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Pessoas que não se importam

cinza cor

A vida as vezes nos presenteia com pessoas que não se importam se somos brancos, pretos, vermelhos, azuis. Não se importam se somos gordos, magros, héteros, homo, trans ou qualquer coisa, porque não valorizam o nosso exterior mais do que a nossa essência, nossa alma.

Pessoas que, atentas aos nossos sentimentos, nossos anseios, nossas cicatrizes, estão sempre prontas a ouvir, a amparar. Se alegram com nossa presença com qualquer humor. Têm prazer em caminhar de mãos dadas.

O fazem por humanidade, mas principalmente pelo amor que já é parte integrante de seu ser. Estas, devemos valorizar e fazer tudo para mantê-las ao nosso lado.

Mas, por outro lado, a vida também coloca ao nosso lado, pessoas que igualmente não se importam. Não se importam se somos negros, brancos, héteros, homo, gordos, magros, vermelhos, azuis, amarelos. Não por falta de preconceito ou empatia, mas por desprezo e indiferença, porque preocupam-se somente consigo mesmas.

Se acham superiores, entendem que estão sempre certas e que ninguém mais além delas próprias age corretamente. Se consideram eleitas de Deus, acima de todos.

Quando fazem algo por alguém ou pela coletividade, não o fazem por compaixão ou engajamento, mas para simplesmente, massagear o próprio ego.

Embora devamos também agradecer a vida, por estas pessoas estarem em nosso caminho e ampará-las quando necessário, para o bem de nossa saúde mental e psicológica é necessário um certo distanciamento. 

Pois tudo na vida tem uma razão de ser e um propósito. E quem não vem pra ficar e trocar leveza e poesia com nosso espírito, vem para nos ensinar como não devemos ser, por onde não devemos caminhar.

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Publicado por em 14/02/2019 em Reflexão

 

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A Pena e a Espada

a pena e a espada

 
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Publicado por em 28/05/2018 em Reflexão

 

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Homens de pouca vontade

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Nestes tempos em que homens de pouquíssima boa vontade tomam de assalto o comando das nações da Terra, quando tudo parece retroceder de maneira inexorável, onde o lado obscuro da humanidade imagina que atingiu seu objetivo, tornando o lado mais esclarecido, assim como que hipnotizado , algemado e sem reação, é preciso ter força e coragem para contestar.

Somos levados por esses homens de pouca vontade a empreender um ritmo frenético aos nossos dias, na busca de uma felicidade que nos é vendida enlatada, que na verdade só é acessível a uma parcela ínfima da população terrestre e que não tem nada a ver com o verdadeiro sentido da vida.

São homens e mulheres com pouca vontade de repartir o pão, de compartilhar os recursos naturais, de se colocar no lugar do outro, de se sensibilizar com a dor dos mais humildes.

Homens e mulheres que querem tudo só pra si, sem se importar com seus semelhantes. Que muitas vezes sentem prazer em causar sofrimentos cruéis àqueles que não têm como se defender.

Por isso é preciso ser firme e contundente, mesmo que sejamos taxados de radicais e sejamos isolados por aqueles que não percebem que há momentos em que não é possível ser somente doce, pois nos tornaremos marionetes nas mãos daqueles que se comprazem com o efêmero, com os gozos exclusivamente materiais em detrimento dos valores reais da alma humana.

É preciso lutar com determinação por mais fraternidade e solidariedade e isso passa por falar e discutir sim o egoísmo, a vaidade, a soberba do ser humano, que leva a tirania de uns poucos sobre a grande maioria da população terrestre, tanto a portadora de um veículo físico como a que se encontra no outro plano.

Não conseguiremos nos curar de nossas mazelas, varrendo-as para baixo do tapete, fingindo que elas não existem, e acreditando que somos bons, quando ainda estamos muito longe disso.

Necessário se faz o debate de ideias e a contundência do exemplo nas atitudes, com respeito, serenidade e civilidade, sem confundir o questionamento que faz pensar, raciocinar e refletir, com o insulto, a ofensa e a propagação do ódio e da intolerância.

