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Presentes da Vida!

Estamos em pleno século XXI, o avanço Científico e Tecnológico é imenso.

Apesar disso, ainda é muito pequena a parcela da humanidade que usufrui destas conquistas do intelecto humano.

Entre a minoria privilegiada e a maioria que ainda não tem acesso total aos avanços intelectuais, há uma igualdade de comportamento perante as coisas do Espírito.

A primeira ofuscada pelas luzes do conhecimento científico e tecnológico, a outra atarefada em suprir as necessidades materiais básicas para a sobrevivência, passam ao largo das luzes do conhecimento espiritual.

Vivemos imersos e iludidos num mundo das facilidades cibernéticas, ou matando um leão por dia para garantir o sustento da família.

Em meio a esta roda-viva, os conflitos existenciais e de relacionamento eclodem em abundância e tudo isso somado, nos impede a percepção dos valores espirituais, aqueles que junto com as conquistas materiais realmente preenchem a nossa existência.

Deixamos de apreciar a beleza e a perfeição da Natureza, que em toda a sua magnitude, nos ensina as lições para vivermos em harmonia. Não enxergamos o que uns e outros temos de bom para ensinar e aprender.

Na maioria das vezes, perdemos a oportunidade de receber e usufruir dos presentes que a vida nos oferece na forma de um filho que vem com toda uma bagagem espiritual a nos mostrar o lado bom da vida ou de um amigo que está sempre do nosso lado, dividindo a vida, mas que por idealizarmos um conceito “mais elaborado” de amizade, não valorizamos.

Relegamos ao esquecimento nossos pais que já viveram o suficiente para adquirir extensa experiência, a qual  seria de grande auxílio na nossa caminhada.

Não nos deliciamos com o puro e simples prazer de estar junto, sem julgar o outro, sem comparar a vida dele com a nossa, e é claro concluirmos que o nosso jeito de viver é melhor do que o dele.

Perdemos a capacidade de conviver com o simples fato de que somos humanos e precisamos uns dos outros e que apesar das diferenças, todos nós queremos a felicidade de amar e ser amados.

Mas ainda é possível tornar realidade os versos de uma velha e linda canção popular que dizem:

Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar a força
Que tem uma paixão…

Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não…

“Dizer, sim ao amor… amar e se deixar amar… cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz…”

É tempo de acordar do sono letárgico em que estamos mergulhados… aceitar os Presentes da Vida e simplesmente “Viver” ,  não apenas existir.

Silvia Gomes

 

 
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Publicado por em 11/10/2012 em Otimismo

 

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Mundo Digital

A cena é comum nos dias de hoje: reuniões sociais e profissionais, nas quais as pessoas ficam grande parte do tempo conectadas aos seus telefones móveis.

Quando chegam aos lugares, vão logo depositando à mesa o acessório e a partir daí, fica dividida a atenção. É um olho no ambiente e outro na tela do aparelho.

Parece até que tem um poder magnético, pois as pessoas são capazes de olhar mais para ele do que umas para as outras.

Estando sozinhos, a impressão que se tem é que o referido instrumento é capaz de fazer companhia ao indivíduo, substituindo a presença física de um amigo.

Quando funcionavam simplesmente como telefones não eram tão invasivos, mas hoje o seu uso está muito ampliado. Na ânsia de nos mantermos conectados com o mundo, por vezes, nos esquecemos de quem está ao nosso lado.

Priorizamos a necessidade de receber uma notícia importante, de enviar ou receber alguma mensagem ou fazer consulta para esclarecer dúvidas.

São os novos hábitos sociais.

Infelizmente, eles partem as pessoas ao meio. Metade do indivíduo fica presente e a outra metade fica ligada ao aparelho e a tudo que ele proporciona.

Temos consciência de que todo progresso tecnológico, quando empregado para o bem, traz alegria e conforto à humanidade.

São muitas as facilidades que essa nova tecnologia nos possibilita e abrir mão delas está fora de questão.

A reflexão é no sentido de utilizá-la da forma mais conveniente, com moderação e respeito aos que nos cercam.

É certo que esses aparelhos, que estão facilmente ao nosso alcance, nos trazem informações necessárias. Mas, devemos ter cuidado para que eles não interfiram em momentos fundamentais aos relacionamentos.

Estejamos atentos à forma como temos utilizado esses recursos.

Não deixemos jamais de valorizar a companhia de quem está ao nosso lado, de olhar nos olhos durante um diálogo, de escutar o outro com atenção, de se fazer presente e curtir o momento em que estamos vivendo essa ou aquela situação.

Procuremos não dar maior importância a esses aparelhos, em detrimento da atenção que possamos oferecer a quem está próximo de nós.

Os momentos passam e não voltam. Todos eles são importantes para fortalecer os vínculos afetivos que existem nos relacionamentos.

As mensagens, pesquisas, informações e tudo mais, muitas vezes, podem esperar.

Qualquer processo de reeducação é sempre mais trabalhoso do que a educação pura e simples, pois implica em deixarmos hábitos enraizados e substituí-los por outros.

Se já nos deixamos levar por esses costumes inadequados, busquemos modificá-los.

Nessa época de tecnologia avançada e de cibernética, trabalhemos em nós mesmos a capacidade de vivenciar integralmente os relacionamentos pessoais.

Busquemos desligarmo-nos do que está distante para valorizarmos e nos ligarmos verdadeiramente em quem está conosco aqui, agora.

Aproveitemos cada minuto com os amores, os afetos. Isso é insubstituível e poderá não se repetir.

Pensemos nisso: o momento é agora, enquanto estão conosco.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 29.08.2012.

 
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Publicado por em 21/09/2012 em Reflexão

 

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