirmos o coração e passarmos a dar mais amor, carinho e atenção ao próximo.
 
Talvez ao invés de querermos ter mais amor, amigos e reconhecimento, sejamos nós a dar mais amor, mais amizade, mais carinho, mais gratidão…
 
Certamente o nosso exemplo pode se espalhar e contagiar mais gente, mudando assim a lógica atual, trazendo mais leveza, liberdade e felicidade aos nossos corações.
 
Está ao nosso alcance, é só querer!
 
Silvia Gomes
 
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Publicado por em 05/10/2012 em Reflexão

 

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Em viagem

 
 
A existência terrestre é uma viagem educativa.
Começa na meninice, avança pelos caminhos claros da plenitude física, e altera-se na noite da enfermidade ou da velhice, para renovar-se, além da morte.
 
Reparemos, pois, como seguimos.
 
Não nos agarremos aos bens materiais, senão no estritamente necessário para que nos façamos valioso irmão no concurso aos companheiros de jornada e útil a nós mesmos.
Há muitos viajores que sucumbem na caminhada sob pesados madeiros de ouro a que se atam, desorientados.
 
Não reclamemos devotamento do próximo, e, sim, amemos e auxiliemos a todos os que se aproximem de nós, para que nosso amor não desça do Alto aos tenebrosos despenhadeiros do exclusivismo.
 
Não prossigamos viagem guardando ressentimento, para que não aconteça de nos prendermos impensadamente aos labirintos do ódio.
 
Muitos viajantes, a pretexto de fazerem justiça, tombam, insensatos, em escuras armadilhas da crueldade e da intriga, com incalculáveis prejuízos no tempo.
 
Recordemos que iniciamos a excursão terrestre sem qualquer patrimônio e encontramos carinhosos braços de mãe que nos embalaram, amparando-nos, em nome do Eterno.
 
Lembremo-nos de que nada possuímos, à frente do Pai Celestial, senão nossa própria alma e, por isso mesmo, só em nossa alma amealharemos o tesouro que a ferrugem não consome e que as traças não roem.
 
Prazer e dor, simplicidade e complexidade, escassez e abastança, beleza da forma ou tortura do corpo físico, são simplesmente lições.
 
O caminho do mundo, que atravessamos cada dia, é apenas escola.
Nossos afetos mais doces são companheiros com tarefas diferentes das nossas.
 
Sigamos sem imposição, sem preguiça, sem queixa nem exigência.
O corpo é nosso veículo santo.
Não lhe desrespeitemos a harmonia.
A experiência é nossa instrutora.
Não lhe menosprezemos o ensinamento.
 
Estamos todos em viagem.
Sabemos quando chegamos, mas não conhecemos a data de nossa partida.
Todo tempo aqui deve ser muito bem aproveitado.
Toda companhia, agradável ao coração ou não, merece nosso respeito e atenção, pois não está ali por acaso.
 
Como viajor que sabe aproveitar as belezas do novo país que conhece, saibamos aprender com a vida, estudá-la em suas mais sutis lições de amor.
Não percamos tempo com implicâncias injustificadas, ódios gratuitos e prazeres efêmeros.
A existência é muito maior do que isso.
 
Mensagens singelas como esta, num programa de rádio diário, são alertas aos nossos corações. São recados da Espiritualidade Superior que se importa com nossas vidas, e nos deseja ver retornar ao mundo essencial, vitoriosos.
Pensemos nisso.
 
Pensemos em nossa encarnação todos os dias.
Encontremo-nos todos os dias.
Encontremos o Criador todas as manhãs e noites, e viveremos mais felizes.
Colecionemos momentos de alegria durante a viagem, construídos pelo amor que cresce em nossa alma aprendiz.
 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 8, do livro Caridade, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Ide. Em 04.06.2012.
 
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Publicado por em 05/06/2012 em Reflexão

 

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