Abdicar desta oportunidade de evoluir, através do enfrentamento das questões que impedem a paz entre os homens é deixar que a parte ruim que existe em nós prevaleça.
Definitivamente, não é isso que Deus espera de nós. Não foi para isso que Ele enviou seu Filho a Terra.

Aliás, é talvez, por não conseguirmos entender a mensagem do Cristo, que deixamos de crescer, pois Ele veio para consolar e confortar, mas veio também para nos questionar e nos tirar da zona de conforto que tanto nos apraz.

Veio para instigar a reflexão sobre nossos valores pré-estabelecidos e nos tornar mais humanos, o que parece estar bem distante do que somos hoje, muito embora já tenham se passado mais de dois milênios de sua estada entre nós.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 09/04/2017 em Reflexão

 

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Bullying

BullyingTodos nós sofremos, todos nós praticamos.

Muito falamos; ficamos indignados e nos sentimos vítimas dele… Porém costumamos não refletir sobre nós mesmos e nossas atitudes. Por isso passamos uma vida inteira sem perceber que também somos algozes.

Praticamos Bullying, quando nos deixamos dominar pelos padrões comportamentais impostos pelo brilho do ouro, pela ditadura da beleza física; pela sede insaciável de notoriedade e podemos ser sim, muito cruéis com o próximo sem nem mesmo nos darmos conta.

Quem julga ter o corpo perfeito, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela sociedade e que desdenha o corpo disforme do outro, pratica Bullying e não percebe ou não aceita que as células envelhecem e sua tão valorizada beleza não o isentará das moléstias físicas.

O que se acha corajoso e vencedor por saber impor sua vontade e seus interesses, pouco se importando se vai machucar alguém pelo caminho; e menospreza o irmão a quem julga fraco por ser inseguro e indeciso, pratica bullying e não se dá conta que muitas vezes é preciso muito mais coragem para não fazer certas coisas do que pra fazer algumas.

Aquele cidadão simples que possui um emprego que lhe proporciona tão somente a sobrevivência, mas que condena o irmão menos afortunado que vaga pelas ruas pedindo alimento, dizendo: “ Eu levanto cedo todos os dias para trabalhar mais de oito horas por dia, porque ele não faz o mesmo? Porque tenho que dividir o que eu tenho com um malandro.” este também pratica o Bullying e não leva em conta que a vida é muito dinâmica e em outro momento pode ser ele próprio a estar nesta situação.

Poderíamos citar muitas outras situações do nosso dia a dia que demonstram que sofremos e praticamos o tão afamado ‘Bullying.’

Na verdade meus amigos; Bullying, nada mais é do que uma palavra “chique” para denominar a exteriorização do nosso velho e mais destruidor inimigo interno; o ORGULHO e todo o seu séquito nocivo aos nossos corações e almas. A saber:

– O velho, mas ainda jovem PRECONCEITO…

– A antiga e também ainda moderna SOBERBA…

– A sempre contemporânea VAIDADE…

E todos os demais sentimentos negativos que nos fazem julgar tudo e todos pela aparência, pela superficialidade, sem nem cogitar a possibilidade de tentar saber mais dos motivos que fazem o outro agir ou ser desta ou daquela maneira e as dificuldades que enfrenta por isso.

Sentimentos negativos que nos fazem agir como se pairássemos acima de todos, como se não tivéssemos imperfeição nenhuma e fôssemos os únicos a merecer todas as glórias e todas as bênçãos de Deus.

Não somos melhores nem piores uns que os outros, somos todos espíritos errantes matriculados nesta grande escola da vida e que vamos ter que aprender todas as lições, mesmo que não queiramos.

Todos, passaremos por todas as provas igualmente e se hoje estamos vivendo momentos felizes e prósperos, já vivemos e ainda vamos viver instantes de tristezas e dificuldades.

E… se somos contra o BULLYING, procuremos fazer cada um a sua parte, refletindo sempre antes de dizer ou fazer algo que alimente os nossos monstros internos que se manifestam através de atitudes tão infelizes.

Certamente agindo assim eliminaremos a necessidade de autoridades  e legisladores elaborarem leis para que façamos o mínimo que se pede de homens e mulheres de bem.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 14/11/2013 em Reflexão, Uncategorized

 

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