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Incondicionalmente Amor

Quando o Divino Mestre nos brindou com sua presença aqui na Terra, o fez por infinito e incondicional amor e reacendeu a Chama Divina, já contida em nós desde a nossa criação.

Falou, mas principalmente exemplificou o amor puro e sincero que não pede algo em troca, que abriga a todos sem exigir nada que não seja da vontade de cada um.

Aceitando cada ser com suas peculiaridades, apenas indicando o caminho certo para encontrarmos a paz, a harmonia e finalmente em toda a plenitude sermos luz.

No momento em que disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida”, convidou-nos a segui-lo, fazendo o que Ele fazia e não simplesmente, para proferirmos suas sábias palavras por desencargo de consciência, como um hábito ou uma tradição que passa de pai para filho.

Ensinou a sermos felizes com a felicidade do outro, mesmo que isso signifique renúncia de nossa parte. A dividirmos o pão, a respeitarmos a Natureza, a sermos justos e a jamais atentarmos contra a vida do nosso irmão e nem contra a nossa própria vida.

Mostrou que precisamos uns dos outros para progredir e que os tesouros efêmeros da Terra não se comparam aos valores do Espírito.

Exemplificou ainda, que o amor é o mais importante e que quanto mais o doarmos, mais ele cresce dentro de nós, dando sentido a nossa vida.

Mas, muitas e muitas vezes deixamos essa chama enfraquecer, duvidamos da sua luz e nos perdemos nos labirintos das sensações insatisfeitas, dando lugar a depressão, tristeza e melancolia.

Por mais que não queiramos ver, temos na nossa trajetória, todos nós, momentos em que de alguma maneira seguimos o exemplo de Jesus.

Seja quando cuidamos com zelo e carinho de nossos filhos, pais e irmãos, quando doamos nosso tempo para ouvir um amigo ou quando nos dispomos a auxiliar em alguma causa comunitária, entre outros.

Até agora, é bem verdade, ainda restritos ao âmbito familiar e a um pequeno círculo social, demonstrando  nossas muitas limitações.

Mas cada um de nós no seu passo, na sua velocidade, reacenderá a Divina Chama, que é parte integrante da nossa alma e envolverá seus semelhantes e todos os seres do Universo em um incondicional Amor que derrubará todos os muros que ainda insistimos em construir.

Silvia Gomes

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Publicado por em 13/11/2012 em Espiritualidade

 

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Primavera

Primavera é quando, num pedacinho da Terra, as flores se abrem,
o sol fica mais forte e a vida fica mais alegre.
Quando, num canto da Terra, se faz primavera, nos outros cantos se faz verão,
inverno e outono.
Das quatro estações, a primavera é a mais bonita, porque colore a terra, perfuma o ar
e contagia os corações sensíveis com sua alegria.
A primavera é uma boa época para renovar o espírito, assim como as flores se renovam.
E de colher os frutos e semear a terra.
Semear a terra sempre, pois isso significa mantê-la sempre fértil.
E de terra fértil, sempre brota a vida.
Bom seria se a primavera acontecesse o tempo todo, em todos os corações
humanos… florescendo, enfim, na forma de atos, palavras e
pensamentos, sempre positivos…
se cada ser vivente, fosse como uma flor, bela, pura e
cheirosa, toda a Terra viveria uma eterna primavera…
Depende de cada um, fazer do próprio coração, a terra…
semeá-lo e cuidá-lo, para cultivar o espírito da primavera, todo o tempo…
em qualquer estação…

 

 
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Publicado por em 04/10/2012 em Poesia

 

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Deus conta contigo

 
Ouço-te ,às vezes, coração amigo,
Em torno ao bem, numa questão qualquer:
– “Farei…Conseguirei…Conta comigo…
Se Deus quiser, se Deus quiser…”
 
Mas não te alteres, a pretexto disso.
De segundo a segundo, estrada a estrada,
A Vontade de Deus é revelada
Em bondade e serviço.
 
Fita os quadros da Gleba , campo afora;
Tudo o que existe, vibra, luta e sente,
Serve constantemente,
Dia-a-dia, hora a hora!…
 
De alvorada a alvorada, o sol fecundo,
Sem aguardar requerimento,
Garante sem cessar o equilíbrio do mundo
De seu carro de luz no firmamento.
 
A fonte, a deslizar singela e boa,
Passa fazendo o bem,
Dessedenta, consola, alivia, abençoa
Sem perguntar a quem…
 
Sem recorrer a humanos estatutos,
Nem a filosofias enganosas,
A laranjeira estende os próprios frutos,
A roseira dá rosas.
 
O lírio não se ofende, nem reclama:
Sobre a terra onde alguém lhe deitou a raiz,
Seja em vaso de estufa ou num trato de lama,
Desabrocha feliz.
 
Assim no mundo, coração amigo,
Faze o bem onde for, seja a quem for;
Em toda parte , Deus está contigo
Na tarefa do amor.
 
Maria Dolores
do Livro Poetas Redivivos
Francisco C.Xavier
pgs 150 e 151
 
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Publicado por em 01/08/2012 em Poesia

 

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Na terra do coração

 
Cultivemos os frutos do Evangelho em nós
mesmos, para que não nos faltem garantias à sementeira de paz e renovação…

Lembremo-nos de que o solo do coração, de algum modo, é semelhante à terra comum.

Para que o lavrador possa controlar a própria tarefa, efetua, primeiramente, as contas imprescindíveis, marcando as leiras que lhe receberão os cuidado de cada dia.
– Também nós não podemos viver sem o balanço das possibilidades que nos são próprias.

Logo após, o homem do campo defende o trato de chão em que se movimentará, preservando o próprio trabalho contra a incursão de agentes daninhos.

– Por nossa vez, precisamos guardar o campo intimo, irradiando sentimentos enobrecidos, entre nós e o mundo externo, para que o assalto de elementos inferiores não nos destrua a esperança.

Em seguida, o cultivador deixa que a terra suporte a pressão do arado, para que a boa semente encontre berço amigo.
– De igual modo, não podemos furtar o próprio espírito ao contato com o sofrimento, que opera em nós condições adequadas à plantação de valores que redimam.

Mais tarde, vindo a germinação, não dorme o agricultor, de vez que lhe cabe a defensiva constante contra as pragas, a lhe ameaçarem a obra ainda frágil.
– Também nós outros, não podemos repousar sobre as primeiras conquistas espirituais que realizamos, porque é indispensável vigiar ante os golpes sutis das forças deprimentes que nos rodeiam o esforço.

Do amanho da terra à colheita farta, combate o lavrador, dia-a-dia, até que o fruto precioso lhe enriqueça as mãos.
– E nós também, das primeiras noções de espiritualidade à seara da própria sublimação, não podemos descansar, porque, de instante a instante, é imperioso corrigir e aperfeiçoar pensamentos e idéias, sentimentos e aspirações no santuário de nossa fé.

Não nos esqueçamos de que prudência, cautela, trabalho e devotamento são recursos que não nos será licito menosprezar na lavoura do aperfeiçoamento próprio, se quisermos converter a própria vida, com o Cristo, em abençoado celeiro de amor e luz.

EMMANUEL
(Do livro “Reconforto” Francisco Cândido Xavier)

 
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Publicado por em 26/06/2012 em Espiritualidade

 

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