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Quantas vezes

Quantas vezes nós pensamos em desistir, deixar de lado, o ideal e os sonhos.

Quantas vezes, batemos em retirada, com o coração amargurado pela injustiça.

Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade, sem ter com quem dividir.

Quantas vezes sentimos solidão, mesmo cercado de pessoas. Quantas vezes falamos, sem sermos notados.

Quantas vezes lutamos por uma causa perdida. Quantas vezes voltamos para casa com a sensação da derrota.

Quantas vezes aquela lágrima, teima em cair, justamente  na hora que precisamos parecer fortes.

Quantas vezes pedimos a Deus um pouco de força, um  pouco de luz.

E a resposta vem, seja lá como for, um sorriso, um olhar cúmplice, um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor.

E a gente insiste. Insiste em prosseguir, em acreditar, em transformar, em dividir, em estar, em  ser.

E Deus insiste em nos abençoar, em nos mostrar o caminho, aquele mais difícil, mais complicado, mais bonito.

E a gente insiste em seguir, por ter uma missão, ser feliz.

(Autor Desconhecido)

 
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Publicado por em 15/06/2017 em Reflexão

 

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Telha de vidro

telha de vidro

Nem sempre a vida segue o curso que se deseja, que se espera. Assim foi com Rachel.

Depois da morte de seus pais, ela, ainda bem moça, deixou a cidade em que nascera para morar na fazenda, com os tios que mal conhecia.

Moraria na casa que havia sido construída por seu bisavô, há muito tempo.

Era uma casa muito antiga e a maior parte dos móveis eram peças pesadas e escuras que ali estavam há mais tempo do que as pessoas saberiam dizer.

Seus tios eram pessoas simples, acostumados com a vida que sempre viveram, desconfiados com tudo que pudesse alterar a rotina que lhes dava segurança.

A chegada de Rachel representou para eles um certo transtorno.

Onde ficaria instalada a sobrinha?

Como não havia um cômodo mais apropriado, deram-lhe um quarto pequeno, que ficava no sótão.

Nem o tamanho reduzido, nem o cheiro de mofo incomodaram Rachel.

O que a entristecia, naquele quartinho abafado, era apenas o fato de não ter janelas.

Não se podia ver o sol, nem o céu, nem as árvores do quintal ou as flores do jardim.

A luz limitava-se a entrar timidamente pela porta. A falta de claridade parecia encher ainda mais de tristeza o coração dolorido da moça.

Até que um dia, depois de muito ter chorado em silêncio, decidida a voltar a sorrir, ela pediu que lhe trouxessem da cidade uma telha de vidro.

Um pouco desconfiados, seus tios acabaram cedendo. Daí, um milagre aconteceu.

Mesmo sem janelas o quarto de Rachel, antes tão sombrio, passou a ser a peça mais alegre da fazenda.

Tão claro que, ao meio-dia, aparecia uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos que, só a partir de então, conheceram a luz do dia.

A lua branda e fria também se mostrava, às vezes, pelo clarão da telha milagrosa. E algumas estrelas audaciosas arriscaram surgir no espelho onde a moça se penteava.

O quartinho que era feio e sem vida, fazendo os dias de Rachel cinzentos, frios, sem luar e sem clarão, agora estava diferente.

Passou a ser cheio de claridade, luzes e brilho. Rachel voltou a sorrir.

Toda essa mudança só porque um dia ela, insatisfeita com a própria tristeza, decidiu colocar uma telha de vidro no telhado daquela casa antiga, trazendo para dentro da sua vida a luz e a alegria que faltavam.

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Muitas vezes, presos a hábitos antigos e em situações consolidadas, deixamos de lado verdades que nos fazem felizes.

Deixamos que a ausência de janelas em nossa vida escureça nossas perspectivas, enchendo de sombras o nosso sorriso e o nosso cotidiano.

Vamos nos acomodando, aceitando estruturas que sempre foram assim e que ninguém pensou em alterar, ou que não se atreveu a tanto.

Mudanças e reformas são necessárias e sadias.

Nem todas dão certo ou surtem o efeito que desejaríamos, porém, cabe-nos avaliar a realidade em que nos encontramos e traçar metas para buscar as melhorias pretendidas.

Não podemos esquecer, porém, que em busca de nossos sonhos de felicidade não devemos simplesmente passar por cima do direito dos outros.

Nesse particular, cabe-nos lembrar a orientação sempre segura de Jesus de que devemos fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.

Redação do Momento Espírita, com base no
Poema  Telha de vidro, de Rachel de Queiroz

 
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Publicado por em 25/03/2016 em Reflexão

 

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Vivo

 

vivo

 

“Precário, provisório, perecível;

Falível, transitório, transitivo;

Efêmero, fugaz e passageiro;

Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo.

 

 Impuro, imperfeito, impermanente;

Incerto, incompleto, inconstante;

Instável, variável, defectivo;

Eis aqui um vivo, eis aqui…”

Os versos são de música do compositor pernambucano Lenine, e nos é inspiração para alguns pensamentos valiosos.

O Espiritismo proporciona ao ser um inestimável conhecimento a respeito de si mesmo.

“Conhece-te a ti mesmo.” – Eis o meio mais eficaz de nos melhorarmos nesta vida.

Aprendemos que há uma parte de nós que é perecível, transitória, passageira – nosso corpo material: um invólucro ponderável que põe o Espírito em contato com o mundo exterior.

