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O que é desnecessário

nepal

Assistindo ao noticiário daqui e do outro lado do mundo, sobre as tragédias ocorridas em Santa Catarina, no Nepal e em Salvador, me ponho a refletir sobre o que é totalmente desnecessário em nossas vidas.

Vendo o sofrimento daquelas pessoas que perderam tudo o que tinham, não só as coisas materiais, mas os afetos tão caros aos seus corações e almas tragados pelos escombros daquelas tragédias, fico cada vez mais convencida da absoluta inutilidade do orgulho e da vaidade exacerbados destes dias em que vivemos.

Fico a pensar naqueles que por orgulho, nunca voltam atrás, nunca pedem perdão, nunca perdoam… Nunca partilham nem compartilham…

Naqueles que por vaidade, humilham e maltratam seu semelhante, sem jamais se arrepender e tentar fazer diferente.

E por mais que sejam amados, simplesmente não amam.

Quando nos deparamos com catástrofes como estas, por mais orgulhosos que sejamos, é impossível não pensar que poderíamos ter perdoado mais… Compreendido mais… Amado mais. Porque de repente pode não dar mais tempo…

Mesmo que tenhamos sempre dado o melhor possível, mesmo que sejamos sempre nós a dar o primeiro passo.

 Ainda que sejamos os primeiros a pedir perdão, mesmo acreditando estar certos…

Há ainda assim, a sensação de que poderia ser melhor, que poderíamos ter feito mais, porque diante de tanta dor, nos sentimos um grão de areia, tamanha nossa impotência.

Diante de tanto sofrimento é impossível não constatar a inutilidade de tantos melindres inúteis, tanta queda de braço por nada… Muitas vezes tanta insensibilidade, tanta indiferença.

Postura infantil e equivocada que nos faz perder a alegria de compartilhar as pequenas e grandes alegrias vida e os sentimentos bons que temos e que todos que passam por nossas vidas tem dentro de si.

Infelizmente para uma boa parte de nós, estas reflexões, passados alguns dias, se dissipam na grande névoa da nossa indiferença, até que outra tragédia de grandes proporções aconteça e nos faça pensar sobre isto novamente.

Como se este nosso comportamento não causasse várias pequenas tragédias diárias em nossa própria existência e na vida das pessoas a nossa volta.

O Espiritismo nos ensina que tudo tem um propósito e uma razão e talvez estas grandes catástrofes, tenham mesmo como um dos objetivos da Providência, nos chamar a atenção para nossas pequenas tragédias individuais, igualmente devastadoras, nos impulsionando a sair da zona de conforto e nos colocando em luta pela reconstrução, começando por nós mesmos.

Silvia Gomes

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Publicado por em 06/05/2015 em Reflexão

 

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O tempo, as rugas e as cicatrizes

Desde que fomos criados simples, mas destinados à perfeição e a felicidade, por obra do amor e sabedoria Divinas, travamos uma frenética batalha contra o tempo.

Rebeldes e inconformados, alimentamos a ilusão de um dia conseguirmos prendê-lo em algum lugar muito seguro, trancá-lo e destruir as chaves para que ele não siga seu curso normal.

Assim satisfazendo nosso orgulho e nossa vaidade permanecendo eternamente jovens e belos, como se a juventude, o vigor físico e a beleza das formas fossem o único objetivo da Criação.

O tempo é por nós considerado o vilão implacável que prejudica o corpo, e nos ‘presenteia’ com rugas e experiências traumáticas impostas pelo outros e que nos deixam cicatrizes doloridas; sempre os ‘outros’ e nunca nós mesmos.

Chegamos inclusive a por em risco a vida, para não tornarem-se visíveis os sinais do envelhecimento natural das células e corremos para as academias de ginástica e para os cirurgiões plásticos numa busca insana pelo corpo perfeito.

Afastamos pessoas de nossas vidas por medo de que elas possam nos ferir ou por achar simplesmente que ao se mostrarem solicitas e gentis para conosco, estão querendo algo a mais e que poderemos perder material ou mesmo emocionalmente. E nunca estamos dispostos a perder.

Achamos que podemos moldar os outros ou que um dia iremos encontrar aqueles que vão ser como queremos e que vão fazer a nossa vontade.

Enquanto não encontramos, vamos descartando os que não se enquadram. Essa é a nossa visão profundamente egoísta de felicidade.

Porém agindo assim, somos nós que estamos causando rugas e cicatrizes nos outros e em nós mesmos. Sem nos darmos conta, vamos jogando a vida fora, desperdiçando as oportunidades de caminhar mais rápido em direção à felicidade.

O tempo é o sábio aliado que nos permite aprender que a vida sempre continua; que o corpo é o veículo que possuímos para empreender esta jornada e temos que cuidar bem dele enquanto vivermos na Terra, mas que a vida eterna é a do Espírito.

Que somos diferentes nas formas e nos caminhos que escolhemos; mas que o respeito próprio, o respeito às escolhas de cada um, e a convivência harmônica com as diferenças são condições imprescindíveis para o nosso crescimento espiritual.

