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Amados e amáveis

ser amável

Todos desejamos ser amados. Mas será que já compreendemos a necessidade de sermos amáveis?

A História nos conta que todos os que foram hóspedes de Theodore Roosevelt, o Presidente americano, ficavam espantados com a extensão e a diversidade dos seus conhecimentos.

Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um político ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer.

E como fazia isso? A resposta é simples:

Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado até tarde, na véspera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente àquele hóspede.

Porque Roosevelt sabia, como todos os grandes líderes, que a estrada real para o coração de um homem é lhe falar sobre as coisas que ele mais estima.

O ensaísta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta lição.

Narra a seguinte experiência:

Quando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia.

Certa noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua atenção em mim.

Naquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impressão de estar particularmente interessado no mesmo.

Depois que ele saiu, falei vibrante: ” Que homem!”

Minha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que não entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto.

“Mas, então, por que falou todo o tempo sobre barcos?”

“Porque ele é um cavalheiro. Viu que você estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer. Fez-se agradável!”

 Inspirados nessas duas ricas experiências, indagamos: será que nos esforçamos para nos tornarmos agradáveis aos outros?

Será que encontramos neste mundo cavalheiros com tais características de altruísmo e polidez?

São raros, infelizmente. Por isso, a lição nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuançe dessa virtude.

Se desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esforçar para sermos amáveis!

A amabilidade é essa qualidade ou característica de quem é amável, por definição.

É ser polido, cortês, afável. É agir com complacência.

Allan Kardec, ao estudar a afabilidade e a doçura, na obra O Evangelho segundo o Espiritismo, conclui:

A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação.

Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança.

Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.

Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida.

Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.

Cultiva a brandura sem afetação. E a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável (…).

Redação do Momento Espírita com base no cap. 6, pt. 2, do livro Como
fazer amigos e influenciar pessoas, de Dalle Carnegie,  ed. Companhia
Nacional; no item 6, do cap. IX do livro O Evangelho segundo o
Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. Afabilidade e doçura,
do livro Escrínio de luz, do Espírito Emmanuel, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. O clarim.
Em 30.11.2012.

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Publicado por em 28/01/2014 em Reflexão

 

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Só, na presença do mar…

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Quando abraço o oceano todo com um olhar, volto a questionar sete milhões de coisas… Tantas quanto as ondas velozes que ganham a areia a cada minuto.

Volto a indagar: Como alguém pode se sentir só, na presença do mar? Acariciado por esta brisa incessante? Preenchido por este perfume raro?…

Como ainda posso me sentir só, sabendo que os braços do invisível me abraçam, que aqueles que partiram continuam existindo, e que todos nós, sem exceção, somos amados por alguém, em algum lugar, de alguma forma?…

Como ainda posso me sentir só?…

Talvez seja eu que me isole do mundo, e que exija demais das pessoas. Pode ser isso…

Talvez seja eu que não permita que os outros conheçam minha vida, meus sonhos, minhas mazelas (e, percebendo melhor, acho que há um pouco de orgulho nisso)…

Quem sabe seja eu que procure a solidão, e não ela que me persiga, como sempre imaginei…

É… Talvez eu precise conversar mais com as pessoas, interessar-me mais por suas vidas… Ouvir mais…

Há tempos que não ouço alguém. Um desconhecido relatando os acontecimentos corriqueiros do dia a dia; um colega de trabalho falando das peripécias de seus filhos; meu irmão… Puxa!… Há tempos não converso com meu irmão…

É curioso, pois me lembro que, há algumas semanas, ouvi uma mensagem de cinco minutos, num programa de rádio, que falava exatamente sobre isso, sobre como as pessoas se isolam umas das outras, e do quanto isso é prejudicial para a saúde mental e física, já que uma é consequência da outra – dizia o locutor.

Vem-me claramente à memória uma frase: Quem ama não se sente só.

É interessante, pois acho que sempre acreditei que para não se sentir só era necessário ser amado, e não amar.

Dizia, ainda, que quando nos sentimos úteis, e concluímos que muitos dependem de nossa dedicação, de nosso amor, também esquecemos a solidão.

É… Talvez ele tenha razão, pois lembro que, um dia desses, fui visitar uns parentes que não via há muito tempo, e aquela visita fez-me tão bem!

Falamos de assuntos comuns, como notícias de televisão, de família (em verdade ouvi muito mais do que falei, pois eles desembestaram a falar que só vendo!)