Aprendemos que há outra parte, nossa essência, o Espírito, que toma de uma vestimenta carnal, de tempos em tempos, para viver a chamada encarnação.

Ainda, há o laço que liga os dois, o perispírito, ou corpo fluídico: imponderável laço – intermediário entre o Espírito e o corpo.

Falível, imperfeito, inconstante – este sou eu, ou melhor, estou eu, Espírito em desenvolvimento através das eras, conquistando valores morais e intelectuais nas muitas reencarnações.

Somos perfectíveis, transformáveis, passíveis de melhoramento constante e cada experiência no corpo é lição fundamental.

Estar vivo é estar nos trilhos do progresso inevitável.

Estar vivo é buscar o amor, mas não o amor que recebe apenas, mas o amor que doa.

Estar vivo é amar, amar profundamente.

Estar vivo é não desistir, pois se pode existir algum tipo de morte, essa seria a desistência, a indiferença e a passividade.

Estar vivo é buscar a luz, o entendimento, o amor, estando vinculado a um corpo físico ou não, pois a vida continua no espaço.

Somos sempre vivos, pois a morte, a tão temida morte, nada mais é do que uma transformação, e não um aniquilamento.

Quando o invólucro exterior está usado e não pode mais funcionar, tomba e o Espírito o abandona.

Assim como o fruto se despoja da sua semente, a árvore da casca, a serpente da pele, em uma palavra, como se deixa um vestido velho que já não pode servir – eis o que se designa de morte.

A morte é apenas a destruição do envoltório corporal, que a alma abandona, como faz a borboleta com a crisálida, conservando, porém, sua essência.

Somos sempre vivos quando nos dispomos a seguir em frente, contornando obstáculos, superando a nós mesmos através das eras.

Somos vivos, quando no corpo ou fora dele.

A vida que pulsa em nós não vem das batidas do coração, ou das atividades do cérebro material.

A vida que pulsa em nós vem do pensamento e da vontade, do sentir e sonhar.

Eis-nos aqui: um vivo.

 

Filhos de Deus, criados pela Onipotência de um Pai de amor e bondade, somos herdeiros do mais extraordinário legado: a Imortalidade.

Pensemos nisso e jamais nos detenhamos no caminho do progresso e da conquista dos brilhos estelares.

Redação do Momento Espírita, com versos da música Vivo, de
Lenine e Carlos Rennó, e nos itens 10 a 14 do cap. II do livro O

que é o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 4.3.2013.

 
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Publicado por em 23/03/2013 em Reflexão

 

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Milho de Pipoca

milho de pipoca

 
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.Assim acontece com a gente.

As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.

Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas.

Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.

Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui.

Com isso, a possibilidade da grande transformação também.Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.

Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.

Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.

Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém. 

 

Rubem Alves “O Amor que Acende a Lua”

“Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consegue, sinta-se grato(a) pelas mudanças que já realizou.”

Amor e Paz para você!

(Mensagem recebida por email da amiga Fátima Campos)

 
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Publicado por em 02/09/2012 em Reflexão

 

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Conspiração Espiritual

 
 
Na superfície da terra exatamente agora há guerra e violência e tudo parece obscuro…
 
Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma luz mais elevada.
 
Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora,de baixo para cima.É uma operação global, uma conspiração espiritual. 
Há células dessa operação em cada nação do planeta.
 
Vocês não vão nos assistir na TV, nem ler sobre nós nos jornais, nem ouvir nossas palavras nos rádios.
 
Não buscamos a gloria. Não usamos uniformes. Nós chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes.Temos costumes e cores diferentes.
 
A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena.
Em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales, nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas.
 
Você talvez cruze conosco nas ruas e nem perceba…
Seguimos disfarçados, ficamos atrás da cena, e não nos importamos com quem ganha os louros do resultado,e sim, que se realize o trabalho.
 
De vez enquanto nos encontramos pelas ruas,trocamos olhares de reconhecimento e seguimos nosso caminho.
Durante o dia muitos se disfarçam em seus empregos normais. Mas à noite, por atrás de nossas aparências,
o verdadeiro trabalho se inicia.
 
Alguns nos chamam do Exército da Consciência…Lentamente estamos construindo um novo mundo e com o poder de nossos corações e mentes, seguimos com alegria e compaixão.
 
Nossas ordens nos chegam da Inteligência Espiritual e Central.
Estamos jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note; poemas- abraços – musicas- fotos- filmes- palavras carinhosas- meditações e preces- danças- ativismo social- sites- blogs- atos de bondade…
 
Expressamos- nos de uma forma única e pessoal, com nossos talentos e dons, sendo a mudança que queremos ver no mundo.
 
Essa é a força que move nossos corações.Sabemos que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação.
Sabemos que no silêncio e humildade temos o poder de todos os oceanos juntos. Nosso trabalho é lento e meticuloso como na formação das montanhas.
 
O amor será a religião do século 21, sem pré-requisitos de grau de educação sem requisitar um conhecimento excepcional para sua compreensão, porque nasce da inteligência do coração escondida pela eternidade no pulso evolucionário de todo ser humano.
 
Seja a mudança que quer ver acontecer no mundo. Ninguém pode fazer esse trabalho por você.
Nós estamos recrutando.
 
Talvez você se junte a nós, ou talvez já tenha se unido.
Todos são bem bem-vindos.
A porta está aberta!
 
Autor desconhecido
 
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Publicado por em 30/06/2012 em Espiritualidade

 

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