E que se soubermos aproveitá-lo bem, exercitando o amor, o perdão, a caridade e o trabalho para o bem de todos; as rugas serão sinais serenos da nossa experiência e aprendizado e as cicatrizes serão as marcas da vitória na luta pela superação de nossas próprias imperfeições.

Pois afinal, somos todos filhos amados do mesmo Pai, que confia em nós mais do que ninguém, embora tantas e tantas vezes duvidemos do Seu Amor.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 02/11/2012 em Reflexão

 

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Em viagem

 
 
A existência terrestre é uma viagem educativa.
Começa na meninice, avança pelos caminhos claros da plenitude física, e altera-se na noite da enfermidade ou da velhice, para renovar-se, além da morte.
 
Reparemos, pois, como seguimos.
 
Não nos agarremos aos bens materiais, senão no estritamente necessário para que nos façamos valioso irmão no concurso aos companheiros de jornada e útil a nós mesmos.
Há muitos viajores que sucumbem na caminhada sob pesados madeiros de ouro a que se atam, desorientados.
 
Não reclamemos devotamento do próximo, e, sim, amemos e auxiliemos a todos os que se aproximem de nós, para que nosso amor não desça do Alto aos tenebrosos despenhadeiros do exclusivismo.
 
Não prossigamos viagem guardando ressentimento, para que não aconteça de nos prendermos impensadamente aos labirintos do ódio.
 
Muitos viajantes, a pretexto de fazerem justiça, tombam, insensatos, em escuras armadilhas da crueldade e da intriga, com incalculáveis prejuízos no tempo.
 
Recordemos que iniciamos a excursão terrestre sem qualquer patrimônio e encontramos carinhosos braços de mãe que nos embalaram, amparando-nos, em nome do Eterno.
 
Lembremo-nos de que nada possuímos, à frente do Pai Celestial, senão nossa própria alma e, por isso mesmo, só em nossa alma amealharemos o tesouro que a ferrugem não consome e que as traças não roem.
 
Prazer e dor, simplicidade e complexidade, escassez e abastança, beleza da forma ou tortura do corpo físico, são simplesmente lições.
 
O caminho do mundo, que atravessamos cada dia, é apenas escola.
Nossos afetos mais doces são companheiros com tarefas diferentes das nossas.
 
Sigamos sem imposição, sem preguiça, sem queixa nem exigência.
O corpo é nosso veículo santo.
Não lhe desrespeitemos a harmonia.
A experiência é nossa instrutora.
Não lhe menosprezemos o ensinamento.
 
Estamos todos em viagem.
Sabemos quando chegamos, mas não conhecemos a data de nossa partida.
Todo tempo aqui deve ser muito bem aproveitado.
Toda companhia, agradável ao coração ou não, merece nosso respeito e atenção, pois não está ali por acaso.
 
Como viajor que sabe aproveitar as belezas do novo país que conhece, saibamos aprender com a vida, estudá-la em suas mais sutis lições de amor.
Não percamos tempo com implicâncias injustificadas, ódios gratuitos e prazeres efêmeros.
A existência é muito maior do que isso.
 
Mensagens singelas como esta, num programa de rádio diário, são alertas aos nossos corações. São recados da Espiritualidade Superior que se importa com nossas vidas, e nos deseja ver retornar ao mundo essencial, vitoriosos.
Pensemos nisso.
 
Pensemos em nossa encarnação todos os dias.
Encontremo-nos todos os dias.
Encontremos o Criador todas as manhãs e noites, e viveremos mais felizes.
Colecionemos momentos de alegria durante a viagem, construídos pelo amor que cresce em nossa alma aprendiz.
 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 8, do livro Caridade, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Ide. Em 04.06.2012.
 
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Publicado por em 05/06/2012 em Reflexão

 

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Faça alguem feliz

Dê um beijo, um abraço,
um passo em sua direção…
Aproxime-se sem cerimônia…
Dê um pouco do seu calor
e do seu sentimento…
Sente-se perto
e deixe-se ficar algum tempo,
ou muito tempo…
Não conte o tempo de se dar
e aprenda a burlar a superficialidade…
Sonhe o sonho sem dúvidas,
deixe o sorriso acontecer,
rasgue o preconceito,
olhe nos olhos,
aponte um defeito com jeito,
respeite uma lágrima…
Ouça uma estória,
ou muitas,
com atenção…
Irradie simplicidade,
simpatia, energia,
e não se espante
se a pessoa mais feliz for você…
 
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Publicado por em 15/04/2012 em Reflexão

 

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Tempo e Amor

Qual austero gigante que nos guia,
Furioso e rude e, às vezes, triste e lento,
Passa o tempo, na Terra, como o vento,
Renovando-te a senda, cada dia.
Não desesperes, ante o céu nevoento,
Nem te abatas na estrada escura e fria,
Nascerão novas flores de alegria
Onde há charcos de angústia e sofrimento.
O tempo, o lar, a fonte, a flor e o ninho…
Tudo o tempo transforma, de mansinho,
Alterando-se em luz, penumbra e treva!
Guarda, porém, o amor puro e esplendente,
Que o nosso amor, agora e eternamente,
É o tesouro que o tempo nunca leva…
 
Chico Xavier
 
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Publicado por em 19/02/2012 em Poesia

 

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