Mas, sabe que gostei de ouvir… Ao final, saí de lá com menos tensão, menos preocupado com a solidão… Percebi – não sei ao certo – um ar estranho entre os dois, como se estivessem cansados, entediados, possivelmente um pouco tristes…

Abracei minha tia (lembrei o quanto gosto dela!), e a ouvi dizer com os olhos levemente umedecidos: Gostamos muito de você, viu! Venha mais vezes! Não é sempre que recebemos visitas!

Ela estava certa. Não é sempre que recebemos visitas, pois não é sempre que visitamos os outros, creio eu…

Naquele final de tarde, vi que poderia ser útil em coisas tão pequenas, porém tão significativas!… E aquilo me afastava do desânimo, da solidão…

Dentro do carro, voltando para casa, observando a vida lá fora, por entre gotas de uma garoa discreta, lembro-me que essas mesmas questões emergiram:

Como pode alguém sentir-se só, na presença de tanta gente, de tanta vida! Quantas dessas pessoas esperam apenas por uma visita? E quantos deles estão dispostos a fazer uma?

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Como alguém pode se
sentir só, na presença do mar, do livro O que as águas não refletem, de
Andrey Cechelero, edição do autor.
Em 5.12.2012.

 

 
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Publicado por em 14/12/2012 em Reflexão

 

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A melhor parte de amar

 
 
As declarações de amor revelam muito do que vai em nossa alma. Por vezes elas nos descrevem com perfeição.
 
Elas contam se somos possessivos ou ciumentos, se deixamos espaço para o outro crescer como indivíduo ou não.
 
Por exemplo, quando somos enfáticos demais no Eu preciso de você; no Não consigo viver sem você, revelamos, mesmo sem querer, que nosso amor é mais carência do que doação.
 
Amar o outro, tendo, como razão e sustento desse amor, tudo aquilo que o outro nos dá, isto é, tudo que recebemos do parceiro, é certamente um amar frágil, que pode não se manter por muito tempo.
 
Basta que o outro não mais nos forneça o que estava nos oferecendo, que não mais atenda nossas expectativas, para que todo aquele dito grande amor desapareça, como em um passe de mágica.
 
Recentemente, ouvimos uma declaração de amor que nos chamou a atenção, por apontar uma direção um pouco diferente da comum.
 
Dizia assim:
A melhor parte de amar é ser o alguém de outra pessoa, e eu quero ser este alguém, o seu alguém…
 
Vejamos que o princípio por trás da frase é diferente, e bastante nobre. Muito mais compatível com o verdadeiro sentido do amor, o amor maduro.
 
Querer ser o alguém da outra pessoa é identificar que o outro também tem expectativas, que também quer ser amado, e se colocar na posição de dar-se ao outro, e não só na de receber, o que é bastante egoísta.
 
As jovens e os jovens, em determinada idade, quando das primeiras paixões, chegam a fazer listas de exigências. Como ele ou ela precisam ser para ganhar o meu coração?…
 
Notemos que, em momento algum, consideramos que o outro também tem sua lista, suas expectativas. Pensamos apenas em preencher a nossa, o que eu quero, o que eu sonho.
 
Mas e o outro? Não tem sonhos? Será que podemos atender aos anelos da outra pessoa? Será que preenchemos a lista dele ou dela? E que esforços fazemos para isso?
 
Assim, querer ser o alguém do outro é levar tudo isso em consideração sempre, e não apenas exigir e exigir constantemente.
 
Nesse nível de amor perceberemos que o que nos completa, o que nos faz feliz numa relação, é também o quanto fazemos pelo outro, o quanto nos doamos à outra pessoa.
 
Dessa forma, esse patamar de amor nunca nos fará frustrados.
Precisamos enxergar a tal via de mão dupla das relações amorosas, através de uma nova perspectiva, mais inteligente e mais altruísta.
 
Querer ter outra pessoa ao lado, apenas para nos preencher, como se diz, é muito perigoso e frágil.
 
A relação a dois é muito mais do que isso.
Amar precisa sempre vir antes do ser amado.
É o amar que nos fará grandes no Universo e não o ser amado.
 
Foi o amar de tantos Espíritos iluminados que garantiu que a Terra continuasse a existir, e não sucumbisse por inteiro nas mãos do orgulho e do egoísmo.
“Que eu procure mais amar do que ser amado, pois é dando que se recebe…”
 
Redação do Momento Espírita.
Em 4.9.2012.
 
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Publicado por em 06/09/2012 em Reflexão

 

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