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Oração da Amizade

fraternidade

Agradeço Senhor,
Cada afeição querida
Com que me deste a vida
Alegria, esperança, entendimento, amor!

Enaltece, por mim, a amizade que vem
Resguardar-me a fraqueza em caridade infinda,
Sem perguntar porque não posso ainda
Entregar-me de todo a prática do bem.

Sê louvado Jesus, pela criatura boa
Que me escora no caminho.
Estendendo-me paz, reconforto e carinho
Toda vez que me encontra, auxilia ou perdoa.

Faze brilhar, no mundo, o olhar branco e perfeito
Que me tolera as faltas, de hora a hora
Que me percebe o anseio de melhora
E me ensina a servir sem notar meu defeito…

Santifica, na terra, o ouvido que me escuta,
Sem espalhar a queixa e as aflições que faço,
Nos erros que cometo, passo a passo,
Nos meus dias de mágoa, sombra e luta!…

Abrilhanta, onde esteja, aquele coração.
Que me acolhe nos dons da palavra serena
E nunca me censura e nem condena,
Quando me vejo em treva e irritação.

Reclama de esplendor para a Glória Celeste
A mão, cuja bondade, em júbilo, proclamo,
Que me socorre e ampara aqueles que mais amo
No refúgio do lar que me fizeste

A Ti, Jesus, meu pálido louvor!…
Pelo gesto mais leve e pequenino
Das santas afeições que me deste ao destino.
Agradeço Senhor!….

Maria Dolores

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Publicado por em 07/02/2013 em Poesia

 

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Compadre e Comadre…

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Sou do tempo em que ainda se faziam visitas.
Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.
Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga?
A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…. era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos.
E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída! … – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas… Pra que abrir?
O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite…

Que saudade do compadre e da comadre!

José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura,
da Universidade Federal de São João del-Rei

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Recebi este texto por e-mail e compartilho, pois concordo com o autor e também porque faço parte de uma família que mesmo com muita dificuldade tenta preservar no que ainda é possível, estes costumes. Infelizmente, com muita dificuldade mesmo!

Verdade que devemos aprender a nos adaptar as mudanças inevitáveis, mas quanto a isso não… não faço nenhuma questão e não me importo se me considerarem ultrapassada, pois não abro mão da convivência fraterna mesmo.

Não aquela expressada na correria do dia a dia e superficialmente , mas a vivenciada na presença, no carinho do toque, do abraço sincero, do gesto concreto no tempo para ouvir, para falar sem pressa, sem olhar a todo o momento para o relógio.

E sem pisarmos em ovos, pensando na possibilidade de estar sendo inconvenientes… Talvez eu esteja, de uma certa forma, sendo um pouco rebelde neste sentido, mas é o que sinto.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 01/12/2012 em Reflexão

 

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Esperança e Atitude

Mais um ano vai chegando ao fim e já sentimos nas ruas e no semblante das pessoas aquele clima de festa, misturado a um frenético consumismo.

Corremos ao comércio para garantir os presentes, para comprar roupas novas para a festa da noite de Natal, traçamos novas metas para o Novo Ano que se aproxima.

Geralmente nesta época, embora a correria desenfreada, fazemos uma retrospectiva, não só do período de 365 dias que está acabando como de toda a nossa vida.

Revivemos as conquistas e sentimos a alegria e o prazer delas novamente, reconhecemos os erros e fazemos promessas de não repeti-los e de sermos mais atentos para não incorrer em outros equívocos.

Em meio ao ritmo frenético de final de ano, reavivamos a Esperança, tão esquecida durante o os outros onze meses, abafada por tanta violência ocasionada por preconceitos, tráfico de drogas, escândalos de corrupção, negligências etc.

Renovamos nossa Esperança de dias melhores, dias de paz e harmonia no trânsito, no futebol, nas ruas, nos lares e nos corações para que possamos viver com mais tranquilidade e segurança.

Desejamos que para isso o Governo faça a sua parte, a Sociedade também, mas esquecemos de refletir sobre o que nós próprios estamos fazendo para colaborar com a melhoria dos dias e anos que temos a viver.

Ficamos repletos de pensamentos de amor, paz e esperança como se não tivéssemos nós também que fazer o que nos compete.

Ignoramos o fato de que somente esperar sem ter atitude, não vai tornar nossos sonhos realidade. E que a mudança começa por nós mesmos.

Será que estamos sendo corretos, gentis e solidários?… Será que estamos dando amor, amizade, carinho, atenção para as pessoas que nos acompanham a caminhada e para aquelas que cruzam nosso caminho, não por acaso?

Atitudes essas que vão realmente concretizar essa nossa Esperança de dias melhores?

Será que estamos fazendo a nossa parte?

Se estivermos, então aquietemos nosso coração e confiemos em Deus, pois Ele está no comando, sabe que estamos dando o nosso melhor. Sigamos em frente fazendo a nossa parte com amor e alegria e certamente colheremos os frutos de nossas boas atitudes.

Se não estamos… então mãos à obra, pois ninguém poderá fazer por nós o que é nosso dever e os dias de paz e amor não cairão dos céus, sem que nos empenhemos para isso.

Silvia Gomes

 
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Publicado por em 27/11/2012 em Reflexão

 

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Espiritismo

Espiritismo é uma luz
Gloriosa, divina e forte,
Que clareia toda a vida
E ilumina alem da morte.
 
É árvore verde e farta
Nos caminhos da esperança,
Toda aberta em flor e fruto
De verdade e de bonança.
 
É uma fonte generosa
De compreensão compassiva,
Derramando em toda parte
O conforto d`Água Viva.
 
É a claridade bendita
Do bem que aniquila o mal,
O chamamento sublime
Da vida espiritual.
 
É o templo da Caridade
Em que a Virtude oficia,
E onde a benção da Bondade
É flor de eterna alegria.
 
Se buscas o Espiritismo,
Norteia-te em sua luz:
Espiritismo é uma escola,
E o Mestre Amado é Jesus.
 
CHICO XAVIER
 
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Publicado por em 22/08/2012 em Poesia

 

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